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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Shows de Novembro: Vimic + Megadeth + Accept + Zakk Sabbath

Vimic + Megadeth +Accept + Zakk Sabbath

Olá, Criptomaníacos!
Bom, infelizmente devido à crise que assola o Estado do Rio de Janeiro, e sendo eu um dos muitos servidores que vivem um ano complicado repleto de salários atrasados, definitivamente tive que me alijar de assistir uma penca de grandes shows que por aqui pintaram. Mas não seja por isso, o grande Freddy Krill, nosso enviado especial da Cripta, esteve em todos eles e vem aqui contar tudo para vocês. Divirtam-se!!   
Abraço
Trevas


Convidado da Cripta: Freddy Krill


Biólogo e Maidenmaníaco, Krill testemunhou mais shows nessa existência do que você comeu meleca na sua infância, e isso merece respeito. 

Nas horas vagas, Mr. Krill é um renomado e dedicado professor cujo humor e peso da mão na correção de provas variam consideravelmente de acordo com o que está rolando no aparelho de som.




SOBRE NOVEMBRO E SHOWS NO RIO

Não é novidade que o Rio há muito se tornou escala alternativa para MUITAS produtoras de shows de Rock/Metal (valeu e “OBRIGADO”, povo rockêro-redbênzi!...). Mas estes últimos meses têm sido (estão sendo) atípicos! Ainda que tenhamos ficado de fora do circuito de algumas bandas (King Diamond, Helloween, Hammerfall e Anthrax, sobretudo), tivemos ótimos shows aqui! Cito CINCO, na sequência de apresentação: Vimic / Megadeth, Metalmorphose, Accept & Zakk Sabbath! Esta resenha versará apenas sobre os gringos...

1.          VIMIC / MEGADETH (VIVO RIO, 01/11/2017)

a)         VIMIC: NUNCA fui (ou serei) fã do Slipknot. As a matter of fact, quando se apresentaram no RiR 2011, fui me deitar na grama (sintética) da Cidade do Rock... Também, depois de Matanza, Korzus, Angra, Sepultura, Coheed & Cambria e MOTÖRHEAD (meu último deles, snif snif...), como é que eu estava??? Então optei por ficar apenas ouvindo aquela “muralha” (oops!) polissônica que não me emociona (Sorry lovers / Hello haters)! Mas por que falar deles? Porque a saída/demissão/expulsão de Joey Jordison da banda será sempre algo mal e/ou não devidamente explicado. Assim sendo, saber da inclusão do Vimic como banda de abertura do Megadeth não me disse nada. Não sabia o que esperar...
A convite da @eventimbrasil (produtora do evento), adentramos o Vivo Rio com a expectativa nas alturas! Eram 20h (EM PONTO) quando Jordison (D) e seus asseclas (Jed Simon / Steve Marshall [G], Kyle Konkiel [B], Matt Tarach [KB] e o super-albino Kalen Chase [V]) tomaram o palco. Sua música tem (e não poderia ser diferente!) toques da ex-banda de Joey (que é um excepcional baterista!), mas, honestamente??? NÃO CONSEGUI CURTIR!!! As músicas têm andamentos esquisitos, com diversas “quebradas” de tempo... Na hora em que você acha que “vai”... NÃO VAI!!! O público (ainda reduzido) tratou o batera com reverência e (a banda com) respeito, mas o fato de ainda não terem lançado seu álbum de estreia e um show apenas morno (apesar de uma hora de duração), com músicas desconhecidas, contribuiu para certa indiferença... (este escriba incluso!).


Vimic (foto por Krill)
b)         MEGADETH: Desde que aterrissaram no RiR 1991, com a formação do Rust in Peace (Mustaine / Ellefson / Friedman / Menza – aclamada como a melhor da história da banda), que de forma mais ou menos contínua ela vem ao Brasil. Sua última passagem aqui foi em 2013, como banda de abertura do Black Sabbath (Apoteose), ainda com Shawn Drover (D) e Chris Broderick (G), que saíram logo após. A escalação de Kiko Loureiro (G, ex-Angra) e Dirk Verbeuren (D, ex-Soilwork) como membros efetivos trouxe certo entusiasmo em ver como seria sua “enésima” encarnação!
Eram 21:30h (sim, EM PONTO!) quando o telão passou sua tradicional abertura e, logo após, ladeados por algumas dezenas de fãs do Meet and Greet, Dave Mustaine e trupe adentraram o recinto, descascando logo de cara Hangar 18 que, na minha opinião, não fosse Holy Wars, ganharia o título de “melhor-música-best-of-de-todos-os-‘times’-do-RiP”! Calcando seu set no novo CD, levaram The Threat is Real, Conquer or Die!, Lying in State e a faixa título Dystopia, além daquelas “çuper-crássicas-crasse-A” que não podem faltar: Wake Up Dead, In My Darkest Hour, A Tout Le Monde, Symphony of Destruction e Peace Sells, ladeadas pelas excepcionais Take No Prisoners, Sweating Bullets (é muito comédia ver Mustaine conversando com ele mesmo!), Tornado of Souls e a apenas esforçada Trust (dava pra colocar outra melhor no lugar...). De MUITO espantoso veio Mechanix (provando que Mustaine deixou no passado suas diferenças com o Metallica – ou será que não e nunca???)...
Os novatos Dirk e Kiko provaram ter sido ótimas escolhas, ainda que o Brasileiro esteja contido, com pouca participação junto à galera, que o ovacionava de forma enlouquecida! Num show direto, mas curto (1:30h de duração), a volta teve como único bis a óbvia Holy Wars... The Punishment Due, que levou o público ao êxtase! De forma simpática, mas sem muitas firulas, bye bye Rio!

