Para os malucos(as) que como eu tem prazer em destrinchar as histórias que permeiam a trilha sonora que escolhemos para nossas vidas. E quantas histórias interessantes se escondem em cada esquina desse vasto mundo do rock! Vocês encontrarão por aqui resenhas de shows, discos, livros, dvds (blu-rays) e notícias comentadas sobre o mundo do rock. Espero que vocês gostem e visitem sempre ou eventualmente. Eu, certamente, me divertirei muito escrevendo aqui.
Com o espirituoso título que
faz referência aos clássicos discos ao vivo de DeepPurple e IronMaiden, os veteranos dinamarqueses nos presenteiam com seu primeiro
Blu-ray, gravado em 2018, em
Kawasaki.
Áudio
& Vídeo
O áudio e vídeo são impecáveis,
fazendo justiça ao que se espera de um lançamento em Blu-ray. A produção é simples, somente um backdrop e uma iluminação comportada e eficiente. A edição é
eficiente e nada vertiginosa, mas dá espaço a todos os músicos e guardando
também as tomadas do surpreendentemente animado público nipônico.
Repertório
Com tudo parecendo tão feijão
e arroz assim, seria fácil imaginar se tratar de um lançamento mediano. Mas estamos
diante de uma banda para lá de afiada, com um repertório especial, comemorando
os 30 anos de um de seus grandes trabalhos: FutureWorld. E é esse
disco na íntegra que toma boa parte do que vemos aqui, e todas as versões
ganham muito de energia ao vivo, soando ainda melhores que as originais. No encore, algumas faixas de trabalhos
mais atuais (com destaque para Mother Of
All Lies) e Sin-Decade fechando
a noite, em pouco mais de hora e dez de uma apresentação curta, mas matadora.
Performances
Toda a banda funciona
muito bem, mas é impossível não destacar RonnieAtkins. Recentemente superando um terrível
câncer, o cara é um frontman raro. Ronnie continua com voz poderosa e
única, além de ter toneladas de carisma para fechar o pacote. Que bom que logo
ele estará pronto para outras aventuras.
Extras
Se a atração principal é um
show curto, em contrapartida temos extras sobrando. Primeiramente, todos os
videoclipes da fase Frontiers da
banda, que totalizam 11, geralmente bem produzidos. Temos também dois
documentários curtos de turnê. Depois temos entrevistas bem bacanas com quatro
dos membros da banda, focando em fatos desde o início da carreira até agora. Sem
legendas, mas o inglês dos caras é tranquilo de entender, em especial de Ronnie e Ken.
Veredito
Um show curto, mas excelente,
amparado por uma quantidade para lá de satisfatória de extras interessantes. Obrigatório
para os fãs dos dinamarqueses, e uma boa porta de entrada em quem tem
curiosidade de expandir seu conhecimento sobre o som de uma das bandas mais únicas
da história do metal. (NOTA: 9,00)
Gravadora:
Frontiers Records (importado)
Prós:
Show curto e forte e uma penca de extras bacanas
O 16º trabalho de
estúdio dos prolíficos dinamarqueses chegou às prateleiras com fortes ares de
drama. Pouco antes do lançamento, o fundador e vocalista RonnieAtkins (nome
real, PaulChristensen) fora diagnosticado com um terrível câncer nos pulmões.
Com Ronnie lutando pela vida, UndressYourMadness vem cercado
de uma expectativa ainda maior, pois talvez seja este o canto de cisne da
banda.
(Not So) Pretty
Contando com a produção sempre impecável de JacobHansen (Kamelot,
Destruction, Anvil, Volbeat, Primal Fear, Onslaught...), após breve
introdução, a bolachinha nos joga na cara a excelente e pesada Serpentine. A despeito da doença, Ronnie soa bom como sempre, uma das
vozes mais marcantes e poderosas de seu tempo. O estilo? Aquela mistura deliciosa
de PowerMetal e HardRock que a banda sempre soube fazer,
modernizada a cada era.
