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segunda-feira, 30 de março de 2020

Biff Byford – School Of Hard Knocks (CD-2020)



Bife Com Fritas Do Tio Biff
Por Trevas

Cinquenta anos de carreira musical definitivamente não é para qualquer um. Talvez ciente de que sua longa e prolífica carreira esteja rumando para um fim, Biff Byford, lendário líder e vocalista dos titãs do metal britânico, o Saxon, resolveu enfim centrar esforços em seu primeiro disco solo. A intenção? Fazer uma obra com pitadas de autobiografia, contando com convidados especiais e uma liberdade musical maior do que em seu emprego principal. Amparado pelas dicas do mago Andy Sneap, Biff assumiu a produção da bolachinha, que traz na capa uma ilustração estilizada de uma das paisagens de sua Yorkshire natal, feita por um artista local. A banda de apoio? Fredrik Akesson (Opeth) na guitarra, Christian Lundqvist (The Poodles) na bateria e Gus Macricostas (Battleroar, já tendo sido sub em algumas datas com o próprio Saxon) no baixo.

Biff e sua inconfundível cara de bruxa velha 
Welcome To The Show abre o disco, um Rockão empolgante, mas que, afora a produção mais simples e um pequeno toque de Rock moderno, definitivamente poderia estar em um disco do Saxon. A letra, a primeira das que fazem referência à carreira do vocalista, também não soa diferente do habitual. Fredrick destila um belo solo, ele sim se distanciando da sonoridade que faz no Opeth.


A autobiográfica faixa título chega e confirma o ponto de interrogação na minha cabeça: “por que diabos Biff resolveu gravar músicas que poderiam estar num disco do Saxon?”. É legal, traz Phil Campbell (Motörhead) solando, mas tem a cara de coisa que já ouvimos o grandão cantar antes, lembrando Solid Ball Of Rock. Inquisitor é a primeira pista de que efetivamente há um pouco de linguagem musical diferente no disco, um interlúdio acústico com Biff declamando Edgar Allan Poe e preparando o terreno para a ótima The Pit And The Pendulum. Um épico de sete minutos que fica num meio termo entre algo como Attila The Hun e um Prog Metal. Nela a cozinha é caprichadíssima: o Tio Chico do Metal, Nick Barker (Dimmu Borgir, Testament, Nuclear Assault) atuando ao lado de Nibbs Carter, fiel escudeiro de Byford no Saxon. A mesma dobradinha atua também em Worlds Collide, outra boa canção que não tem por que não estar num disco dos veteranos da NWOBHM.


Biff acaba replicando o som de sua banda principal em outros três números: Hearts Of Steel e Pedal To The Metal no lado mais pesado, Black And White na veia mais Hard Rock.
Mas, ainda que de maneira tímida, o veterano reserva espaço para uma sonoridade mais variada em outros números: nas caprichadas releituras de Scarborough Fair (canção tradicional do norte da Inglaterra que ficou famosa para o resto do mundo com Simon & Garfunkel) e Throw Down The Sword (uma belezura do Wishbone Ash) e na homenagem à esposa com a fraquinha Me And You, que conta com solo de saxofone e cuja melodia nos versos resvala em I Remember You, do Skid Row.


No final das contas, fico com a impressão que School Of Hard Knocks é muito mais uma oportunidade de fazer a limpa no baú antes de uma aposentadoria cada vez mais próxima do que uma necessidade de explorar novos horizontes criativos. O lado bom disso é que fica ainda mais claro o quanto o som do Saxon deve a esse senhor, que acerta mais uma vez na mão na hora de trazer um punhado de boas músicas para nosso deleite. Tão simples e eficiente quanto um bife com fritas. (NOTA:8,36)

Visite o The Metal Club
Gravadora: Hellion Records (Nacional)
Prós: boas músicas, produção simples e certeira
Contras: não se afasta muito do que Biff pode fazer no Saxon
Classifique como: Hard Rock, Heavy Metal
Para Fãs de: Saxon

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Curtas: Airbourne, Saxon, Riot City & Mob Rules






Airbourne – Boneshaker (CD-2019)

Guerra Dos Clones
Por Trevas

Os australianos do Airbourne surgiram como postulantes ao posto de melhor clone do AC/DC da história. Após uma eletrizante estreia, moldaram razoavelmente seu som, inserindo pitadas de um Hard Rock algo radiofônico que por vezes lembra os melhores dias do Def Leppard, além de alguma modernidade na produção. Essa “diversificação” rendeu bons frutos e confesso que fosse ouvir em Boneshaker a banda se distanciando ainda mais da proposta original. Cara, como eu estava errado.


