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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Pretty Maids – Maid In Japan (Blu-ray – 2020)


De Volta Para O Futuro

Por Trevas

Com o espirituoso título que faz referência aos clássicos discos ao vivo de Deep Purple e Iron Maiden, os veteranos dinamarqueses nos presenteiam com seu primeiro Blu-ray, gravado em 2018, em Kawasaki.

Áudio & Vídeo

O áudio e vídeo são impecáveis, fazendo justiça ao que se espera de um lançamento em Blu-ray. A produção é simples, somente um backdrop e uma iluminação comportada e eficiente. A edição é eficiente e nada vertiginosa, mas dá espaço a todos os músicos e guardando também as tomadas do surpreendentemente animado público nipônico.


Repertório

Com tudo parecendo tão feijão e arroz assim, seria fácil imaginar se tratar de um lançamento mediano. Mas estamos diante de uma banda para lá de afiada, com um repertório especial, comemorando os 30 anos de um de seus grandes trabalhos: Future World. E é esse disco na íntegra que toma boa parte do que vemos aqui, e todas as versões ganham muito de energia ao vivo, soando ainda melhores que as originais. No encore, algumas faixas de trabalhos mais atuais (com destaque para Mother Of All Lies) e Sin-Decade fechando a noite, em pouco mais de hora e dez de uma apresentação curta, mas matadora.

Performances

Toda a banda funciona muito bem, mas é impossível não destacar Ronnie Atkins. Recentemente superando um terrível câncer, o cara é um frontman raro. Ronnie continua com voz poderosa e única, além de ter toneladas de carisma para fechar o pacote. Que bom que logo ele estará pronto para outras aventuras.



Extras

Se a atração principal é um show curto, em contrapartida temos extras sobrando. Primeiramente, todos os videoclipes da fase Frontiers da banda, que totalizam 11, geralmente bem produzidos. Temos também dois documentários curtos de turnê. Depois temos entrevistas bem bacanas com quatro dos membros da banda, focando em fatos desde o início da carreira até agora. Sem legendas, mas o inglês dos caras é tranquilo de entender, em especial de Ronnie e Ken.

Veredito

Um show curto, mas excelente, amparado por uma quantidade para lá de satisfatória de extras interessantes. Obrigatório para os fãs dos dinamarqueses, e uma boa porta de entrada em quem tem curiosidade de expandir seu conhecimento sobre o som de uma das bandas mais únicas da história do metal. (NOTA: 9,00)

 

Gravadora: Frontiers Records (importado)

Prós: Show curto e forte e uma penca de extras bacanas

Contras: O show é curto...

Classifique como: Hard/Heavy

Para Fãs de: Bonfire, Eclipse


domingo, 26 de janeiro de 2020

Pretty Maids – Undress Your Madness (CD-2019)



Jekyll & Hyde Dinamarquês Ataca De Novo
Por Trevas

O 16º trabalho de estúdio dos prolíficos dinamarqueses chegou às prateleiras com fortes ares de drama. Pouco antes do lançamento, o fundador e vocalista Ronnie Atkins (nome real, Paul Christensen) fora diagnosticado com um terrível câncer nos pulmões. Com Ronnie lutando pela vida, Undress Your Madness vem cercado de uma expectativa ainda maior, pois talvez seja este o canto de cisne da banda.

(Not So) Pretty
Contando com a produção sempre impecável de Jacob Hansen (Kamelot, Destruction, Anvil, Volbeat, Primal Fear, Onslaught...), após breve introdução, a bolachinha nos joga na cara a excelente e pesada Serpentine. A despeito da doença, Ronnie soa bom como sempre, uma das vozes mais marcantes e poderosas de seu tempo. O estilo? Aquela mistura deliciosa de Power Metal e Hard Rock que a banda sempre soube fazer, modernizada a cada era.



O Pretty Maids vinha de dois lançamentos menos empolgantes (o sem foco Louder Than Ever e o mediano Kingmaker), e a xaropesca Firesoul Fly, pesando demais para a veia Glam que vez ou outra contaminou o som dos caras, me fez temer por mais um disco para lá de irregular. Mas a chegada da pesadíssima faixa título (como as guitarras de Ken Hammer soam bem!) deixou explicita a intenção aqui: equilibrar o pacote entre números mais pesados e Dark e outros leves em sonoridade e intenção. Uma espécie de Jekyll and Hyde sonoro evidenciada pela chegada de números como Will You Still Kiss Me (If I See You In Heaven) e Runaway World. Aliás, chega a ser impressionante como uma banda que está chegando aos 40 anos de estrada ainda consiga gerar tanto refrão grudento.