Dave Megamorte e sua trupe (foto por Krill)
2.          ACCEPT (TEATRO RIVAL, 11/11/2017)

Sabe aquelas bandas que você acha que NUNCA conseguirá ver aqui? Pois é. Para mim, o Accept SEMPRE teve essa aura! Nas suas idas e vindas, ao longo de seus 40 anos (!) de carreira, com intermináveis e inesgotáveis “brigas e pazes” com o baixinho Udo Dirkschneider, já tinha me conformado com o inevitável. Mas eis que... Udo’s OUT, Mark Tornillo’s IN e... ACCEPT NO BRASIL (abrindo para o Judas Priest, num abarrotado Vivo Rio [23/04/2015] e Imperator [09/04/2016])!! Shows irrepreensíveis, com uma banda afiada, que resiste ao tempo no “núcleo duro” composto por Wolf Hoffman (G/V, o melhor clone de Bruce Willis que você verá na sua Vida!) e Peter Baltes (B/V), aliados ao já citado Tornillo (V, ex-TT Quick), Uwe Lullis (G/V, ex-Grave Digger / Rebellion) e Christopher Williams (D/V, ex-Kid Rock, Blackfoot & War Within). E foi assim que vieram para sua terceira apresentação no RJ, divulgando seu novo CD (o primeiro com a nova formação). Na fila (pequenina), algumas questões: o quanto de público compareceria? (O Rival comporta apenas metade de público do Imperator, onde o show já fora um tanto esvaziado) e, pior... Haveria? O de Fortaleza fora cancelado (por problemas no avião/aeroporto)... Mas daí encostou uma van e saltaram os cabruncos!

Bruce Willis teutônico, Baltes, Lullis e tio Parafuso

Lá dentro, a espera durou mais que deveria... Mas às 21:30h o pano que cobria a bateria foi retirado, e Christopher recebeu os aplausos dos cerca de 300 (!) abnegados presentes. Logo em seguida, vieram os demais (num palco diminuto, dada a cenografia da banda) e largaram, de cara, Die by the Sword, emendando com Stalingrad (poderosa, ao vivo!) e as clássicas Restless and Wild, London Leatherboys e Livin’ for Tonite. Do novo álbum, e seguindo sua sequência vieram a faixa título The Rise of Chaos, Koolaid, No Regrets e Analog Man. A partir daí, Final Journey e Shadow Soldiers se apresentaram como novas clássicas (JÁ VIRARAM!), mas é claro que o povo quer as “Udonianas”: Neon Nights, Princess of the Dawn, Midnight Mover, Up to the Limit e Objection Overruled provaram que Tornillo não é “apenas mais um baixinho com voz de pato rouco”, mas que calçou os sapatos do Udo e os remoldou em seus próprios pés, sem deixar dúvidas sobre sua competência nem saudades do Urtigão Ranzinza (pleonasmo vicioso, eu sei!). Pandemic veio destruindo, mas... O ano foi 1982. O termo Heavy Metal, supostamente cunhado vinte anos antes por William S. Burroughs abrangia toda uma gama de sons altos, distorcidos e aparentemente relacionados ao que o Black Sabbath fazia desde 1968... Mas ao se colocar o LP “Restless and Wild” para tocar fomos (e somos) brindados com a curiosa abertura de uma música folclórica alemã, seguida pelo inconfundível som da agulha raspando no vinil e um berro de assustar (lembra do ano?), seguido da música que reputo como a primeira canção de thrash metal da história!: Fast as a Shark, que ao vivo assume contornos assustadores, de tanta força, energia e violência que libera!!! Pausa para um breve descanso, e a volta vem com Metal Heart, Teutonic Terror e a infalível Balls to the Wall!! Na saída, os sorrisos da banda, aliados àquele calorzinho “gostoso” do Rio pré-verão diziam como eles se sentiam... O bom do Accept é que se você não conhece as letras fazer um ÔÔÔÔ já ajuda, e bastante! O carisma, presença de palco, talento e coreografia da melhor banda teuto-americana do mundo faz o resto! Que voltem logo, porque ficamos otimamente bem acostumados!

