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domingo, 4 de abril de 2021

Fates Warning – Long Day Good Night (CD-2020)


 

Uma Longa e Bela Jornada

Por Trevas

Para o 13º disco de estúdio dos titãs do Metal Progressivo, o dono da bola, Jim Matheos, trabalhou arduamente, desde meados de 2019, com seu parceiro musical de longa data, o vocalista Ray Alder. O resultado final, Long Day Good Night, nos brinda com 13 novas faixas. Supostamente o trabalho mais variado da longa carreira da banda, segundo a dupla. Quem me conhece, ou acompanha a Cripta, sabe que essa é uma das minhas bandas de cabeceira, então levei um tempo até assimilar com justiça o disco, que ganhou caprichadíssima versão nacional pela Urubuz Records (papel de alta qualidade no encarte, ponto para eles!). Vamos lá.

Matheos, Abdow, Alder, Vera & Jarzombek

Melancolia é uma constante no bestiário Fateswarniano, e aqui não é diferente: The Destination Onward abre o disco de maneira nada urgente, mas o faz com sucesso. E quando Shuttered Wolrd chega a nossos ouvidos, já está claro se tratar intencionalmente de um CD para lá de acessível. Para os padrões da banda, claro.


Não me lembro de tantos refrães de fácil assimilação no mesmo disco dos caras, e longe de mim insinuar que isso seja um indicativo de diluição do som do Fates Warning: os longos 72 minutos de Good Day Long Night parecem voar, justamente por conta disso. E não há o que temer, tudo o que amamos na banda está presente aqui, a épica Longest Shadow Of The Day não me deixa mentir.


Mas há também um senso maior de urgência, gerando resultados tão dispares quanto os riffs encardidos de Shuttered World e Liar e sutilezas como nas belas Under The Sun e When The Snow Falls. Confesso que demorei um bocado a entrar de cabeça nesse novo mundo de Matheos e Alder, mas uma vez que Long day Good Night clicou na minha mente, foi um caminho sem volta. Outro disco fenomenal, e de fato o mais variado da carreira da banda mais bacanuda de seu subgênero. (NOTA: 9,21)

Visite o The Metal Club

Gravadora: Urubuz Records (nacional)

Prós: belas melodias e refrães, num disco variado

Contras: achei o som ligeiramente abafado

Classifique como: Prog Metal

Para Fãs de: Queensrÿche


quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Arch/Matheos – Winter Ethereal (CD-2019)



Complexa Melancolia
Por Trevas

O ano, 2010. Jim Matheos, guitarrista e praticamente dono da banda pioneira do Prog Metal Fates Warning, tem mais um disco nas mangas. Por problemas com a agenda do vocalista Ray Alder, envolto em outros projetos, resolve chamar o amigo de longa data John Arch para colocar a voz no novo trabalho, a ser lançado sob o epíteto Arch/Matheos. Nascia Sympathetic Resonance, lançado em 2011, e que causou um burburinho na cena prog. Primeiro por se tratar de um belo disco, segundo por trazer de volta a idiossincrática voz de Arch, que raramente deu as caras em qualquer lugar após sua saída do Fates Warning, ao final da década de 1980. E, terceiro, por embaralhar a cabeça dos próprios fãs do FW, já que o disco trazia uma formação que nada mais era que o FW com seu velho vocalista. Bom, o Fates Warning enfim seguiu seu rumo (não sem algum azedume por parte de Alder), chegando a lançar um de seus melhores trabalhos após o imbróglio. Mas uma pausa nas atividades da banda deu espaço para que Matheos enfim revivesse a parceria, dessa vez contando com um naipe de músicos convidados (sim, alguns deles membros ou ex-membros de sua banda principal) para deixar o novo disco, Winter Ethereal, fora de um burburinho desnecessário. Produzido por Matheos, o trabalho conta com mixagem do onipresente mago sueco Jens Bögren e lançamento internacional pela Metal Blade Records. Vamos ao que interessa.

Matheos e o caminhoneiro de voz fina
Vermillion Moons começa e, logo de cara, fica latente a qualidade sonora da bolachinha. E temos a voz de John Arch, consideravelmente bem preservada para quem só lembra dela nos idos de Awaken The Guardian, destilando suas complexas melodias. E aqui cabe uma ressalva. Tive problemas por muitos e muitos anos com o timbre extremamente agudo de John. E não sou o único. Então, se você quer saber se existe a menor chance de embarcar nessa viagem sem medo, devemos perguntar: estás disposto a encarar 70 minutos de John Arch? Se a resposta for positiva, siga em frente. Pois seu timbre de eunuco não é capaz de minar a incrível capacidade de declamar melodias intrincadas e complexas, que se sucedem como que em cascatas, mas não de maneira hermética. Vermillion Moons, por exemplo, gruda de cara, apesar de seus 9 minutos de duração, e é simplesmente espetacular.