O PrettyMaids vinha de dois lançamentos menos empolgantes (o sem foco Louder Than Ever e o mediano Kingmaker), e a xaropesca FiresoulFly, pesando demais para a veia Glam que vez ou outra contaminou o som dos caras, me fez temer por
mais um disco para lá de irregular. Mas a chegada da pesadíssima faixa título (como
as guitarras de KenHammer soam bem!) deixou explicita a
intenção aqui: equilibrar o pacote entre números mais pesados e Dark e outros leves em sonoridade e
intenção. Uma espécie de JekyllandHyde sonoro evidenciada pela chegada de números como Will You Still Kiss Me (If I See You In
Heaven) e RunawayWorld. Aliás, chega a ser
impressionante como uma banda que está chegando aos 40 anos de estrada ainda
consiga gerar tanto refrão grudento.
A segunda metade do disco mantém a mesma toada, recheada de faixas sombrias
entremeadas com farofadas descaradas, com destaque para a deliciosa BlackThunder, que resume a estranha mistura que banda sempre soube fazer
em uma só canção. Enfim, se este for mesmo o último disco do PrettyMaids, será lembrado como um lançamento para lá de digno dentro de
uma extensa discografia. Resta apreciar e torcer pela recuperação de Mr. Atkins. Que a saúde prevaleça e venham
mais discos como esse. (NOTA: 8,18)
Curtas: Pretty Maids, Tygers of Pan Tang, Diamond Head, Armored Saint
Pretty Maids - Kingmaker
Pretty
Maids – Kingmaker (Cd-2016)
Algo
Morno no Reino da Dinamarca
O 15º disco de
estúdio dos prolíficos dinamarqueses, 4º no curto período de 5 anos – uma
raridade em tempos de download ilegal - traz a mesma fórmula que a banda vem
lapidando desde meados dos anos 1990: Pitadas de PowerMetal europeu em
meio a melodias que não ficariam nem um pouco deslocadas em um trabalho de AOR. Some-se a isso uma produção
moderna, com importante uso de teclados nos arranjos e uma ou outra balada
incidental farofenta e você tem um diagrama de todos os lançamentos recentes
dos caras. O fato é que a fórmula, quando funciona, como na faixa título, é
irresistível. E ninguém soa como os cabruncos.
O problema é que para
funcionar bem, toda a perfeição dos músicos e da produção do sempre competente JacobHansen tem que vir acompanhados de canções marcantes. E, embora Kingmaker não tenha nada em seus quase
cinquenta minutos de duração que ofenda os ouvidos, também passa longe de gerar
músicas passíveis de integrar o repertório ao vivo do PrettyMaids. Enfim, um
disco competente, mas que passa longe dos melhores momentos de uma banda única.
Talvez seja hora de desacelerar na quantidade de lançamentos e atentar para o
padrão de qualidade.
NOTA:
7,30
Pontos
positivos: produção caprichada
Pontos
negativos: falta algo à boa parte do material
Fóssil vivo da NWOBHM, o TygersofPanTang escolheu não nomear seu quinto rebento desde o retorno à ativa
(em 1999). Quando uma banda lança um disco homônimo a essa altura da carreira,
geralmente o faz com a intenção de mostrar ao mundo um suposto renascimento. E
é mais ou menos o que temos aqui. Não, os caras não reinventaram seu som, ainda
temos aqui aquela mistura de Hard
com um HeavyMetal tipicamente britânico, mas cara, a inspiração estava em alta.
Que o diga a abertura, com OnlytheBrave, facilmente uma das melhores músicas de 2016.