Teutonic Terror

3.          ZAKK SABBATH (CIRCO VOADOR, 17/11/2017)
Com o “The End” dos mais longevos dinossauros do Heavy Metal, abriu-se uma lacuna que jamais será fechada. Não há banda nesta Terra plana (Planeta – ironic feelings!) que possa fazer o que o Black Sabbath fez. E PONTO! Então, só nos restará, doravante, ver/ouvir seus CDs / DVDs e pior: “aturar” os clones/repetidores/imitadores do BS (EU MESMO participo, como vocalista (se o Ozzy pôde, por que não este escriba?), de uma bagaça dessas)!
Assim, foi sem espanto que no início deste ano soube que Zakk Wylde (G/V, Ozzy Osbourne / Black Label Society), Rob “Blasko” Nicholson (B, ex-Rob Zombie / Ozzy Osbourne) e Joey Castillo (D, ex-Danzig / QOTSA) montaram um projeto, singelamente nomeado Zakk Sabbath. Convenhamos: QUEM TEM MAIS MANHA que Zakk de colocar algo assim pra funcionar? Guitarrista de longa data do Quiropterófago Dislálico e tour-partner dos pais do Heavy Metal... O vídeo de War Pigs me convenceu que havia ali algo espontâneo e forte, ainda que apenas um projeto, já que o BLS está plenamente ativo, e ele voltou a tocar/gravar/excursionar com o Madman. Blasko é um monstro nas quatro cordas, e Joey (que vi com o Danzig no Imperator, num distante 22/06/1995 [lembrem-se de que o Trevas afirmou que já vi mais shows do que melecas foram comidas por muita gente ao longo da Vida!...]) é um baterista fenomenal!
Ao saber que o ZS viria ao Brasil, e melhor, ao Rio e, muito mais melhor de bom ainda, ao Circo Voador, comprei meu ingresso sem pestanejar! Sabia que não há como dar errado juntar músicos como os três com a música inspiradora e atemporal do Black Sabbath!

Trio Urtigão (foto por Krill)

Adentrei o solo sagrado da música carioca/brasileira e de imediato colei logo o quanto pude junto ao palco. Em apenas 30min de casa aberta já havia cinco filas de camisas pretas à minha frente! Mas isso seria temporário, como todos que vamos a shows de metal sabemos... Às 21:35h aquela indefectível introdução de chuva, raios e sinos dizia que... O MONSTRO estava ali! Empunhando de imediato uma belíssima Gibson Les Paul Custom Signature roxa (que ao longo do show trocou por outras iguais), Zakk e seus comparsas assomaram ao palco, iniciando a debulhação de imediato com a trinca Supernaut / Snowblind / A National Acrobat! Na voz, Zakk emula muito bem o “Patrão”, além de ter cartazes plastificados com as letras abaixo dele, que eram trocados por seu roadie particular a cada música! Nos solos, ele abusa de sua técnica e “fritação”, tocando com a guitarra por trás da cabeça (diversas vezes ao longo do show!) alongando-os de maneiras que Tony Iommi, soberbo e preciso em sua economia, jamais pensou fazer! Mas e daí? Era Sabbath, PORRA! À essa altura, a galera sedenta queria algo mais visceral, que veio na forma de Children of the Grave e aí o Inferno abriu suas portas! Aquele “calorzinho bom” se transformou numa sauna fedegosa, com a abertura de uma roda carniceira! A pista, que estava muito cheia se tornou local para bravos e/ou insanos, por que a porradaria estancou, e dicumforça! PRA PIORAR, Zakk desceu ao fosso, onde ficou tocando por infindáveis minutos (com a guitarra por trás da cabeça!), e jogando sua palheta para a pista, fazendo metade dela espremer os próximos à grade (eu incluído, obviamente!)... Sem pausa, vieram Lord of This World, Under the Sun / Everyday Comes and Goes e uma improvável (e inesperada) Wicked World! O entrosamento entre os três fazia com que bastasse um rápido olhar para trocarem de música! Fairies Wear Boots foi emendada direto com Into the Void!! Soberbo!! Espetacular!! Hand of Doom trouxe a apresentação dos músicos, seguida por Behind the Wall of SleepBassicallyN.I.B. Mais descidas de Zakk ao fosso, mais debulhação por trás da cabeça, mais espremeção... TUDO NORMAL!!!

Blasko (foto por Krill)

Sem ser exatamente um bis, pois a banda não se retirou, as luzes se apagaram para começar aquela sirene de ataque aéreo, que prenuncia War Pigs, executada de forma crua (Zakk solou com os dentes!), e o coro do Circo Voador estremeceu a velha lona (veja nos links dos vídeos). Ao final do espetáculo, uma faixa homenageando Dimebag Darrel foi lançada ao palco e exibida pela banda, sob estrondosos aplausos! Aquela gorilice de praxe do Zakk e lá se foram eles...