A sonoridade do projeto é curiosa. Exala Jim Matheos, com aquele ar sofisticado e melancólico que sempre diferenciou o Fates Warning de seus congêneres, mas ao mesmo tempo consegue se distanciar do que a banda faz atualmente. As atuações são todas brilhantes, mas mesmo a colcha de retalhos de músicos convidados (gente do naipe de Thomas Lang, Steve Di Giorgio, Joe Dibiase, Joey Vera, Mark Zonder, Matt Lynch, Bobby Jarzombek) não tira o senso de unidade do pacote. Wanderlust segue direta e com mensagem e intenção mais positiva que o restante do material. E como tudo aqui, soa progressiva em seus detalhes, dinâmica e belos arranjos, sem configurar uma peça gratuita de música insípida de conservatório.


Assim como a faixa anterior, Solitary Man consegue soar quase radiofônica, e talvez esse seja o grande mérito desse Winter Ethereal quando comparado ao trabalho de estreia da dupla: Matheos conseguiu enfim canalizar o melhor do talento de Arch. E mesmo quando somos confrontados com 8 minutos de cascatas melódicas do vocalista, como na espetacular Wrath Of the Universe (possivelmente a que mais faz lembrar o Fates Warning do passado), tudo soa confortável e natural.


E, como que para tornar a viagem o mais confortável possível, esses momentos mais complexos são seguidos por faixas mais “diretas” como Thetered (a sensível balada cuja letra inspirou o nome do disco) e Straight And Narrow (primeira a ser trabalhada comercialmente), essa última a mais metal da bolachinha. Pitch Black Prism, com sua letra fantasmagórica sobre Chernobyl, já remete a algo mais próximo dos sons atuais do Fates Warning, e acabou por se tornar uma de minhas favoritas.



O disco cai um pouco de qualidade nas duas longas faixas que encerram a jornada, mas ainda assim se faz único e obrigatório na coleção de qualquer um que curta minimamente Prog Metal e Fates Warning (NOTA: 8,95)

Visite o The Metal Club
Gravadora: Metal Blade Records (importado)
Prós: uma avalanche de belas melodias
Contras: overdose de John Arch e sua voz de eunuco
Classifique como: Prog Metal
Para Fãs de: Fates Warning, Devin Townsend


domingo, 15 de setembro de 2019

Curtas: Memoriam, Fates Warning, Enforcer & Conception







Memoriam – Requiem For Mankind (CD-2019)

Terceira Batalha Vencida

Três discos em três anos é um feito e tanto para os tempos modernos, ainda mais quando se trata de uma banda formada por veteranos da cena Death. Mas é exatamente esse o prolífico caminho trilhado pelo supergrupo britânico, uma espécie de coalisão entre os baluartes Benediction e Bolt Thrower. Se o monumental disco de estreia nos presenteou com uma sonoridade que refletia a mistura das bandas de origem com uma improvável e bem-vinda dose de Doom, o segundo rebento, The Silent Vigil, apostou em uma atmosfera menos inspirada, mais crua e direta. 



O novo disco, com lançamento nacional pela Shinigami Records, parece apostar na fusão desses dois mundos distintos. A produção de Russ Russell (Amorphis, At The Gates, Claustrofobia) definitivamente corrige o problema do antecessor e Shell Shock abre o trabalho com a energia esperada, seguida da indefectível Undefeated. A aura Death Old School remete em muito o que se esperaria do Bolt Thrower nos dias de hoje, com os latidos de Karl Willets soando tão virulentos quanto no passado. Há temas de guitarra (por Scott Fairfax) que fazem menção ao Doom, mas de maneira menos opressora que no disco de estreia. Ainda que careça de algum destaque individual passível de figurar como novo clássico da cena, difícil imaginar que algum fã do estilo possa se decepcionar ao terminar a audição dos 48 minutos de Requiem For Mankind (NOTA: 8,42)   


Gravadora: Shinigami Records (nacional)
Prós: pesado e denso
Contras: fica aquém do disco de estreia
Classifique como: Death Metal
Para Fãs de: Bolt Thrower

Guerra, você não sabe o que é guerra!
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Fates Warning – Live Over Europe (2CDs-2018)

Uma Aula Dos Veteranos do Prog Metal

Exatos 20 anos após Still Life, os veteranos pioneiros do Prog Metal lançam seu segundo trabalho ao vivo de carreira (Awaken the Guardian Live está mais para um álbum comemorativo, juntando inclusive ex-membros de outra era em detrimento da banda atual). A decisão de fazer desse belo Digibook duplo um apanhado de várias apresentações da digressão Europeia para o magistral Theories Of Flight me deixou com a pulga atrás da orelha. Soaria o novo trabalho como um corte e cola desorientado, sem aquela sensação de continuidade que é uma das mágicas de um bom show?