Não existe um segundo sequer nas dez canções do novo trabalho que não soem exatamente como AC/DC. Ao ponto de ser bastante plausível que até um ouvinte mais escolado possa inadvertidamente acreditar ter esbarrado com algum disco perdido da fase Bon Scott caso escute essas músicas em algum canto. E é claramente essa a intenção, já que a produção de Dave Cobb cuidadosamente deixou todos os timbres absolutamente iguais aos dos veteranos em seu passado. E Joel O’Keeffe nunca soou tanto como Bon quanto aqui. E convenhamos, até o nome de músicas como Boneshaker, Backseat Boogie e Switchblade Angel parecem saídas de belezuras passadas de Angus e companhia. Se a falta de criatividade pode render merecidos comentários rabugentos aqui e acolá, uma coisa é inegável: o Airbourne conseguiu fazer uma cópia das boas de um bom disco do AC/DC! Ótimos riffs, músicas curtas e grudentas e muita, muita diversão. (NOTA: 8,00)

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Saxon – The Eagle Has Landed:40 (3 CDs-2019)

Overdose Saxônica
Por Trevas

Poucas bandas são mais prolíficas em lançamentos ao vivo do que esses veteranos da NWOBHM. Reconhecidamente uma das bandas mais legais da cena metálica em cima de um palco, o quinteto tem como trunfo saber pinçar bem lados B em seus repertórios. Ou seja, de uma turnê para outra, sempre teremos mudanças substanciais no set list, com faixas raras entremeadas por clássicos obrigatórios. Ainda com todos os predicados citados, o lançamento dessa quarta parte da série The Eagle Has Landed, em um pacote triplo de CDs, poderia muito bem parecer um tremendo exagero.



Mas basta colocar a bolachinha para rodar e qualquer crítica vai por terra. Como habitual na série, o repertório é montado numa colagem de apresentações de turnês diferentes. Essa estratégia poderia significar diferenças perceptíveis na qualidade sonora entre os shows, mas a pós-produção tratou de minimizar esse problema. O som é sempre bom, o vigor da banda mantido intacto, com pequenas falhas presentes aqui e acolá (o que mostra que provavelmente não foram realizados overdubs). Outro possível problema do formato escolhido seria a falta de continuidade no repertório do disco. E ela realmente acontece, apesar da “colagem” do público não nos deixar no meio da maldição de Fade Ins e fade Outs entre as apresentações, fica a clara sensação de que estamos diante de uma coletânea, e não de um show inteiro com princípio meio e fim. Mas é pouco a se reclamar quando temos a possibilidade de conferir enfim belezuras pouco usuais como Red Star Falling, Attila The Hun, Battalions Of Steel e Hammer Of The Gods em ótimas rendições. Ah, e a banda ainda nos reservou algumas surpresas, com participações especiais de Phil Campbell, Andy Sneap e Fast Eddie Clarke. Enfim, mais um belo ao vivo de uma banda que envelheceu melhor que suas contemporâneas. (NOTA: 9,00)

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Riot City – Burn The Night (CD-2019)

Macaca Chita Metal
Por Trevas

Quando Warrior Of Time, faixa de abertura de Burn The Night, primeiro full length do combo canadense da NWOTHM toma de assalto nossos ouvidos, parece a princípio ser impossível não estarmos diante de uma pérola. Riffs certeiros que fazem uma ponte entre Judas Priest e Accept, bateria e baixo cavalares. Jogo ganho, claro. Ehr, não. Cale Savy (que também divide as ótimas guitarras com Roldan Reimer) abre o bico e a merda está feita. Não, o cara não tem um timbre ruim não, até tem algo próprio com toques bem-vindos de Halford e Steve Grimmett. A desgraça é que o maluco termina praticamente toda e qualquer frase com um gritinho capaz de estourar as bolas de um orangotango budista.


O que é uma pena. Burn The Night tem produção certeira e oito faixas que bem poderiam fazer a felicidade de qualquer humano tarado pelo Metal da primeira metade dos anos 1980. Mas por mais que eu tenha vibrado com cada parte instrumental dos 37 parcos (e geralmente velozes) minutos desse disco, sobreviver aos incessantes ataques de macaca Chita de Cale Savy exauriu sobremaneira qualquer chance deu ter vontade de passar pela experiência de escutar Burn the Night novamente. Quando trocarem de vocalista ou mudarem a medicação do Savy, tento de novo. A “boa” nota é justificada única e exclusivamente pelo esforço na parte instrumental. Vade-retro! (NOTA: 5,04)

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Mob Rules – Beast Over Europe (CD-2019)

Golaço Na Segundona Alemã
Por Trevas

Beast Over Europe é apenas o segundo disco ao vivo dos 25 anos de carreira do combo teutônico de Power Metal. Contendo 14 faixas registradas ao longo da perna europeia da turnê do bom Beast Reborn, o trabalho é um testamento do quão eficiente os veteranos soam nos palcos. E é também um ótimo lembrete de que talvez o sexteto merecesse mais crédito do que tem na cena. Raramente lembrados aqui no Brasil, e geralmente estigmatizados como uma banda de segundo escalão, surgida no infame boom do Metal Melódico da década de 1990, o Mob Rules mostra aqui ter um repertório para lá de cativante. Seja em números recentes (a deliciosa Ghost Of A Chance, Dykemaster’s Tale e My Kingdom Come), seja nas velharias mais conhecidas como Black Rain e Hollowed Be Thy Name.


