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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Battle Beast – No More Hollywood Endings (CD-2019)



Fera Domada
Por Trevas

O combo finlandês Battle Beast vem galgando terreno rumo ao estrelato na cena europeia com uma mistura de Power Metal com elementos de um Pop Rock bem oitentista. A estreia da talentosa Noora Louhimo na voz, em 2012, amplificou em muito o poder de fogo da banda, mas a saída do guitarrista e principal compositor, Anton Kabanen, deixou os fãs com a pulga atrás da orelha. Se o primeiro rebento sem Anton, Bringer Of Pain, já ameaçava um flerte maior com o lado mais pop da banda, aqui a ameaça se torna real.

Nova temporada de Once Upon A Time?
Unbroken até promete uma continuidade da sonoridade tradicional da banda, mas a faixa título, segunda da bolachinha, parece saída de algo que o Nightwish poderia ter feito uma década atrás. E isso não é nem de longe um elogio.


A produção pega bem leve, as guitarras raramente são o centro das atenções e até mesmo a voz de Noora está mais limpa e sem o drive poderoso de outrora. Mas o disco não é exatamente uma bomba, a despeito da existência das pavorosas I Wish e Endless Summer testemunhar contra.


Sim, as melodias no geral são bacanas e há um certo charme na quase breguice de coisas como Unfairy Tales e Eden. E temos coisas ligeiramente mais encorpadas e interessantes, como Piece Of Me, World On Fire, Hero e especialmente The Golden Horde. Ainda que nenhuma delas seja exatamente brilhante.



O flerte com o sinfônico e com o Pop ditam a regra nesse novo disco, não espere nada muito Heavy Metal na mistura. Mas ainda assim a banda angariou seu terceiro 1º lugar seguido nas paradas finlandesas, o que mostra que o caminho escolhido pelo sexteto tem lá seus fãs. Um disco que pode até soar divertido, desde que não se espere por nenhuma batalha, já que a fera aqui está para lá de domada. (NOTA: 6,66)

Visite o The Metal Club
Gravadora: Shinigami Records (nacional)
Prós: Noora canta muito, melodias bacanas
Contras: beira o brega com frequência
Classifique como: Power Metal, Metal Sinfônico, Pop Metal
Para Fãs de: Nightwish, Amaranthe


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Battle Beast – Bringer of Pain (Cd-2017)

Battle Beast - Bringer of Pain (Cd-2017)

Metal de Polainas
Por Trevas


O Battle Beast foi montado na Finlândia em 2008, e o que a princípio era um projeto sem grandes ambições envolvendo amigos de infância acabou por tomar proporções inesperadas no ano de 2010. A banda não só ganhou uma importante competição de bandas em sua terra natal, como simplesmente também levou o Wacken Metal Battle daquele ano, o que garantiu imensa repercussão na grande mídia local e de quebra angariou um belo contrato com uma gravadora. E mesmo após a saída de sua vocalista original, o Battle Beast vem mantendo uma agenda hercúlea, alternando entre turnês e lançamento de discos, sendo Bringer of Pain o quarto em 6 anos. E parece que a fórmula tem funcionado, Bringer of Pain é o segundo disco dos finlandeses a chegar ao topo das paradas em sua terra natal, e dessa vez eles chegaram também ao Top 20 na Alemanha? Será que o mundo anseia tanto assim por calçar polainas e bater cabeça? Vamos checar onde reside o charme dessa curiosa banda.


Finlandeses Bélicos, mas nada bestas

Straight To the Heart, King For A Day, Bastard Son of Odin dão aquela sensação de que estamos vivendo dentro de uma imensa compilação de trilhas sonoras dos filmes de ação toscos dos anos 1980 (Ruas de Fogo e afins). Dá para imaginar David Hasselfoff dançando essas músicas. Se esse é teu ideal de diversão, não terás motivos para reclamar da bolachinha.






E não há nenhum problema em admitir que colocar Bringer of Pain para rodar é uma tremenda delícia. É tudo muito bem feito, Noora Louhimo (que parece uma filha bastarda da Nina Hagen) tem uma voz rouca e poderosa, que se encaixa bem tanto em baladas (Beyond the Burning Skies, algo Nightwish) ou nos números mais Hard (Familiar Hell), quanto em números agressivos, como a faixa título. A produção, ao encargo do tecladista Janne é de alto nível, lembrando um pouco a linha estilística seguida pelo Sabaton em discos recentes. E os músicos, obviamente relegados a segundo plano, jogam para o time, Juuso Soinio e Joona Bjorkroth são efetivos nos riffs e econômicos nos bons solos. Eero Sipila e Pyry Vikki fazem uma cozinha que parece se inspirar na disco music, sem deixar o peso de lado. O tecladista/produtor Janne Bjorkroth deixa seu instrumento lá em cima na mixagem, mas isso faz bastante sentido dentro das ideias musicais da banda.





Nem tudo funciona perfeitamente, é claro, a dance e breguinha chega a lembrar aquelas atrocidades do Amaranthe e Far From Heaven também não ajuda em muito a manter a qualidade do disco, elevando a breguice para níveis que fariam a Cher verter lágrimas de glitter.

Nina Louhimo, ou seria Noora Hagen?

Não fosse a produção, a faixa título pareceria algo que o Accept assinaria com galhardia, um petardo metálico guiado pela velocidade, gang vocals e os vocais ferozes da bolachuda Noora. Definitivamente o grande destaque dentro das 10 faixas que compõe a edição normal, ao lado da algo industrial Lost In Wars, que traz um dueto bacana entre a vocalista e Tomi Joutsen, do Amorphis. A edição brasileira ainda conta com 3 faixas bônus, todas legais e que facilmente poderiam trocar de lugar com outras do repertório oficial.




Saldo Final

Cada vez apostando mais na mistura Power/Hard/Pop, o Battle Beast confeccionou um disco de audição agradável e para lá de divertido, chegando a ser capaz de agradar até os Headbanger mais sisudos quando (ainda que eventualmente) investem no peso.


NOTA: 7,77


Gravadora: Shinigami Records (nacional).
Pontos positivos: A bela voz de Noora e os refrães contagiantes
Pontos negativos: a ideia diverte mas acaba por soar repetitiva
Para fãs de: Sabaton, Accept, Amaranthe
Classifique como: Power Metal/Hard Rock