Bom, bastaram três faixas do primeiro disco para aplacar minha desconfiança: com o bruxo Jens Bogren cuidando da mixagem, não teve erro. Além da homogeneidade ao longo dos 136 minutos (e 23 faixas) de Live Over Europe, o que temos aqui é uma amostra fidedigna da força do quinteto estadunidense ao vivo. Ao contrário da murchidão que afeta 99% das bandas de Prog Metal ao vivo, o Fates Warning soa aqui com uma energia e vitalidade invejáveis, muito mais reminiscentes do metal do que do progressivo, bem que se diga. Misturando magistralmente faixas do novo trabalho com clássicos e Lados B, Live Over Europe se mostra um dos melhores registros ao vivo de um subgênero que costuma soar bem melhor em estúdio (NOTA: 10)

Gravadora: Inside Out (importado)
Prós: um ao vivo bem...vivo!
Contras: duas horas e blau de prog metal podem ser demais
Classifique como: Prog Metal
Para Fãs de: Queensrÿche, Conception  

Conta mais sobre essa história de que banda de Prog Metal ao vivo não tem energia...
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Enforcer – Zenith (CD-2019)

Farofa Speed Com Laquê

Um dos destaques absolutos da NWOTHM, o quarteto sueco Enforcer chega a seu quinto trabalho de estúdio enfrentando pela primeira vez uma saraivada de críticas. Pudera, logo de cara somos confrontados com Die For The Devil, faixa de trabalho que deve muito mais a bandas como WASP ou Motley Crüe do que ao Speed Metal Old School que se esperaria dos caras. A polêmica aumenta ainda mais quando se chega a Regrets, um xarope de groselha com chorume tão ruim que faria o Michael Sweet se morder de inveja por não ter composto isso antes para seu hediondo Stryper. Mas, convenhamos, de resto até que o disco não é assim tão distante do que o Enforcer fez no passado quanto andam alardeando por aí.



Zenith Of The Black Sun faz justiça ao posto de faixa título, Searching For You reascende a veia Speed, só que com um refrão mais radiofônico. Mesma coisa para End Of A Universe. Sail On tem toques de progressivo nos riffs e Forever We Worship The Dark faz bem a fusão entre o lado épico e a farofagem. A produção de Olaf e Jonas Wikstrand pode não ser o que há de mais caprichado, mas serve bem ao cenário “oitentista” escolhido. Olaf continua com seu vocal miado, mas cada vez mais contido nos exageros agudos, o que ajuda na palatabilidade do material. Enfim, Zenith pode até não ser a paulada esperada pelos fãs, mas há de se admitir que sua atmosfera mais polida e os flertes cada vez mais presentes com o Hard até que rendem uma diversão honesta. (NOTA: 7,31)

Gravadora: Shinigami Records (nacional)
Prós: divertido
Contras: a mistura tendendo demais para o Hard pode afastar muita gente
Classifique como: Hard Rock, Heavy Metal
Para Fãs de: WASP, Motley Crüe, Skullfist

Motlenforcer
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Conception – My Dark Symphony (EP-2018)

Re:torno Por:re:ta

Uma das bandas mais enigmáticas de seu tempo, a norueguesa Conception sumiu sem grande alarde, deixando para trás um quarteto de discos únicos. Seu último suspiro se deu com o brilhante e revolucionário Flow, que no distante ano de 1997 já antecipara boa parte dos maneirismos multidisciplinares que o Heavy Metal assumiria mais para frente. Roy Khan ainda carregaria seus vocais melancólicos para salvar o Kamelot da mesmice por um bom tempo antes de ser acometido por um misterioso chamado religioso. Tore Ostby faria um disco seminal (Burn The Sun) com o Ark. Mas logo os dois sumiriam de cena, parecendo fadados ao mesmo ostracismo que enterrara o Conception nas areias do tempo. Qual não foi minha surpresa (e felicidade) ao ouvir a notícia do retorno do quarteto, em uma bem-sucedida campanha de Crowdfunding para confecção de um single e um EP de retorno? Checando a bolachinha, fico ainda mais abismado pelo quanto que Flow soa atual: My Dark Symphony parece soerguer exatamente do horizonte deixado por seu primo distante.