As execuções são todas muito boas, em especial nas canções mais antigas, que soam com mais pegada e peso que nos discos originais. A qualidade sonora é bacana, embora a participação do público fique quase restrita ao intervalo entre as músicas na mixagem. De ponto negativo, apenas aquela falha de continuidade entre faixas gravadas em shows diferentes. Ao contrário do que escolheu o Saxon ali em cima, eles optaram por não realizar emendas no som da plateia, deixando um ou outro vazio desnecessário. Um disco ao vivo honesto e para lá de divertido, que pode bem servir de uma bela coletânea àqueles interessados pela banda, mas não o suficiente para buscar a discografia completa. (NOTA: 8,50)



sexta-feira, 22 de março de 2019

Saxon + Uncle Trucker – Latin American Tour 2019 (15.03.19 - Vivo Rio – Rio de Janeiro/RJ)



A Águia Enfim Pousou No Galeão
Texto Por Trevas, Fotos por Daniel Croce (Not So Lame Pics)

Ainda anestesiado pelo show perfeito dos baluartes da NWOBHM que vi ano passado (ler resenha), rumei com um grupo de amigos para o nada querido Vivo Rio, debaixo de uma chuva torrencial, com o coração apertado. A profusão de promoções de ingressos que duraram até a véspera do evento parecia um sério indicativo de que o primeiro show do Saxon em terreno carioca estava fadado ao fracasso. O que certamente afetaria a possibilidade de outros shows como esse passarem pela cidade. Além disso, o poderoso show do quinteto definitivamente não merece uma casa vazia...

Uncle Trucker

E tal temor se tornou certeza quando adentramos a casa de shows e a banda de abertura iniciou a noite para uma casa com menos de um quarto da capacidade. Vinda de Franca/SP, a Uncle Trucker foi a banda certa na noite errada. Competente e contando com um carismático frontman, a banda destilou uma mistura de músicas de seus três discos com pinceladas de covers (rolou até um para lá de deslocado Motley Crue...) para tentar conquistar a pequena e apática plateia. Mas o som do quinteto, calcado num Hard nada condizente com o Metal Tradicional da atração principal, e muito prejudicado pelo habitual péssimo som do Vivo Rio, pouco reverberou nos ouvidos cariocas, que ao menos mantiveram a civilidade, respeitando o evidente esforço e profissionalismo da rapaziada (NOTA: 6,00).  


Saxon

Com cerca de dez minutos de atraso em relação ao horário anunciado, o Saxon adentra o palco, ainda ao som da introdução Olympus Rising. Thunderbolt toma nossos ouvidos de assalto, ainda que sofrendo com a péssima acústica da casa, que para minha surpresa, nesse momento já apresentava um bom público, majoritariamente composto por gente que já chegou aos seus “entas”. E se essa galera não liga muito para o que a banda vem fazendo atualmente, deve ter ficado muito feliz, pois afora Battering Ram, Sacrifice e They Played Rock And Roll, o set list apresentado teve muito mais em comum com a turnê vindoura de comemoração dos 40 anos de banda do que o que vinha sendo apresentado na Thunderbolt Tour.

Biff e Paul, sacudindo esqueletos direto do asilo (por Daniel Croce)
E o mais bacana é que o quinteto, liderado por um quase septuagenário e monstruosamente carismático Biff Byford, consegue montar um repertório que alterna tiros certos como Wheels Of Steel, Crusader e Heavy Metal Thunder com lados B do quilate de To Hell And Back Again e Backs To The Wall com maestria, deixando os fãs de carteirinha com um sorriso na cara.

Biff tentando resgatar alguém vivo (por Daniel Croce)
Ah, falei em fãs? Aí reside o único senão da noite. Os carcomidos britânicos detonaram com muita energia por 110 minutos para uma plateia que, salvo raros momentos, parecia estar no meio de um jogo de tênis, tamanha a apatia. Talvez fruto da faixa etária elevada, mas que chegou a ser constrangedora, em especial quando Biff tentou “colocar para jogo” a escolha de duas músicas do set. A cada nome de opção de música que ele falava, e estamos tratando de clássicos do porte The Eagle Has Landed, a reação da plateia parecia saída de um funeral. Talvez por isso o show do Rio tenha apresentado um repertório duas músicas mais curto do que nas outras datas brasileiras. E assim ficamos sem ouvir Dogs Of War, uma das favoritas da freguesia aqui e tocada em todas as outras noites da turnê sul americana. Mas deixado de lado a bundasujice carioca, o quinteto fez o que sabe, com a energia de sempre (Paul, aliás, parecia ter tomado uma overdose de catuaba, tamanha a empolgação): o melhor show de Heavy Metal tradicional que o dinheiro pode pagar! (NOTA:10).