A formação atual traz apenas o
guitarrista RobWeir dos primórdios, mas está longe de ser um catadão sem
personalidade. O vocalista Italiano JacopoMeille já acompanha Weir desde 2004, e a despeito de soar
meio irritante em discos anteriores, simplesmente detona aqui. Outro que já
está na banda tem muito tempo (desde 2002, para ser mais preciso) é CraigEllis (batera), que forma uma ótima cozinha com GavinGray (baixo). Outro destaque fica para o excelente MickyCrystal, que debulha solos e riffs de primeira. Musicalmente temos
faixas que equilibram muito bem o Hard/Heavy (a já citada Only the Brave, Never Give
In e Do It Again – todas muito
boas) e outras mais festivas, como a contagiante GladRags, a bela Praying For a Miracle e o cover bacana
para I Got The Music In Me (KikiDeesBand). A banda
estava com a mão tão boa que, até mesmo quando arriscou uma balada xarope tipicamente
anos 1980 (The Reason Why), o fez
muito bem. Ao final dos 45 minutos do disco homônimo, fiquei com a certeza de
estar diante de um dos melhores trabalhos da longa carreira dos britânicos. Só
dispenso o grunhido tosco de tigre após a última música, que me deu um baita
susto. Excelente!
NOTA:
8,93
Pontos
positivos: Inspiração em alta, ótimos vocais, riffs e solos
Pontos
negativos: tem cara de anos 1980, se espera modernidade, nem passe perto
Para
fãs de: Saxon, Diamond Head, Def Leppard antigo
Bem, repita aqui a
introdução da resenha acima. Temos um disco homônimo tardio de um dos baluartes
da NWOBHM. O Diamond Head hoje tem
seu nome marcado na história do Rock por sempre ser lembrado pelos
estadunidenses do Metallica como uma das suas principais influências nos
primórdios da banda. Mas, verdade seja dita, sua carreira nunca sobreviveu ao
peso de seu primeiro disco, o excelente LightningToTheNations. Essa é a
segunda tentativa de retorno da banda, com uma formação que traz apenas o
guitarrista BrianTatler de seus primórdios, auxiliado
pelo baterista KarlWilcox, que figurou na encarnação
noventista dos caras, além dos novatos RasmusBomAndersen (voz), AndyAbberley e DeanAshton (baixo).
Bones abre
o disco de forma vigorosa, mostrando um cruzamento da sonoridade NWOBHM com uma leve e bem-vinda
modernidade. ShoutAt The Devil tem um bom riff
prejudicado pela óbvia indução ao clássico homônimo do MotleyCrue. A boa Set My Soul On Fire poderia até figurar
num disco do Audioslave, não fossem
os timbres e algumas sutilezas estilísticas. SeeYouRise tem aquela rifferama que cheira a AC/DC e bons vocais do competente, mas
algo comum, RasmusAndersen. E talvez aí resida o único problema
do disco. É tudo bastante bem tocado, as músicas nunca ficam exatamente enfadonhas,
mas o todo carece de personalidade. Tudo soa comum como a voz de Rasmus. Se All The Reasons You Live é outra que bem poderia estar num disco do
Audioslave, WizardSleeve já é a
cara dos primórdios do NWOBHM e
talvez mais próxima do que se esperaria da banda. Outras, como BloodonMyHands, remetem ao mediano BritishLion do SteveHarris. Ou seja, o ouvinte casual
provavelmente irá transitar pelas 11 músicas desse disco sem saber exatamente
quem diabos é o DiamondHead. Um disco correto, mas que passa
longe de ser essencial.
Armored
Saint – Saints Will Conquer (Cd – 1988/2016)
Desenterrando
um Clássico
Saints Will Conquer é o Ep ao vivo que os estadunidenses do ArmoredSaint soltaram em 1988, registrando 7 faixas nos palcos da turnê de
RaisingFear, além de uma música de estúdio inédita. O clássico Ep foi recentemente relançado aqui no
Brasil pela HeavyMetalRock, curiosamente pouco antes da banda lançar seu segundo disco ao
vivo na carreira. O material ao vivo da bolachinha é feroz e nada lapidado, e
aí reside seu principal charme: todas as versões aqui são superiores às originais
de estúdio, graças ao clima quase tosco e à velocidade acelerada das rendições.