Re:Conception prepara um terreno melancólico e futurista para a bela Grand Again. A sutileza de cada peça no arranjo de faixas aparentemente simples dando a pista do por que o Conception era tão único. Tore continua caprichando em timbres e num minimalismo que me lembra a maturidade de Jim Matheos do Fates Warning. Roy reina supremo, com seu vocal tão imitado ultimamente. Como todos os trabalhos que vieram antes, My Dark Symphony cresce a cada audição, mas soa como um retorno deliciosamente triunfal àqueles que gostam de um Prog Metal inteligente, longe do método “melancia no pescoço” de um Dream Theater. Só fica aqui a reclamação pela não inclusão da bela Feather Moves no EP. Ainda assim, um retorno belo e sombrio! (NOTA: 8,63)

Gravadora: Conception Sound Factory (importado)
Prós: soturno, belo e atemporal
Contras: por que não um disco completo?
Classifique como: Metal Progressivo
Para Fãs de: Fates Warning, Devin Townsend Project

Pastor Khan e seu rebanho






quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Fates Warning – Awaken the Guardian Live (Box Set – 2017)

Fates Warning - Awaken the Guardian Live

Guardião Repaginado
Por Trevas

“Nos tratam como os grandes inventores do Prog Metal, mas na verdade o Fates Warning já fazia esse som anos antes de nós. Quando escutei o Awaken the Guardian pela primeira vez, enlouqueci e então eu soube exatamente como eu queria que minha banda soasse.” Numa tradução livre deste escriba, essa é a fala de ninguém menos que Mike Portnoy, o mestre das baquetas da mais bem-sucedida banda de Prog Metal da história, o Dream Theater. A fala dá exatamente a dimensão do impacto que esse disco teve na cena estadunidense na década de 1980. 


Fates Warning em 1986


A despeito da banda ter flertado com o mainstream na virada da década de 1990 e ter amadurecido e lançado obras aclamadas pela crítica, o Fates Warning jamais alcançou o sucesso comercial de seus discípulos. E embora eu prefira a fase com Ray Alder nos vocais, é inegável que foi com John Arch na voz que a banda lançou seus trabalhos mais influentes. E em comemoração dos 30 anos de sua obra máxima, a banda juntou a formação que gravou o disco para uma série restrita de shows, dois deles registrados em áudio e vídeo, formando esse belo box que analisarei com cuidado.

A belezura personificada
Apresentação

A caixa vem em formato digibook para lá de luxuoso. O DVD e Blu Ray vem encartados na parte interna da capa, enquanto os quatro discos de áudio, na parte interna da contracapa, em invólucros de acrílico. Ou seja, proteção garantida para as bolachinhas. O livreto é belíssimo, com papel de alta qualidade trazendo imagens criadas pelo artista gráfico original, o grego Ioannis, além de fotos dos shows, fichas técnicas e as letras de todas as músicas tocadas neles. Na parte interna da contracapa, temos um envelope contendo uma série de “postais”. Cada postal com a foto de um dos membros da banda na frente e o perfil de cada músico escrito atrás. Além disso, o envelope contém um pôster frente e verso com as artes de capa de Ioannis feitas para os shows e um certificado de autenticidade numerado. Apenas 2000 cópias do box em sua edição Deluxe foram comercializados. Um dos mais belos boxes que já tive em mãos. Para maiores detalhes de como está estruturado o pacote, vejo o vídeo abaixo! 



Blu-Ray – DVD: ProgPower USA XVII 2016 x Keep It True XIX 2016

Menu
O menu é bem bonito, mas extremamente simples, só possuindo a opção de seleção entre os dois shows e nenhum menu para acesso às especificações técnicas. Como aqui só possuo aparelho estéreo e não tenho um home theater, não sei dizer se há opção de áudios diferentes.

Performances.

Quem já teve o prazer de assistir ao FW ao vivo, sabe bem que a banda prima por fazer uma apresentação que se assemelha muito mais a um show de uma banda de Heavy Metal tradicional do que de seus parceiros de Prog Metal. Ou seja, nada de atmosfera asséptica. E é o que temos aqui. A despeito da idade e do visual dos agora senhores, temos uma banda tocando um disco para lá de complexo com uma pegada excelente. Os timbres respeitam em bastante o material original, Aresti toca muito bem e Jim Matheos, o patrão e dono da bola, se assemelha a um irmão mais novo do Steve Harris e é o mais metálico dos guitarristas de Prog Metal. A cozinha de Joe DiBiase (Rick Wakeman cover?) e Steve Zimmerman (com cara de Roadie do Manilla Road) pode não ter a técnica das cozinhas que a banda teve posteriormente, mas estão muito longe de fazer feio. Aliás, mandam muito bem, obrigado.



Ah, mas e o John Arch? Arch, que parece o filho improvável de um caminhoneiro do Arizona com o Quico do Chaves, consegue uma performance respeitável, levando em consideração que as músicas são quase todas interpretadas numa zona de tons estratosfericamente altos. Ah, e Frank Aresti se vira razoavelmente bem para cobrir as camadas de vozes que se entremeiam às linhas principais. Em termos de presença de palco, John apanha feio de seu substituto, parecendo um pouco sem graça quando não está cantando. Mas seu semblante demonstra a felicidade de estar ali, e a simpatia honesta que ele transparece acaba por compensar a falta de movimentação. Sou muito mais fã do Ray Alder, mas tenho que admitir que, para o material dessa era, não há comparação, Arch deixou sua marca.