Set List por SetListFM

Paul Quinn, doido de catuaba (por Daniel Croce)




sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Saxon + FM + Wayward Sons – Thunderbolt Tour Pt 2 (18/10/18 – The Barrowland Ballroom – Glasgow/Escócia)

Poster final da segunda parte da turnê europeia

Unleash The Gods Of War!!!
Fotos e texto por Trevas


Trevas e Saxon

Monsters Of Rock de 1998, um jovem Trevas viajava com amigos a São Paulo para uma jornada metálica que incluía gente do naipe de Glenn Hughes, Megadeth, Manowar, Slayer, Savatage, Dream Theater, Korzus, Dorsal Atlântica e...Saxon. Um evento inesquecível, repleto de grandes shows. E no meio dessa constelação, fora justamente o bando de veteranos da NWOBHM que roubou a cena, num show apoteótico que entrou para o hall de meus favoritos em todos os tempos. Eu já era fã dos caras, mas a partir dali o Saxon galgou terreno e se tornou uma de minhas bandas favoritas. Mas por acasos do destino (e também culpa da inexplicável ausência do Rio nas tours brasileiras da banda), foi a única vez em que consegui ver os britânicos em ação. E dessa vez precisei ir mais para longe do que São Paulo para conseguir assistir o Saxon. De viagem marcada e longamente planejada para a Escócia, conseguimos conciliar a estada em Glasgow com um pacote que prometia muito: Saxon +Y&T + Wayward Sons. Ingressos comprados, baixa anunciada: Dave Meniketti machuca gravemente a coluna e o Y&T é então substituído pelos veteranos AOR do FM. A princípio, um anúncio que não me fez nem um pouco feliz, mas vamos em frente...

O line up original, com Y&T

The Barrowland Ballroom

O local do evento, situado a 20 minutos de caminhada do Centro de Glasgow, fora uma importante casa de shows no passado. Recentemente substituída em importância pela O2 Academy no Centro da Cidade, voltou a ser palco de shows importantes após um incêndio ter posto abaixo a nova arena. Curiosamente, a Barrowlands, como é popularmente conhecida, também fora vítima de um incêndio no passado. A casa existe desde a década de 1930, tendo sido refeita após o referido incêndio no final da década de 1960. E então parece ter parado no tempo. Entrada estreita, sobe-se um jogo de velhas escadas até um saguão onde temos as cabines de merchandise das bandas e um bar anexo. Mais um jogo de escadas leva ao salão da casa de shows, totalmente plano e de frente para um palco bem largo, comportando 2.100 pessoas. O imenso palco já apresenta a estrutura das três bandas armada, cada uma podendo aproveitar um espaço maior que a anterior conforme os equipamentos fossem retirados. Parece que ao entrar na Barrowlands somos arremessados de volta aos anos 1980. O que vem a calhar nessa noite.

Eu, Dressa e a nada sutil fachada da Barrowland

Wayward Sons

Chamar os britânicos do Wayward Sons de novatos seria talvez um exagero. A banda foi montada a pedido da Frontiers como novo projeto do vocalista/guitarrista Toby Jepson, e o cara simplesmente tem no currículo Little Angels, Gun e até mesmo o Fastway. E está muito bem acompanhado, o cara e sua trupe aproveitam cada um dos parcos 30 minutos de apresentação para deixar seu recado, concentrando integralmente o set nas músicas do ótimo debut, Ghosts Of Yet To Come. Foram 7 músicas que bebem intensamente de Thin Lizzy executadas com muita energia. Aliás, dá para confundir facilmente os caras com o Black Star Riders. A banda certamente ganhou alguns novos fãs com o curto e detonante show, e eu estou entre eles (NOTA: 8,50).




Jepson e sua trupe de filhos rebeldes..

FM

Em parcos 15 minutos de operação por parte dos roadies e da própria banda, tudo estava pronto para a segunda atração da noite. Confesso que tenho uma estranha relação com o chamado AOR. Embora curta bastante muita coisa do Journey e reconheça a proficiência dos músicos do estilo, por vezes tudo soa tão pasteurizado e polido ao extremo que dá no saco. Então fui encarar o show dos enrugados "velhinhos" do FM, um veterano grupo britânico do estilo que nunca chegou a emplacar os milhões de vendas típicos para essas bandas nos anos 1980, com os dois pés atrás. Mas foi o carcomido Steve Overland abrir o bico e meu queixo cair. O cara parece ter 789 anos, mas a voz, essa parece saída de um exímio cantor de 20 anos de idade, tamanha a pureza e perfeição de cada nota. A banda, que ainda conta com a ótima cozinha da formação original, tocou por 45 minutos e fez um set calcado em seus maiores sucessos. Ao ouvir coisas como Tough It Out, That Girl e a impossivelmente grudenta I Belong To The Night fiquei me perguntando o que faltou para os caras estourarem na cena... Bom, o que importa é que mesmo musicalmente deslocados no cast, os caras fizeram um show tecnicamente impecável e conquistaram mesmo os mais sisudos troozões com muita humildade e simpatia. Uma grata surpresa (NOTA: 9,00).


FM: tiozões afiados!