Zacarias "Ursão" Selvagem (foto por Krill)


É lógico que jamais imaginaria Mr. “Goes Wylde” tentando cantar algo das outras fases do BS, mas ficou um gostinho azedo de “quero mais”, já que nos USA tocaram Never Say Die (a melhor faixa desprezada do igualmente desprezado álbum!) e não fizeram clássicos icônicos como Sympton of the Universe, Black Sabbath, Iron Man e o hino dos hinos Paranoid...

Set: https://www.setlist.fm/setlist/zakk-sabbath/2017/circo-voador-rio-de-janeiro-brazil-73e0e231.html










P.S.: Digno de nota é o fato de que no mesmo dia e hora, a poucos metros do Circo, o Obituary se apresentou no Teatro Odisseia (uma banda que AINDA não tive chance de ver, mas Sabbath supera tudo)!
É isso, espero que tenham gostado de ler, assim como gostei de escrever! E, mais uma vez, obrigado ao Trevas pela oportunidade!
Freddy Krill.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Megadeth - Dystopia (Cd-2016)

Megadeth - Dystopia (Cd-2016)
Kiko, Kiko, Rarará!!!
Por Trevas

Dave Mustaine é um monstro sagrado do Heavy Metal. É também chiliquento e um criador inveterado de polêmicas. E o background que precedeu a gestação do novo disco é um clássico capítulo na turbulenta história da banda. Membros da ex-melhor formação do Megadeth (palavras do patrão) ficam sabendo por terceiros que não fazem mais parte dos planos do Ruivo Hering. Uma tentativa de reunião da formação clássica ocorre por debaixo dos panos. A tentativa fracassa retumbantemente (ó, que surpresa). Megadave é obrigado a traçar um plano B. O plano B inclui a adição dos virtuoses Chris Adler (Lamb Of God, bateria) e Kiko Loureiro (brasuca e guitarrista do Angra) à longa lista de membros da história da banda. A nova formação é anunciada pelo patrão como sendo a melhor em todos os tempos (caras, ele diz isso para todas...). Enfim, filme ruim e repetido. Mas Megadave, além de um mala é um cara talentoso. E cercado de outros caras talentosos, será que o resultado poderia ficar ruim? É com esse espírito que fui conferir Dystopia, produzido pelo boca de croissant e apresentado com uma inspirada arte gráfica.

Distopia Decifrada

The Threat is Real (ver vídeo) é um começo promissor para o novo Megadeth, faixa virulenta Mid Tempo, com ótimos riffs e solos. O refrão, esse parece saído de algum trabalho recente do Testament, o que não é nada ruim. A voz de Mustaine está grave e mais gasta do que nunca, e na verdade isso tem até um efeito positivo, já que aquela coisa meio esganiçada que afastou muito fã de metal da banda acaba diminuída.


Já a faixa título (ver vídeo), essa não tem nem um segundo que não soe como Megadeth clássico, e tem gente achando sua estrutura uma tentativa de refazer Hangar 18. O fato é que ela parece saída de algum disco hipotético entre Countdown e Youthanasia. Ah, e quem tinha dúvidas se Kiko Loureiro poderia se adaptar ao estilo Thrasher da banda (confesso, meu caso), certamente deixou a mesma de lado com essa faixa, já que sua reta final é praticamente uma invejável orgia guitarrística.



Bom, Fatal Illusion (ver vídeo) é o típico Megadeth encarando seu principal problema: uma faixa repleta de ótimos solos e riffs, mas que simplesmente vai do nada ao lugar algum. Dispensável. Aqui parece que Megadave resolveu dar espaço aos outros colegas, com Ellefson tendo seu momento solo e a bateria rolo compressor de Chris Adler quebrando tudo. Uma pena que a sonoridade da bateria seja tão mecânica.


Death From Within é boa e pesada, com um refrão que remete e muito ao Megadeth de Countdown. A dobradinha Bullet To the Brain e Post American World (primeira das composições a contar com a criatividade de Kiko na bolachinha) são corretas e tem seus momentos, mas não apresentam nada que impressione. A co-participação de Kiko nas composições continua com Posionous Shadows (com um piano, vejam só) e Conquer or Die!, a melhor delas - uma ótima faixa instrumental com bela introdução acústica.

Ruivo Hering, Kiko e grande elenco
Lying In State é marcada pela pressão da bateria de Adler, mais um caso onde o instrumental salva o Megadeth da mediocridade. The Emperor é boa e é o único momento do disco que nos faz lembrar da existência de trabalhos mais rocker da banda, como 13 e Supercollider. Como nesse último, a bolachinha se encerra com um cover, dessa vez para o razoável punk rock Foreign Policy, do Fear.