Tal avaliação da performance da banda vale para os dois shows inclusos, mas dá para notar uma maior confiança na banda no show do Prog Power, realizado alguns meses após o do Keep It True. A performance vocal de Arch também se mostra um pouco superior. Mas os dois shows são muito bons.


Repertório

Os dois shows batem exatos 83 minutos de música e trazem Awaken the Guardian tocado na íntegra, mais quatro faixas no bis. Três delas se repetem: Damnation, Epitaph e The Apparition. O Show do Keep It True tem seu diferencial em Night On Brocken. Já o show do Prog Power aposta em uma excelente rendição para Kyrie Eleison. Enfim, em ambos os casos todos os discos da fase inicial da banda se fazem representados.




Imagem e Som

O show do Prog Power possui uma qualidade de som impecável, com mais punch. Mas o show do Keep It True não faz feio, não. Nos dois casos sinto um pouco da falta da plateia na mixagem. Novamente lembrando que não existem informações sobre o número de canais e nem menu de seleção para tal. No Prog Power as imagens são cristalinas, mas o palco é simples, com iluminação apenas correta e o belo backdrop da capa do disco ao fundo. Já no Keep It True há uma qualidade ligeiramente inferior nas imagens em algumas tomadas (o ambiente é mais escuro), mas em compensação, o palco (que é menor) é ornado com um jogo de portais com brasões, dando um visual um pouco mais legal.



Em ambos os casos as tomadas se alternam entre imagens mais panorâmicas e closes bem posicionados nos músicos, mostrando a execução das músicas, o que é válido em se pensando no público de Prog Metal, que costuma dar muito valor à parte técnica. Infelizmente nãos e vê muito do público aqui. A edição é correta e bem menos frenética que o usual, só incomoda um bocado o corte com alguns pentelhésimos de segundo de tela preta e fade in fade out entre uma música e outra. Nos casos em que existe introdução no som mecânico, a tela mostra as belas imagens criadas pelo artista original que criou o conceito da capa de Awaken.



Os CDs

A mixagem dos Cds é excelente, com muito punch. Podemos ouvir todos os instrumentos de maneira clara e ainda há sobra para a plateia no fundo. A leve vantagem para o show do Prog Power permanece, em especial no que se refere a maior precisão nas execuções.


Veredito Final

Awaken the Guardian Live é um box excelente em termos de apresentação e que traz um conteúdo audiovisual que se faz o sonho de qualquer fã do Fates Warning. Seu único senão é a não inclusão de extras em vídeo documentando a epopeia por detrás desses shows comemorativos.

NOTA: 9,50

Gravadora: Metal Blade Records (importado).
Pontos positivos: belo box, ótimo material audiovisual
Pontos negativos: a ausência de extras
Para fãs de: Threshold, Queensrÿche, Dream Theater
Classifique como: Prog Metal



quarta-feira, 1 de março de 2017

Os Melhores de 2016 - Pela Cripta do Trevas!

Os Melhores de 2016 pela Cripta do Trevas!
Olá, Guardiões da Cripta

Mais um ano se passou, mais uma lista atrasou, hehehehe

Bem, passei janeiro e fevereiro chafurdando nas listas de sites e pessoas em busca de discos obscuros. Confesso que caso não o tivesse feito, meu Top 20 de 2016 teria ficado bem empobrecido.

E não é por falta de material, não. Foi o primeiro ano em que utilizei ativamente o Spotify, e com ele e o The Metal Club, consegui ter alcance a uma penca de discos quase impossíveis de serem encontrados fisicamente. Devo ter escutado cerca de 200 trabalhos, uns 100 deles resenhados na Cripta.

2016 foi tão bom em lançamentos de rock pesado que minha lista original para essa postagem contava com 30 discos. Abri mão de coisas como os novos do Testament, Kvelertak, Temperance Movement, Claustrofobia, Killswitch Engage, Deftones...mas o fiz para que o texto ficasse menos longo.

Mas ainda assim ficou beeeem longo. Dividirei a postagem em duas partes. Na primeira, farei um apanhado de diversos pontos de 2016. Na segunda parte consta a lista do Top 20.
Comentem, critiquem, desenvolvam vossos vocabulários chulos, só lembrem de deixar minha progenitora fora dessa. Divirtam-se!!!