Saxon

Era chegado o grande momento. It’s A Long Way To The Top, do AC/DC tomou conta do som mecânico enquanto as luzes se apagaram. A curta introdução Olympus Rising não nos prepara a bordoada que foi Thunderbolt abrindo o show. Confesso que havia um certo receio de um show morno, por se tratar do quintal da casa da banda, mas esse meu receio caiu por terra tão logo vi a reação da plateia a sons recentes como Sacrifice e Nosferatu. A cada pausa ouviam-se gritos repletos daquele sotaque carregado de “Saxon, Saxon” a plenos pulmões. A felicidade estampada no rosto de Biff, 67 anos, mas que, além de cantar melhor do que nos tempos áureos, ainda comanda a plateia como ninguém, apostando na rivalidade entre ingleses e escoceses para provocar os ânimos de maneira para lá de divertida. No repertório, números recentes como Battering Ram e The Secret Of Flight dividiam igual receptividade com clássicos como Motorcycle Man e Dallas 1 PM.
Ah, vamos lá, os Ingleses gritam mais alto que vocês, diz o quizumbeiro vovô Biff
A banda está no auge, a despeito da idade dos membros. Doug Scarratt e Paul Quinn fazem uma dupla dos sonhos para qualquer fã de metal tradicional que se preze, e Nigel Glockler ainda detona mais do que muito baterista com menos da metade de sua idade. E Nibbs Carter, esse certamente não passaria num eventual exame antidoping, o cara agita, salta, gira, quica pelo palco o tempo todo e ainda acha tempo para ajudar o patrão nos backing vocals. A plateia, constituída por um misto de pelo menos três gerações (muitas famílias inteiras curtindo o show juntos, diga-se), e que até então permanecera respeitosa nos shows de abertura, mostra-se absolutamente ensandecida. Na dobradinha They Played Rock And Roll (homenagem a Lemmy)/The Bands Played On, o que se viu foi uma profusão de crowdsurfing de fazer inveja a muito show Punk. O vocalista, coberto de suor, ri e diz “aqui é onde muitas bandas terminam seu show, mas não nós. Nós estamos apenas começando”. Não era bravata nem promessa de campanha.

Mais energia que 99% das bandas com menos da metade da idade dos caras, pode apostar
A partir daí, o número habitual de Biff em rasgar o set (dessa vez ele comeu o set list na verdade) e dar opções à plateia quanto ao repertório, resultou em loucura absoluta. Never Surrender e 747 cantadas em uníssono terminaram com o anúncio de mais uma faixa nova, Sons Of Odin. A energia caiu um pouco, mas logo após o refrão a música para e a famosa introdução dedilhada de Crusader põe os pescoços escoceses à prova novamente. Princess Of the Night toma nossos ouvidos de assalto e a banda sai do palco.

Doug posando para smartphones alheios

Nibbs: antidoping nele!

Menos de um minuto depois (no qual os escoceses gritavam o nome da banda sem parar), somos presenteados por uma inspiradíssima The Eagle Has Landed (uma de minhas favoritas), seguida da absurda Heavy Metal Thunder. O saxon se retira, dessa vez por poucos segundos. O retorno parece aquela coisa do exército que acabara de dizimar o outro em uma batalha retornando ao campo onde a mesma havia sido travada só para se certificar de finalizar os moribundos caídos ao chão. Então as obrigatórias Wheels Of Steel e Denim And Leather põe por terra qualquer esqueleto que ousasse ter permanecido inerte até então, numa celebração rocker que poucas vezes presenciei. Duas horas de show e 22 músicas depois, o quinteto enfim agradece efusivamente a plateia sob intensa ovação. E eu e minha esposa, infiltrados entre os 2.100 escoceses suados e felizes que esgotaram os ingressos da Barrowlands, agradecemos de volta, certos de termos presenciado um dos maiores shows de nossas vidas (NOTA: 10)



Obrigado, Saxon!
Nos vemos em breve?















quarta-feira, 28 de março de 2018

Saxon – Thunderbolt (Cd-2018)

Saxon - Thunderbolt



Raios! Raios Múltiplos!!!!
Por Trevas

Terceiro rebento da parceria entre os titãs da NWOBHM e o produtor Andy Sneap (Amon Amarth, Nevermore, Accept, Judas Priest), e contando novamente com a capa do ilustrador Paul Raymond Gregory (parceiro desde os tempos de Crusader), Thunderbolt chega com a difícil missão de manter o impressionante alto padrão de qualidade dos discos recentes do Saxon.


Poster do único show no Brasil em 2018


Olympus Rising introduz Thunderbolt, inspirada na mitologia Grega e primeira música de trabalho (ver vídeo), que mantém a tradição da banda em caprichar a mão em suas faixas títulos. 