Os gang vocals são
praticamente jogados nos microfones, JohnBush se preocupa muito mais com a
garra das interpretações do que com pormenores técnicos. DavidPritchard, que
morreria dois anos depois, segura muito bem as guitarras sozinho. GonzoSandoval e JoeyVera fazem uma cozinha de respeito, colaborando um bocado para o
impressionante peso do resultado final. A oitava faixa é uma até então inédita
sobra das gravações da primeira demo dos Saints,
datada de 1983. Um imperdível registro de uma era romântica da história do HeavyMetal.
NOTA:
CLÁSSICO DA CRIPTA
Pontos
positivos: energia pura, ótimas músicas
Pontos
negativos: deixa a gente querendo ouvir mais do show
Curtas: Helloween, Killswitch Engage, Kvelertak e Pretty Maids
Por Trevas
Helloween - Straight out Of Hell
Helloween -
Straight Out Of Hell (CD - 2013)
Álbum de número 16 na discografia dos inventores do
Power Metal Melódico e novamente produzido por Charlie Bauerfeind, Straight
Out Of Hell veio ao mundo com a difícil tarefa de dar uma chacoalhada na
carreira da banda, que caminha no modo piloto automático já tem um tempo. A
abertura com a épica (e boa) Nabatea
dá alguma esperança de que finalmente os teutônicos nos presentearão com um
disco de qualidade. Fica na promessa. Novamente carecendo de um senso de
direção, a banda alterna investidas no lado mais bobalhão do melódico nas
fracas World Of War, Far From The Stars e Years com tiros na direção do metal
mais moderno e grudento (com o qual vem acertando a mão desde The Dark Ride) em Live Now, na gratuita Asshole
e na ótima Waiting For The Thunder.
A balada Hold Me In Your Arms é
bacaninha, mas não chega a empolgar como outras do catálogo do grupo. Wanna Be God é uma tentativa assumida (e
ruim) de reviver We Will Rock You do
Queen.
Helloween 2013 - Uma preguiça só...
Curiosamente é justamente quando
a banda encontra o equilíbrio entre o melódico e o Metal moderno que o disco
melhora, como nas boas Burning Sun, Make Fire Catch The Fly e na faixa
título. No final das contas, entre altos e baixos temos mais um disco para
cumprir tabela de uma banda que outrora deu as cartas no metal europeu.
NOTA: 6,5
Killswitch Engage - Disarm The Descent
Killswitch Engage - Disarm the Descent (CD -
2013)
O futuro de uma das melhores bandas da nova onda
do metal Americano parecia incerto. Após o excelente The End Of Heartache ter catapultado o grupo à estratosfera (com As Daylight Dies mantendo o nível), a
banda sofreu um baque com a recepção aguada de fãs e críticos para o igualmente
aguado disco homônimo. Não bastasse isso, o ótimo vocalista Howard Jones, envolto em sérios problemas
de saúde, resolve abandonar a banda. Ah, isso sem contar com os problemas de
saúde do guitarrista, produtor e líder Adam
Dutkiewicz.
KsE 2013 - Jesse com a camisa do Bad Brains
Em meio ao caos o Killswitch Engage promoveu testes para
o posto de vocalista. Entre os postulantes ao cargo, o eleito foi um velho
conhecido, Jesse Leach, dono do microfone
anteriormente a Howard. Quem, como
este escriba, acreditava impossível que Jesse
pudesse seguir de onde o trabalho impecável de Howard parou, quebrou solenemente a cara. Disarm The Descent é uma pedrada metalcore do início ao fim. Tudo
funciona perfeitamente, desde a produção cristalina e repleta de punch,
passando pela cozinha coesa, os riffs matadores e, pasmem, uma performance
vocal avassaladora que não nos deixa ter saudades do demissionário HJ. Difícil apontar destaques em um
disco tão homogêneo, mas In Due Time,
Tribute to The Fallen e You Dont Bleed for Me tem tudo para se
tornarem obrigatórias no set da banda. E ainda temos um momento para respirar
um pouco com a bela Always, que
coroa a evolução vocal de Jesse. Resta
torcer para que o KsE mantenha o nível, pois estamos diante de um dos grandes
discos de 2013.