Saudações metálicas!
Trevas


MELHORES (E PIORES) DE 2016 – Parte I:
Por Trevas


Decepção e Bomba
Decepção e Bomba? Opeth e Metallica cabem aqui? Bom, decepção a gente só tem quando se espera algo de alguma coisa ou alguém. Não é o caso, parei de me importar com o Opeth tem tempo e Metallica nunca me interessou. E, convenhamos, por mais mequetrefes que soem os novos discos, estão longe de poderem ser considerados bombas. Decepção tive quando escutei o novo projeto dos mestres Hank Shermann e Michael Denner. Os caras tiveram a infeliz ideia de contratar para os vocais Sean Peck, o Ripper Owens sem pedigree, que tem tempos infla minha bolsa escrotal com o genérico Cage. Bom, Sean parece ter se empolgado ao fazer um som com os tiozões do Mercyful Fate, nos presenteando com a performance vocal mais irritante desde a estreia de Jim Gillette. Some os maneirismos para lá de Over de nosso amiguinho à um punhado de faixas burras do naipe de Son Of Satan e temos o disco mais decepcionante que escuto em eras. Mas, por pior que seja Masters of Evil, ele em nada se compara a The Astonishing, do Dream Theater. Os nerds estadunidenses encapsulam tudo o que há de pior no Prog Metal, mas dessa vez se superaram: 130 minutos de puro exibicionismo com barulhinhos de robôs e melodias insípidas que contam uma história tão desinteressante e genérica que se trocássemos os robozinhos por dragões, teríamos um disco do Rhapsody. E tome tiruliruli-tirulirulu-pim-pom-tum. O treco é tão absurdamente ruim que a melhor música dentro as 34(!!!!), the Gift Of Music, não serviria nem de lado B de single do Rush atual. Bisonho!

Denner/Shermann + Dream Theater - why, Lord, whyyy??!?!?!

Revelações:

Ok, ok. Podem me xingar. Mas o combo britânico de Classic/Hard Rock que o queridinho do The Voice Nathan James montou promete, e muito. O primeiro disco do Inglorious pode não ter reinventado a roda, mas promete fazer a alegria dos fãs de Rainbow e seus derivados pelos anos que virão. O mesmo pode ser dito dos espanhóis do Lords Of Black. Não os caras não nasceram em 2016, mas a escolha de seu vocalista, Ronnie Romero, para o posto de nova aposta de Blackmore no retorno improvável do Rainbow fez com que os caras ganhassem uma exposição gigantesca. Uma baita banda a ser espiada no futuro! E coloco aqui um supergrupo também – Last In Line. O combo montado por Vivian Campbell e Vinny Appice chutou bundas com seu debut. E para provar que não foi acidente, já anunciaram o lançamento do segundo rebento. Aqui no Brasil, fui surpreendido pelo trio Chronicode, que lançou meio que na surdina seu Shapeshifter, mostrando que Mari Figueiredo é uma das melhores vozes da nova cena brasuca. Com boas músicas guiadas pelas guitarras afiadas de Julia Pombo e Celo Oliveira e uma baita produção, esse projeto é mais uma promessa tupiniquim de alta qualidade! 

Inglorious, Lords Of Black, Last In Line e Chronicode - gratas surpresas!
Capas do Ano!

Ah, tá, ninguém mais compra mídia física. Foda-se! Ninguém liga mais para arte gráfica. FODAAAAAA-SEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!! 

Eu ligo. Engole o choro!

Olha, ainda que o declínio da vendagem das mídias físicas seja uma infeliz realidade, ele não afetou tanto assim a qualidade das artes gráficas dos lançamentos mundo afora não. Muito provavelmente por que as ferramentas hoje são muito mais acessíveis aos artistas de plantão. Escolhi aqui quatro capas que considero das mais belas que vi esse ano. Brotherhood of the Snake, do Testament, pode ter falhado em me conquistar como o fizeram os lançamentos dos caras desde The Gathering. Mas a arte de capa do Israelense Eliran Kantor (Satan, Crowbar, Kreator) ficou excelente, casando bem com as paranoias conspiratórias das letras do disco.

O Tamuya Thrash Tribe explora em suas letras um pouco de nossa história. E também toca em temas para lá de pesados, como o silencioso genocídio de nossos índios. E dificilmente uma arte de capa poderia se mostrar mais concisa e impactante do que a que adornou The Last Of The Guaranis. Um Forte e belo trabalho da artista plástica Isabelle Araujo.

O Metal extremamente técnico e espacial dos estadunidenses do Fallujah geralmente vem adornado por artes de capa belíssimas e etéreas, e em Dreamless não foi diferente: cortesia de Peter Mohrbacher, especialista em ilustrar versões bem diferentes para as entidades que chamamos de “Anjos”.

Os noruegueses do Kvelertak decidiram abandonar as artes de temática pagã do excelente John Baizley (líder do Baroness), mas o renomado ilustrador Arik Roper (que além e artes para outras mídias já pintou coisas para Black Crowes, Sleep e Cathedral) nos presenteou com uma bela ilustração Old School para o Night Traveller (com a corujinha mascote da banda à tiracolo) do título em norueguês.