The Secret Of Flight (ver vídeo) é excelente e já segue o padrão mais moderno de composição que vem se fazendo comum desde o início da parceria com Sneap. Curiosamente, a modernidade é bem menos visível na produção do que em Sacrifice e Battering Ram. Talvez por pressão da banda, dessa vez Andy trabalhou timbres e uma mixagem mais abafados e em muito semelhantes ao som que banda adotou nos anos 1990. Nada que atrapalhe, mas é o disco sonoramente menos impactante da tríade.



Em compensação, as composições estão inspiradíssimas nessa primeira metade de disco. Nosferatu (The Vampire’s Waltz) é épica e sombria, e pode muito bem fazer parte de qualquer coletânea que a banda lance no futuro (ver vídeo). Na bela edição em digipack lançada no brasil, ela ainda aparece em uma mixagem menos pomposa, que funciona igualmente bem, obrigado.



Velocidade estonteante é o que encontramos em They Played Rock And Roll, que mostra que o Saxon encontrou inspiração em outras mitologias mais modernas, como a do Rock. Tematicamente quase uma continuação e And The Bands Played On, o petardo é uma sincera e muito bem-vinda homenagem a Lemmy Kilmister e sua trupe de vândalos musicais, e contém até mesmo trechos de fala do mestre.



Bom, a partir daí o disco fica bem menos espetaculoso. Predator (com uma subaproveitada participação de Johan Hegg, o ogro gigante do Amon Amarth), Sniper, Sons Of Odin e Speed Merchants (a mais fraca do disco, com letra reprisando a homenagem à fórmula 1 feita em Warriors Of The World) são bacanas, mas exploram fórmulas tão comuns na discografia saxônica que acabam dando a impressão de que o nível caiu um pouco.


Mas ainda assim há espaço para faixas de grande destaque, como A Wizard’s Tale (apesar da letra para lá de idiota) e a faixa de encerramento Roadie’s Song, uma bela homenagem àqueles que fazem o show por detrás do show acontecer.

Saxon 2018, chutando mas bundas que você

Veredito da Cripta

A primeira metade dos curtos quarenta minutos de Thunderbolt é tão arrasadora que chega a empalidecer (injustamente) o restante do disco. Mais um ótimo trabalho de uma das bandas mais prolíficas e equilibradas de sua geração.


NOTA: 9,00

Visite o The Metal Club
Gravadora: Shinigami Records (nacional).
Pontos positivos: a primeira metade do disco arrebenta 
Pontos negativos: produção um pouco aquém dos últimos trabalhos
Para fãs de: Iron Maiden, Judas Priest
Classifique como: Heavy Metal


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Saxon – Solid Book Of Rock (Box Set - 2017)

Saxon - Solid Book Of Rock (Box Set - 2017)




As Verdadeiras Crônicas Saxônicas
Por Trevas

Um fóssil vivo de uma era perdida do rock pesado, o Saxon sempre conseguiu se virar, independente das modas e reviravoltas da indústria musical. Resiliente e determinada, a trupe de Biff Byford também anda bastante antenada com um fenômeno que assola no mercado musical atual: os consumidores de mídias físicas, cada vez mais raros, estão também mais exigentes em relação ao material em que vão investir suas economias. Pensando nisso, a banda recorrentemente vem lançando boxes variados, a maioria apostando em compilados de apresentações ao vivo. Mas aqui temos um ser diferente dentro do bestiário Saxônico: uma caixa contendo os 9 Cds que a banda lançou sob a batuta da Virgin Records, mais 2 Cds bônus e 3 DVDs bônus. Sim, 14 disquinhos para fazer qualquer fã babar até quase se afogar. Como é hábito na Cripta, primeiro vamos avaliar a apresentação do pacote, depois farei um apanhado da qualidade do material audiovisual encartado.


Vista interna do belo Box


Apresentação

O pesado box é todo feito de um sólido (oops) papel cartão, muito resistente e bonito. Ao abrir o box, nos damos de cara com uma dedicatório de Biff. A partir daí o padrão de apresentação é: uma folha contendo a contracapa de 4 Cds, e a folha seguinte contendo os respectivos Cds envelopados em slipcases. A proteção de cada bolachinha está garantida devido ao material robusto. Ao final, duas folhas de fotos e uma grande aba protegendo o imenso encarte, mais uma reprodução da arte de capa em papel cartão, com autografo à mão (em caneta dourada) do próprio mítico vocalista. No encarte, temos as capas reproduzidas em tamanho da capa de um vinil, somadas ás informações técnicas e letras para cada álbum. Tudo com imensa qualidade de impressão e transpirando durabilidade. Quem quiser checar o Unboxing, segue no vídeo abaixo!  