Saldo Final

Como tem sido usual nos tempos de hoje, a campanha de promoção do novo disco de uma banda mainstream é viral e cercada de superlativos. Você é levado a acreditar que estará com um clássico em mãos muito antes do disco sequer estar mixado. E não foi diferente com Dystopia. Não, não é o melhor disco do Megadeth desde Rust In Peace. Countdown e Youthanasia certamente estão alguns degraus acima das pretensões da nova bolachinha para se tornar um clássico. Mas tampouco estamos diante de um disco medíocre. Megadave e sua nova trupe nos entregaram um trabalho muito bom, bem melhor que os últimos dois discos dos estadunidenses, mas no máximo no nível de Endgame.  O que, convenhamos, está para lá de bom e quer dizer algo muito melhor do que o metallica vem fazendo desde o século passado, só para alimentar picuinhas, heheeh. Ah, e Kiko e Adler, esses chutaram solenemente as bundas dos descrentes. Agora sobra a curiosidade de ver essa parceria ser repetida, ao vivo e em mais um grande disco.

NOTA: 82

Indicado para:
Fãs da fase Countdown to Extinction/Youthanasia da banda.
Fuja se:
Você é uma Metalliquete inveterada

Classifique como: Thrash Metal, Heavy Metal

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Dave Mustaine + Avenged Sevenfold + Motörhead + Beth Hart & Joe Bonamassa


Curtas: Dave Mustaine + Avenged Sevenfold + Motörhead + Beth Hart & Joe Bonamassa

Mustaine - Memórias do Heavy metal
Dave Mustaine (com Joe Layden) – Memórias  do Heavy Metal (Livro - 2013)

O Incrível Testemunho de Dave Megamouth

Primeira edição brasileira da autobiografia de Dave Mustaine, inicialmente publicada lá fora nos idos de 2010, Memórias do Heavy Metal chega às lojas pela Benvirá. Contando com a correta tradução de Marcelo Barbão, temos aqui 376 páginas de um conteúdo desigual, que explora desde os primórdios da vida de David Scott Mustaine, até os dias (não tão) atuais.

Lars, seu gnomo maldito!!!
O livro poderia ser resumido da seguinte forma: garoto criado num lar de Testemunhas de Jeová escolhe o caminho de sua vida como uma fuga à religiosidade excessiva de sua criação, atinge o sucesso, paga o preço com a degradação moral (e quase com a própria vida) e então reencontra abrigo e alento na fé que por anos renegara.

Parece um enfadonho exercício de estender um típico testemunho religioso ao longo de um livro inteiro, não?
Mas acredite Dave Mustaine o faz com um grau de honestidade tão grande que a obra torna-se interessante. Expiando culpas e tratando todos os assuntos com um bem vindo senso de humor (que eu nem sabia existir dentro da cachola de Dave), o livro peca apenas pela divisão desigual da narrativa. 

Se temos detalhes bastante interessantes sobre os primórdios do pequeno Dave Mustaine e de sua curta passagem pelo Metallica, pouco efetivamente é discutido sobre as relações dentro do Megadeth. Membros entram e saem da banda sem sequer merecer mais que uma citação no livro.

Ou seja, após uma excelente primeira metade a obra vai perdendo a força conforme se concentra menos nos acontecimentos que envolvem o Megadeth para centrar na redenção de Mustaine, sua libertação das drogas e reencontro com JC.

De qualquer forma, a primeira metade do livro é suficientemente boa para torná-lo obrigatório àqueles que são viciados em biografias sobre o mundo do rock.

NOTA: 8

Recomendado para: fãs de biografias de rock em geral e mais especificamente para os roqueiros cristãos.

Passe longe se: sei lá como, você ainda tiver simpatia pelo babaca do Lars Ulrich...


Avenged Sevenfold - Hail To The King
Avenged Sevenfold – Hail To The King (CD - 2013)

Maturidade Alcançada

Meu primeiro contato com o Avenged Sevenfold não foi dos mais animadores. Não lembro a música exatamente, mas o clipe trazia um som que parecia uma mescla do Poppy Punk pavoroso dos anos 1990 com guitarras de metal tradicional e toques modernos, somados a um visual mezzo emo, mezzo gótico de butique. Isso sem contar com os pífios nomes artísticos: Synyster Gates, M. Shadows...e os caras ainda roubam o mascote do Overkill?????