Testament, TTT, Fallujah e Kvelertak - belos trabalhos de arte gráfica
Shows:
A oferta de shows pelo Brasil em 2016 foi bastante boa. Os preços, nem tanto. Aqui na Cripta vocês puderam ler relatos de alguns convidados ilustres sobre o primeiro Hell In Rio, sobre a primeira turnê do Iron Maiden depois da recuperação de Mr. Bruce Dickinson, além da passagem marcante do Sisters Of Mercy pelo Rio. Pude assistir a uma penca de shows em 2016, vários deles memoráveis (Soilwork, Candlemass, Halestorm, Kamelot, Exciter/Sacred Reich), mas dentre todos, os que mais me marcaram foram os shows de dois combos teutônicos (7x1?):

A) O verdadeiro massacre sonoro que a nova encarnação do Accept propiciou no Imperator, em Abril. Arrisco a dizer que os caras estão melhores hoje do que em seus tempos áureos. Um show de metal sem frescuras, apenas a banda e sua música.

B) Bem diferente da minha escolha seguinte: o apoteótico show do Rammstein encerrando o primeiro Maximus Festival. Um show de tanto poder de fogo musical e visual que é capaz de tornar uma apresentação do Kiss algo mambembe e desinteressante. Simplesmente o melhor espetáculo audiovisual que a cena do rock pesado já criou. Inesquecível.

Pôster do primeiro Maximus
O que esperar de 2017?

Em termos de lançamentos, 2017 começou com tudo! Kreator, Pain Of Salvation e Sepultura já botaram suas garrinhas de fora com dois discaços que em breve ganharão suas resenhas por aqui. Os veteranos prometem muita coisa boa vindo por aí: Judas Priest, Metalmorphose e Deep Purple são alguns dos “velhinhos” que já anunciaram novos trabalhos para esse ano. Ritchie Blackmore já avisou que uma segunda rodada de shows do Rainbow redivivo irá acontecer, deixando um suspense em relação a um novo disco. O Megadeth finalmente conquistou seu primeiro Grammy, ainda que trolado pela produção, que tocou uma música do Metallica no momento do anúncio. E 2017 ainda promete ser o ano em que finalmente o Tool vai largar a preguiça de lado e lançar seu primeiro trabalho em mais de 10 anos. Em relação a shows em nosso território, Amon Amarth, Abbath, Lacuna Coil, Evanescence e Moonspell já tem datas confirmadas. A promessa é de uma agenda ainda mais cheia e repleta de grandes apresentações do que 2016. Enfim, o ano promete!


MELHORES DE 2016 – PARTE II - TOP 20!!!


20. Witherscape - The Northern Sanctuary

20. Witherscape – The Northern Sanctuary
O projeto do criativo sueco Dan Swanö com Ragnar Widerberg  tem um pé na morbidez, mas com nuances Prog e citações a quase todo e qualquer subgênero dentro do Heavy Metal, mas sem perder uma inesperada veia pop.


19. Gus Monsanto - Karma Café
19. Gus Monsanto – Karma Café
O primeiro disco solo de um dos melhores vocalistas da história do rock pesado Brasuca é uma grata surpresa: AOR/Hard recheado sensibilidade e boas ideias. Ah, e com um vocal de primeira!


18. Lords Of Black - II
18. Lords Of Black – II
Vocal de primeira é o que encontramos nessa banda espanhola, que faz uma versão 2016 do som que o Rainbow imprimiu lá nos anos 1970. Não à toa, Ronnie Romero foi escolhido vocalista do...Rainbow!


17. Ihsahn - Arktis
17. Ihsahn – Arktis
O norueguês é especialista em trabalhos que misturam zilhões de influências de tudo o que já foi feito dentro do metal. Só que dessa vez ele conseguiu fazer isso de maneira ainda mais acessível.


16. Blood Ceremony - Lord Of Misrule
16. Blood Ceremory -  Lord Of Misrule
Os canadenses fazem um Occult Rock que bebe tanto de Jethro Tull quanto de Black Sabbath e Coven. Os riffs monolíticos com nuances folk, flautas e a bela voz de Alia O’Brien criam um clima único e sombrio.


15. Vader - The Empire
15. Vader – The Empire
Não há nada de necessariamente novo nos pouco mais de 30 minutos do novo disco dos mestres poloneses do Death Metal. E nem precisa ter novidade quando se faz um disco tão forte e vigoroso quanto esse.


14. Tygers of Pan Tang
14. Tygers Of Pan Tang - Tygers Of Pan Tang
Talvez o disco mais improvável a figurar na minha lista. Os veteranos da NWOBHM  tem mais cacos do que clássicos em sua discografia, então esse ótimo disco homônimo certamente pode figurar entre seus melhores trabalhos.