Os Discos


Disco 1: Solid Ball Of Rock (1990) foi o disco de redenção da banda após alguns anos e vários lançamentos que almejavam o mercado estadunidense, voltados para uma sonoridade mais antenada com o Hair Metal que virara moda lá para aqueles lados. Então quando o disco começa com um som algo sintetizado, a impressão é de que teríamos mais uma “bola fora”. Para nosso deleite, o que se segue é uma aula de Hard/Heavy bem ao estilo Saxon, emoldurado pela faixa título, uma ode ao Rock And Roll com cara de AC/DC. O disco, que começa matador e cai um pouco em sua segunda metade, marcaria a estreia do tresloucado Nibbs Carter no baixo, que já de cara assinara três das músicas da bolachinha. Um promissor retorno às origens. As duas músicas bônus inclusas são a versão single para Requiem, pouco diferente da original, e a dispensável Reeperbahn Stomp. Faixas de destaque: Solid Ball Of Rock, Altar Of The Gods, Requiem, Lights in The Sky (NOTA: 8,60)


Disco 2: Eu disse que Solid Ball Of Rock foi um promissor retorno às origens? Pois então o disco seguinte, Forever Free (1992), tratou de ser um tremendo balde de água fria. Produção magrinha (“cortesia” de Biff com Herwig Ursin) e músicas pouco inspiradas fizeram desse um dos piores discos do Saxon em todos os tempos. Não é que as músicas sejam exatamente horrorosas (ok, Grind é realmente ruim...), e até que a faixa título e Iron Wheels mereceriam uma vez ou outra serem tocadas ao vivo. É que além das músicas citadas e um ou outro trecho, tudo aqui soa bem mediano mesmo, simplesmente esquecível. De faixas bônus, temos boas versões ao vivo para Princess of the Night e Forever Free. Faixas de destaque: Forever Free e Iron Wheels (NOTA: 6,84)


Disco 3: A redenção não se fez por completo, mas teve um ótimo início com Dogs Of War. A faixa título, Great White Buffalo e Burning Wheels se encaixam no hall das melhores músicas da banda. Mas temos também coisas bem menos interessantes, como Give It All Away e a chatíssima Walking Through Tokyo, fazendo deste um disco um pouco desigual. Não ajuda em muito a produção ainda sem tanto punch, de Biff ao lado de Rainer Hansel. De faixas bônus, temos versões ao vivo para Great White Buffalo e Denin And Leather. Faixas de destaque: Great White Buffalo, Burning Wheels e Dogs Of War. (NOTA: 7,74)



Disco 4: Composto após uma briga bastante feia que culminou com a saída de Graham Oliver do Saxon, Unleash the Beast representa o renascimento da banda para uma nova geração de fãs, a geração Power Metal. A produção encorpada de Kalle Trapp fica evidente logo de cara, na veloz e ótima faixa título. Mas dessa vez a companhia é excelente e temos pérolas como Circle Of Light, the Thin red Line e Cut Out The Disease (escrita em “homenagem” a Oliver), todas com uma roupagem que fazia um meio termo entre o som típico do Saxon e as produções europeias da época. Enfim, Unleash se tornou um dos grandes destaques da discografia da banda e fez com que as turnês passassem a incluir territórios antes inexplorados (América Latina inclusive). Faixas de destaque: a porra toda!! (NOTA: 9,30)


Disco 5: falei em modernização do som do Saxon? A mesma é levada um passo adiante em Metalhead, através da produção para lá de caprichada do saudoso Charlie Bauerfeind, que trabalharia outras vezes com a banda. A faixa título é um clássico absoluto da banda, e ganha a impressionante companhia de pesos pesados como All Guns Blazing, Song Of Evil e a épica e fenomenal Sea Of Life. A veia Hard aparece em What Comes Around, já a Power Metal Conquistador dita o caminho que a banda escolheria pelos próximos dois discos. É a primeira das bolachinhas inclusas no pacote a não apresentar nenhum material bônus. Um ótimo disco, que infelizmente é pouco lembrado dentro da discografia dos britânicos. Faixas de destaque: Metalhead, Song Of Evil, Sea Of Life. (NOTA: 8,83)


Disco 6: lembra ali em cima quando falei que Conquistadores ditaria os novos rumos do som do Saxon? Pois é. Com a produção correta nas mãos de Biff, Killing Ground é o primeiro dos discos da banda a deliberadamente cruzar o som tradicional dos britânicos com o Power Metal Europeu, que vivia um momento de destaque ao redor do globo. À época, eu, saturado dessa cena, vi a mudança com péssimos olhos, o que me levou a abandonar os lançamentos dos caras por muito tempo. Mas escutando hoje em dia, vejo que minha reação foi absolutamente desmedida. A faixa título é mais um clássico da banda pronto para o repertório em qualquer turnê que viesse a partir daí. A inusitada versão para Court Of the Crimson King (do King Crimson) ficou igualmente sensacional. E apesar de material como Dragon’s Lair flertar demais para meu gosto com os Hammerfalls da vida, a banda ainda reservou sua mistura de rock com Metal em coisas como Comin Home e Running For The Border. Um bom disco, enfim. Faixas de destaque: Killing Ground, Court Of the Crimson King, Running For The Border, Shadows On The Wall. (NOTA: 8,54)