Em suma, achei um horror e torci o nariz por anos para a banda, como muitos da minha idade fizeram. Reação tipicamente “troo”, claro. Obviamente não levei em conta se tratar de uma banda formada por garotos ainda, e que existia muito potencial a ser desenvolvido ali. E muito menos levei em conta que várias bandas “Troo” das quais sou fã já passaram por fases vergonhosas, em especial quando se trata de fotos, nomes artísticos (o que dizer de Angelripper, Warrior, Cronos e baboseiras afins? Porra, e eu ainda sou conhecido como Trevas, quer coisa mais ridícula?) e roupas nos vexatórios anos 1980. Levei menos em conta ainda que o mascote roubado do Overkill já havia sido roubado da capa de um EP do Queensryche! E que parte das bandas de metal passaram a copiar o bem sucedido mascote do Iron (Megadeth, Iced Earth, Helloween, só para citar alguns que me vem a cabeça).

 Mas é tendência dos mais velhos sempre ter implicância com novidades. A galera da NWOBHM torcia o nariz pra “modinha” do Thrash da Bay Area, no início. Mas a ficha ainda não tinha caído, ao menos para o escriba aqui.

Ah, sim, metal é homem de tanguinha e óleo no corpo, né Manowar?
Por isso mesmo fiquei bastante surpreso quando Mike Portnoy, o prodigioso baterista do Dream Theater, e ávido consumidor de material Thrash Metal dos anos 1980 emprestou seu talento ao Avenged Sevenfold quando este perdeu seu baterista para as drogas.
Que diacho? Fui checar o resultado, um disco chamado Nightmare, e fiquei positivamente surpreso. Um bom disco de metal moderno, com mais toques clássicos que a maioria de seus contemporâneos da New Wave Of American Metal.

Mais curioso ainda fiquei ao saber que a banda, um sucesso entre os Metalheads mais novos, não estava satisfeita com a não aceitação de seu som por parte da velha guarda. Em uma entrevista à Metal Hammer UK, o vocalista M Shadows disse que o novo disco viria para mudar essa visão. E foi então que o A7X (como conhecido pelos fãs) em um passo arriscado, produziu esse Hail To The King diretamente para os Haters de plantão. Funcionou? Veremos...

Shepherd Of Fire já mostra de cara a mudança no som. Não que não dê para reconhecer a banda, mas fica clara a intenção em soar mais tradicional o possível. Grande começo. E já a segunda música, que dá título ao disco, bem poderia ser assinada pelo Accept. Guitarras classudas, bons riffs e uma melhora considerável na voz de M Shadows, que abandonou quase que por completo aquele timbre anasalado que faz referência ao mala do Axl Rose. QUASE disse eu, pois Doing Time traz o timbre de volta e se parece bastante com qualquer coisa do Guns. Mas diga-se, quisera que o GNR ainda fosse capaz de produzir algo tão direto e eficiente quanto essa música.


This Means War causou polêmica, por lembrar em partes Sad But true do Metallica. E lembra mesmo, mas ainda assim a música é bem bacana. Requiem traz um coro bem encaixado e uma aura épica que a banda já explorara antes. Outra boa música. A reta final do disco traz um dos destaques, Planets, que junto Heretic e Coming Home, mantém o nível alto.  Para não dizer que tudo são flores, as duas baladas do disco, Crimson Day e Acid Rain parecem coisa de banda iniciante e são absolutamente desnecessárias.
Dez músicas e cinqüenta minutos depois, fica a sensação que o A7X acertou a mão em sua tentativa em agradar o público mais velho. Mas é difícil para caramba vencer preconceitos, e o meio metálico costuma ser ainda mais cruel que o normal nesse quesito. A banda corre o risco de desagradar parte de seus fãs com a mudança de sonoridade e não conquistar a velha guarda como gostaria. Bom, a considerar as vendagens, deu certo: pela primeira vez o A7X estourou nas paradas européias, ficando no topo em 15 países simultaneamente.





É merecido, Hail To The King é um puta disco de metal. Muita banda que se diz Troo daria um rim para fazer um disco assim. E muita gente vai me xingar por dizer isso, mas é a vida. Os ídolos antigos estão chegando ao fim de suas carreiras (e vidas) e a renovação é necessária, queira ou não. Quem não gostar pode reviver para sempre seus discos favoritos do passado.

Prefiro ouvir os ídolos do passado sem fechar meus ouvidos para os do futuro. Que bom que tem gente para manter a chama acesa. Que o A7X mantenha a toada e venham novos discos como esse.

NOTA: 8,5

Recomendado para: fãs de metal tradicional e quem estiver a fim de dar uma chance a uma banda nova.

Passe longe se: estiver convencido de que não há a menor possibilidade de mudar seus conceitos.


Motörhead - Aftershock
Motörhead – Aftershock (CD - 2013)

As Verrugas da Danação

Falando em velha guarda, o novo disco do Motörhead ganhou destaque antes de seu lançamento por um motivo triste. Uma seqüência de cancelamentos de shows por parte da banda expuseram a atual fragilidade da saúde de Lemmy kilmister, personificação do roqueiro durão, figura que todos gostaríamos acreditar ser tão imortal quanto sua música.