13. Last In Line
13. Last In Line – Heavy Crown
Vivian Campbell remonta a formação clássica que gravou Holy Diver para honrar a memória do desafeto Ronnie James Dio. Soa falso? Em intenção, sim, mas que puta disco nasceu dessa ideia!


12. Purson - Desire's Magic Theatre
12. Purson – Desire’s Magic Theatre
Rosalie Cunningham, o prodígio britânico que praticamente faz tudo nessa banda com nome de capeta, muda a chave de seu som para algo mais psicodélico e menos sombrio, mas ainda assim excelente.


11. Magnum - Sacred Blood, Divine Lies
11. Magnum – Sacred Blood, Divine Lies
Os veteraníssimos britânicos, responsáveis por uma das sonoridades mais idiossincráticas da história do rock, vivem um raro momento de criatividade tardia. Um dos melhores trabalhos de sua extensa discografia.


10. Trees of Eternity - Hour of the Nightingale
10. Trees Of Eternity – Hour of the Nightingale
A Sul-Africana Aleah Stanbridge pode ter deixado cedo demais esse plano astral. Mas seu legado musical, em parceria com Juha Raivio (do Swallow the Sun), viverá para sempre nesse belo e tristonho disco.


09. Fallujah - Dreamless
09. Fallujah – Dreamless
Robótico, etéreo e extremamente técnico, o som dos estadunidenses é bem próprio. Para nossa sorte também é pesado feito um mamute celestial. Estranho e muito criativo, um baita disco de metal moderno.


08. Metal Church - XI
08. Metal Church – XI
Outra surpresa vinda de um grupo veterano. Mike Howe retornou ao Metal Church e parece que os anos afastado da cena fizeram muito bem ao vocalista uma ótima performance num disco recheado de petardos para deixar a velha guarda de sorriso no rosto.

07. Khemmis - Hunted
07. Khemmis – Hunted
Em Hunted, o Khemmis escreve um verdadeiro compêndio de quase tudo o que se pode fazer dentro do Doom Metal. Épico, pesadíssimo e lento feito uma tartaruga das galápagos com reumatismo.


06. Gojira - Magma
06. Gojira – Magma
Composto em um longo espaço de tempo onde a vida dos irmãos Duplantier foi revirada de pernas para o ar, Magma confirma a capacidade dessa banda francesa de compor discos que não se parecem com nada que já tenha sido feito antes. Pesado, denso e ainda assim cheio de sutilezas.


05. Blues Pills - Lady In Gold
05. Blues Pills – Lady In Gold
O combo multinacional capitaneado pela bela vocalista sueca Elin Larsson já havia apresentado uma imensa gama de influências no som retrô de seu surpreendente debut. Mas no novo disco foram ainda mais longe, mostrando que além de emular com precisão as eras de ouro do Rock, são capazes também de compor belas músicas que grudam na nossa cabeça.


04. Tamuya Thrash Tribe - The Last Of The Guaranis
04. Tamuya Thrash Tribe – The Last Of the Guaranis
Os cariocas nos presentearam com um trabalho extremamente bem pensado, desde o conceito, passando pela arte gráfica, composições e arranjos. Ah, e no meio disso tudo tem peso, um puta peso, diga-se. Um dos melhores trabalhos de estreia de uma banda brasuca em muito tempo.


03. Insomnium - Winter's Gate
03. Insomnium – Winter’s Gate
Puta merda, um trabalho conceitual sobre uma história viking em uma única música dividida em várias partes. Adornado por uma sonoridade que remete ao Melodic Death Metal. Isso pode prestar? Sim, e como!!!!! Um trabalho quase perfeito.


02. Amon Amarth - Jomsviking
02. Amon Amarth – Jomsviking
Eita, mais um trabalho conceitual envolvendo temática nórdica? Virou moda? Obviamente os suecos do Amon Amarth são bem menos sutis que os colegas do Insomnium, mas ainda assim a história simples de Jomsviking é muito bem contada. E musicalmente o disco é o melhor dos brucutus desde o perfeito Twilight Of The Thunder God.



01. Fates Warning - Theories Of Flight
01. Fates Warning – Theories Of Flight
Vejam só que surpresa, um cara que adora desancar o Prog Metal coloca justamente um dos baluartes do estilo no topo de sua lista? Pois é. Mas não estamos falando de qualquer banda, e sim de uma das pioneiras. E de longe a mais madura. E é justamente por isso que o FW não cai nas armadilhas de punhetagem explícita e arrogância intelectualoide que assolaram e minaram o estilo. Não que não existam momentos de proficiência técnica que esbarrem nisso por aqui, mas o que vem primeiro para Jim Matheos, Ray Alder e sua trupe é a música. E Theories Of Flight está repleto de boas canções, excelentes melodias e peso, muito peso. Com dos melhores discos de uma longa carreira, o Fates Warning angariou com sobras o topo de minha lista!