Disco 7: Classics Re-Recorded é o disco bônus originalmente encartado em algumas edições especiais de Killing Ground. Traz oito faixas clássicas (dã) da banda em rendições fiéis executadas pela então formação mais atual do Saxon. Não entendi bem o por quê desse disco estar no box, já que ele servia como um aperitivo para o duplo Heavy Metal Thunder, que continha bem mais material clássico regravado e inexplicavelmente não aparece por aqui. De qualquer forma, as regravações são respeitosas demais e ficam sempre aquém das originais. Não é ruim, apenas desnecessário. (NOTA: 7,00)



Disco 8: hoje me pergunto como pude ser tão idiota de ter deixado Lionheart passar batido à época de seu lançamento. Pois é. Ainda com a ideia de que a banda queira virar o Hammerfall, um disco produzido por Charlie Bauerfeind com o péssimo Jörg Michael na bateria e com temática calcada no passado medieval da Grã-Bretanha me pareceu xarope demais. Ah, se eu tivesse ao menos dado a chance para trauletadas como Witchfinder General, English Man O’War ou Man And Machine, ou para as épicas e sensacionais Searching For Atalntis e Lionheart. Pois é, por sorte tive tempo de me redimir e virar fã incondicional desse que se trata de um dos discos mais vigorosos da banda até hoje. Faixas de destaque: Witchfinder General, Man and Machine, Lionheart, Searching For Atlantis. (NOTA: 9,34)



Disco 9: o nono disco do pacote é a versão “rough mix” para Lionheart. As faixas são exatamente as mesmas e estão na mesma ordem que a bolachinha traria em seu lançamento. Um material curioso, mas duvido que alguém vá fazer mais que uma ou duas audições dele, apenas para verificar as diferenças para a mixagem final, que nem são tão brutais assim.

Disco 10: Tenho um carinho muito grande por The Inner Sanctum, por se tratar do disco que me trouxe de volta ao Saxon após um período de pinimba gratuita. É também o disco que marca o retorno do excelente Nigel Clockler à banda. Sua aura sombria sempre me agradou, fazendo este um disco com uma cara bem única dentro do bestiário saxônico. Méritos para a excelente produção de Mr. Bauerfield, que fez seu melhor trabalho junto à banda em termos de sonoridade. Não sei se foi a empolgação pelo retorno do baterista clássico à banda, mas a batera de Glockler bate tão fundo na mixagem que parece que o aparelho de som vai quebrar. Temos uma penca de material épico, sombrio e climático (como Atila The Hun e State of Grace) misturada a alguns rockões puros (Going Nowhere Fast), todos executados com imensa energia.  Faixas de destaque: Atila The Hun, State of Grace, Red Star Falling, If I Was You. (NOTA: 9,22)


Disco 11: Into the Labyrinth é o último trabalho de inéditas incluso no pacote. Seu início com a sombria, climática e pesada Batallions Of Steel parece remeter a uma continuação sonora do disco anterior. O que não pode ser considerado exatamente ruim. Fato que o disco parece um Inner Sanctum parte 2, só que menos inspirado. E talvez essa repetição da fórmula tenha feito com que esse tenha sido o último trabalho do Saxon junto ao produtor Charlie Bauerfeind. Longe de ser um disco fraco, Into the Labyrinth pode ser apreciado sem problemas, apenas não tem lá muitas faixas que mereçam ganhar o set ao vivo da banda.  Faixas de destaque: Battalions of Steel, Demon Sweeney Todd, Valley of the Kings. (NOTA: 8,00)






Os DVDs:

O disco 12 é o DVD que vinha encartado na edição deluxe de Lionheart. Ele traz o Making Of do álbum, mais uma versão ao vivo da faixa título, o vídeo para Beyond the Grave e uma mixagem em alta resolução para o Lionheart. Melhor se sai o disco 13, um DVD que vinha em algumas edições de Inner Sanctum (inclusive a nacional). Nele temos o especial A Night Out With The Boys, contendo entrevistas entremeadas com 7 músicas ao vivo pouco tocadas pela banda. Muito bom. O último disco é o DVD originalmente encartado na edição especial de Into the Labyrinth. No material, temos Biff falando sobre cada música do disco, um pequeno documentário sobre a engenharia de luz e som que envolvem os shows da banda e um curta espanhol onde Biff interpreta o rei Arthur. Bizarro.


Veredito da Cripta

Solid Book Of Rock é um box muito bem feito e que encapsula uma fase bastante prolífica de uma banda clássica da história do Heavy Metal. Talvez a maioria dos fãs de carteirinha já tenha boa parte dos Cds aqui presentes, nesse caso, o material audiovisual extra não se faz exatamente imperdível, embora certamente para lá de satisfatório. Mas se você não possui os discos dessa fase, não perca seu tempo, é garantia de muita diversão embalada cuidadosamente em muito luxo. Excelente! 


NOTA: 10

Gravadora: Edsel Records (Iportado).
Pontos positivos: excelente embalagem, ótimos discos e autógrafo de Biff
Pontos negativos: não traz nenhum grande atrativo aos fãs de carteirinha fora a apresentação.
Para fãs de: Iron Maiden, Riot, Judas Priest
Classifique como: Heavy Metal