NOTA: 9
Kvelertak - Meir
Kvelertak - Meir (CD -2013)
Três anos após os tresloucados noruegueses terem
tomado a Europa de assalto com sua estréia homônima, o Kvelertak retorna com Meir,
traduzido literalmente como “mais”. O
som da banda é um Punk Rock furioso
misturado à Black Metal e elementos
de Hard Rock de bandas clássicas
como Thin Lizzy. Ah e isso contando
com um trio de guitarras e letras escritas exclusivamente na língua natal da
banda. Parece estranho? E realmente é. Mas é também incrivelmente grudento e
divertido, basta uma breve conferida nos links abaixo, para as faixas Kvelertak (com algo de Hellacopters), Manelyst e principalmente Bruane
Brenn, para descobrir o porquê. Esta última, aliás, é uma das faixas mais
legais que ouvi nos últimos tempos.
Kvelertak e sua mascote alada
No meio dessa sonzeira ainda
destacaria a pancadaria de Trepan, o
Folk porrada de Evig Vandrar e o
clima de Jam de Tordenbrak. Cabe
ressaltar ainda o belo trabalho gráfico, novamente cortesia de John Baizley,
do Baroness. Para quem procura
originalidade sem abrir mão do peso, o Kvelertak
representa uma ótima pedida!
NOTA: 8,5
Pretty Maids - Motherland
Pretty Maids - Motherland (CD -2013)
Dono de um dos piores nomes já escolhidos para
uma banda de rock pesado, o Pretty Maids
iniciou sua carreira na Dinamarca em 1981, sendo mais um dos frutos da
influência da NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal) pelo
continente europeu. Para bem da verdade, o Pretty
Maids pode ser considerado um dos artifices do Power Metal Europeu, tendo por característica em seu som o
cruzamento desse estilo com o AOR,
algo que ficou ainda mais forte ao longo dos anos 1990. A carreira da banda, reerguida
pelo cover do Hammerfall para Back To Back, voltara a um viés de
baixa. Mas deu uma nova guinada com a assinatura de um contrato com a gravadora
italiana Frontiers, especializada em
AOR, pela qual lançou o ótimo Pandemonium (2010, seguido por um
excelente registro ao vivo). O sucesso de crítica gerou um bocado de
expectativa para esse Motherland.
Pretty Maids - Ou seria Ugly Guys?
Mother Of All Lies, a faixa de abertura e primeiro vídeo mostra a
banda enterrando os pés no AOR com
maestria, uma música que entremeia riffs de guitarra e camas de teclado, sendo
sempre guiada pela excelente voz de Ronnie
Atkins, que outrora influenciara o timbre de Hansi Kürsch (Blind Guardian)
e que é de uma versatilidade e competência impares. To Fool A Nation mantém a pegada AOR, e um ouvinte desavisado poderia bem pensar que o Def Leppard finalmente voltara a fazer
boas músicas, tamanha a semelhança, em especial pelo atual timbre de Ronnie. Após uma curta introdução
narrada, The Iceman finalmente nos
mostra a fusão de Power Metal com AOR típica do Pretty Maids, mais uma boa ideia de Ken Hammer, guitarrista e único membro original da banda (além de Atkins) na formação atual. Sad To See You Suffer e Bullet For You são outras a fazer
inveja ao Def Leppard, enquanto Hooligan e Why So Serious representam a pegada mais pesada da banda. A balada Infinity ressalta a excelente produção
da bolachinha e a faixa título é mais um postulante a novo clássico da banda,
assim como a melancólica Wasted, que
encerra de maneira brilhante o disco. Uma audição obrigatória para todos
aqueles que curtem AOR!