Não, forasteiro, não tem nenhum Avenged sei-lá-o-que por aqui. Vá embora!
Muita gente correu para escutar o disco, com aquela curiosidade mórbida tipicamente humana de quem pode estar apreciando a obra derradeira de um gênio.

Trazendo quatorze faixas espalhadas em pouco mais de 45 minutos, Aftershock não dá nenhuma pista de que a fragilidade de Lemmy tenha afetado seu gosto por rockões rápidos e certeiros. Heartbreaker, música de trabalho, é tão boa quanto qualquer faixa de abertura de um disco da banda. Coup De Grace mantém a toada e então temos a primeira surpresa do disco. Lost Woman Blues, um bluesão (dã) encardido que em dobradinha com a também ótima Dust And Glass trazem um clima setentista para quebrar o senso de urgência do resto do material. Mas quando falo em Blues, não entenda BB King ou Bonamassa, isso é Motörhead, e a versão blueseira da banda se aproxima mais do ZZ Top dos bons tempos. Nem preciso dizer que essas faixas evidenciam o talento subestimado de Phil Campbell nas guitarras.


De resto, grandes faixas típicas do Motörhead, com destaque para End Of Time, Death Machine, Queen of the Damned e o encerramento com Paralyzed.

Não sei se esse será o último capítulo do Motörhead. Se for, Aftershock encerra uma longa história de maneira para lá de honrosa!

NOTA: 8,5

Recomendado para: todos aqueles que gostariam de ter verrugas na cara e Jack Daniels correndo nas veias...

Passe longe se: você nunca gostou de Motörhead. Nesse caso, nem sei o que você está fazendo aqui, vá embora!!!!

Beth Hart & Joe Bonamassa - SeeSaw
Beth Hart & Joe Bonamassa – See Saw (CD – 2013)

Faltou Algo Na Sopa

Joe Bonamassa é um artista tão prolífico quanto talentoso. Mas sua produtividade estonteante, de ao menos dois produtos audiovisuais trazendo sua marca por ano, começa a beirar o limite da superexposição. Na maioria das vezes essa superexposição acaba sendo perdoável pela alta qualidade dos produtos lançados, como fora o caso de sua parceria com a talentosíssima cantora californiana Beth Hart em Don’t Explain, discaço de 2011 no qual a dupla passeava com desenvoltura por clássicos do Soul e Blues de décadas passadas. Quando foi anunciado um repeteco dessa fórmula, fiquei bastante animado.

Foto bacana, disco chato
Uma pena que tudo que funcionara a perfeição no disco anterior não engrene nesse See Saw. O repertório, contendo desde Ike & Tina Turner (Nutbush City Limits), Louis Armstrong (Them There Eyes) até Al Cooper (I Love You More Than you’ll Ever Know) não é nem de longe ruim, mas por algum motivo não empolga. Bonamassa continua destruindo sua guitarra e Beth Hart possui uma voz fantástica e que se molda a qualquer canção, mas o resultado do disco fica aquém da soma dos dois talentos. Talvez sejam os arranjos, mais próximos das big bands, com sopros em profusão, talvez tenha faltado dinâmica na escolha do repertório. O certo é que See Saw acaba sendo uma tremenda decepção.  Um disco chato, por falta de melhor definição.

NOTA – 5,5

Recomendado apenas para fãs incondicionais dos dois artistas...

Não recomendado para todos os outros, nesse caso, passe para o item Motorhead, acima.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

Megadeth – Super Collider (CD - 2013)


Megamouth Strikes again!

Dave Mustaine, uma das figuras mais polêmicas da cena metálica (ops) mundial é também um cara extremamente prolífico. Após um hiato por conta de problemas de saúde que quase o levaram a abandonar a carreira, Megadave colocou sua banda nos eixos e produzindo com uma certa frequência, com resultados que variam do excelente (o alucinante Endgame) ao apenas levemente interessante (a colcha de retalhos para cumprir tabela Th1rte3n). Após mais alguns episódios de verborragia contra Obama que resvalavam nas mais estranhas teorias conspiratórias, Dave (ou seria Megamouth) fez uma promessa pública ao resto da banda: iria manter suas opiniões políticas para si, de agora em diante suas entrevistas seriam mais controladas.

Dave Megamouth, rei das caganeiras verbais



Chamando Johnny K (produtor do Disturbed, Staind e do lixo Supercharged, o pior disco do Machine Head) para repetir o trabalho feito no disco anterior como produtor, assessorado pelo protegido do Motörhead, Cameron Webb como engenheiro de som, Dave grava então o “polêmico” Super Collider. “A banda está muito comercial”, “o som é moderno demais” e “é muito direto”, “ah, e tem o cara do Disturbed”, blá, blá, blá...

Difícil seria entender o porquê de tanta polêmica, mas vamos lá...

Superpolêmico?

Iniciando com o baixo de Ellefson, Kingmaker é pesadona e bem direta, mas falha em cativar com suas linhas melódicas mundanas e um refrão que passa quase despercebido numa primeira audição. Os bons solos estão lá, como em qualquer música, boa ou ruim, da formação atual da banda. Cortesia do Dave e do sempre espetacular Chris Broderick.


A faixa-título tem um quê de música comercial, o que não é novidade, o Megadeth faz músicas assim desde ao menos Countdown To Extintion. Falta um pouco de carisma no caso desta aqui, que não deslancha e nem deve chamar muita atenção comercialmente, mas é besteira dizer que a banda se vendeu. Se ela a fez, foi há mais de 20 anos...


Burn! Vem em seguida, pesadona, ainda que novamente direta. Uma opção melhor que as músicas anteriores, certamente. Built For War mantém o peso e vem um pouco mais quebrada que as faixas anteriores. Uma faixa que poderia bem estar em United Abominations, com seus ótimos riffs e solos. Off The Edge mantém a pegada mas talvez careça de uma linha melódica um pouco mais empolgante, ainda que os ótimos solos compensem bastante esse problema.

Não, não é o anticristo, é só David "uh-ah-ah-ha" Draiman.
A tão temida faixa vendilhona se chama Dance In The Rain, que insere de maneira tão sutil celos e violinos que os mesmos se tornam imperceptíveis aos desavisados numa primeira audição. a música em si é a melhor do álbum, e a tão temida participação de David Draiman (cristão convicto, menos militante e chato que Dave) também pode nem se fazer notar. Draiman abre mão de seus famosos “barulhos de macaco” e sua interpretação, restrita ao final da música, respeita tanto o estilo Megadave que você pode simplesmente entender se tratar do boca de croissant cantando com um pouco mais de efeito na voz que o normal.


Beginning Of Sorrow segue o estilo pesado, ainda que direto - algo que o Megadeth já fizera muito bem em discos como Youthanasia e Contdown To Extinction e não tão bem em Risk e Criptic Writings. Logo, carece de consistência a baboseira de que isso representaria uma mudança de ares na discografia do Megadeth. Boa faixa.

A reclamação sobre a suposta vendilhonice contry em The Blackest Crow soa de uma babaquice ímpar. A música é muito boa, totalmente heavy e a tal inserção de instrumentos e melodias do estilo apócrifo fica quase tão restrita quanto na excelente Ghost Walking do Lamb Of God. 

Megadeth, Megavendilhões?
Diferentemente de Forget To Remember, que tem sim um que de inspiração em bandas como The Cult em seu riff principal. Ótimo refrão e melodias, compostos por David Draiman, fazem que a faixa possa ser incluída como um dos destaques do disco. 

O dedilhado bluesy logo é quebrado por um rif cortante na última faixa autora de Super Collider, a apenas ok Don’t Turn Your Back On A Friend. Curiosamente, a banda resolveu encerrar o disco com o cover da excelente, porém para lá de batida Cold Sweat do imortal Thin Lizzy. Um bom cover, talvez respeitoso demais com a original, mas que tem muito pouco com o estilo do resto do disco.

Saldo Final

A eterna verborragia imbecilóide de Dave Mustaine muitas vezes acaba por fazer uma espécie de marketing prejudicial ao Megadeth. Só assim para explicar o porque de tanta polêmica envolvendo esse Super Collider. Aqui temos o Megadeth fazendo o que se acostumou desde Contdown To Extinction, um Heavy Metal direto e bem feito, com boas melodias, bons riffs e ótimos solos.

Afinal, afora o espetacular Endgame, que restaurou um pouco o lado Thrash da banda, e o fraco Risk, que derramou um pouco mais de lodo pop no som do que o recomendado, SC não foge muito ao que a banda já fez. A participação de David Draiman trouxe somente coisas boas, e é preciso ser muito cri-cri para realmente se revoltar com isso.

Enfim, Super Collider estilisticamente está bem próximo do disco anterior, Th1rte3n, só que com uma maior coesão no material apresentado. Talvez você goste, talvez prefira reclamar e lembrar o longínquo tempo em que a banda era um dos baluartes do Thrash metal, mas esqueça as polêmicas: SC é um bom disco de Heavy Metal. Nada mais, nada menos.

NOTA: 7,5

Ficha Técnica

Banda (nacionalidade): Megadeth (EUA)
Mídia: CD
Faixas: 11
Duração: 45’

Lançamento: Universal Records (nacional)

Rotule Como: Heavy Metal

Indicado para: Quem curte o Megadeth de Countdown em diante e não se importa com as diarreias verbais de Dave Megamouth...

Evitar se: você é um cri-cri tão chato quanto o cabelo de poodle ou é uma viúva do Rust In Peace...