A segunda metade do disco mantém a mesma toada, recheada de faixas sombrias entremeadas com farofadas descaradas, com destaque para a deliciosa Black Thunder, que resume a estranha mistura que banda sempre soube fazer em uma só canção. Enfim, se este for mesmo o último disco do Pretty Maids, será lembrado como um lançamento para lá de digno dentro de uma extensa discografia. Resta apreciar e torcer pela recuperação de Mr. Atkins. Que a saúde prevaleça e venham mais discos como esse. (NOTA: 8,18)

Visite o The Metal Club

Gravadora: Frontiers Records (importado)
Prós: as faixas pesadas são excelentes
Contras: algumas coisinhas adocicadas demais no meio das faixas sombrias
Classifique como: Hard/Heavy
Para Fãs de: Bonfire, Eclipse

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Curtas: Pretty Maids, Tygers of Pan Tang, Diamond Head, Armored Saint

Curtas: Pretty Maids, Tygers of Pan Tang, Diamond Head, Armored Saint

Pretty Maids - Kingmaker
Pretty Maids – Kingmaker (Cd-2016)

Algo Morno no Reino da Dinamarca

O 15º disco de estúdio dos prolíficos dinamarqueses, 4º no curto período de 5 anos – uma raridade em tempos de download ilegal - traz a mesma fórmula que a banda vem lapidando desde meados dos anos 1990: Pitadas de Power Metal europeu em meio a melodias que não ficariam nem um pouco deslocadas em um trabalho de AOR. Some-se a isso uma produção moderna, com importante uso de teclados nos arranjos e uma ou outra balada incidental farofenta e você tem um diagrama de todos os lançamentos recentes dos caras. O fato é que a fórmula, quando funciona, como na faixa título, é irresistível. E ninguém soa como os cabruncos.




O problema é que para funcionar bem, toda a perfeição dos músicos e da produção do sempre competente Jacob Hansen tem que vir acompanhados de canções marcantes. E, embora Kingmaker não tenha nada em seus quase cinquenta minutos de duração que ofenda os ouvidos, também passa longe de gerar músicas passíveis de integrar o repertório ao vivo do Pretty Maids. Enfim, um disco competente, mas que passa longe dos melhores momentos de uma banda única. Talvez seja hora de desacelerar na quantidade de lançamentos e atentar para o padrão de qualidade.


NOTA: 7,30


Pontos positivos: produção caprichada
Pontos negativos: falta algo à boa parte do material 
Para fãs de: Eclipse, Scorpions
Classifique como: Power Metal+AOR




Power Farofa Dinamarquesa


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Tygers of Pan Tang
Tygers Of Pan Tang - Tygers Of Pan Tang (Cd-2016)

O Bonde Do Tigrão

Fóssil vivo da NWOBHM, o Tygers of Pan Tang escolheu não nomear seu quinto rebento desde o retorno à ativa (em 1999). Quando uma banda lança um disco homônimo a essa altura da carreira, geralmente o faz com a intenção de mostrar ao mundo um suposto renascimento. E é mais ou menos o que temos aqui. Não, os caras não reinventaram seu som, ainda temos aqui aquela mistura de Hard com um Heavy Metal tipicamente britânico, mas cara, a inspiração estava em alta. Que o diga a abertura, com Only the Brave, facilmente uma das melhores músicas de 2016.


A formação atual traz apenas o guitarrista Rob Weir dos primórdios, mas está longe de ser um catadão sem personalidade. O vocalista Italiano Jacopo Meille já acompanha Weir desde 2004, e a despeito de soar meio irritante em discos anteriores, simplesmente detona aqui. Outro que já está na banda tem muito tempo (desde 2002, para ser mais preciso) é Craig Ellis (batera), que forma uma ótima cozinha com Gavin Gray (baixo). Outro destaque fica para o excelente Micky Crystal, que debulha solos e riffs de primeira. Musicalmente temos faixas que equilibram muito bem o Hard/Heavy (a já citada Only the Brave, Never Give In e Do It Again – todas muito boas) e outras mais festivas, como a contagiante Glad Rags, a bela Praying For a Miracle e o cover bacana para I Got The Music In Me (Kiki Dees Band). A banda estava com a mão tão boa que, até mesmo quando arriscou uma balada xarope tipicamente anos 1980 (The Reason Why), o fez muito bem. Ao final dos 45 minutos do disco homônimo, fiquei com a certeza de estar diante de um dos melhores trabalhos da longa carreira dos britânicos. Só dispenso o grunhido tosco de tigre após a última música, que me deu um baita susto. Excelente!


NOTA: 8,93


Pontos positivos: Inspiração em alta, ótimos vocais, riffs e solos
Pontos negativos: tem cara de anos 1980, se espera modernidade, nem passe perto 
Para fãs de: Saxon, Diamond Head, Def Leppard antigo
Classifique como: Power Metal+AOR

Bonde do tigrão geriátrico
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Diamond Head
Diamond Head – Diamond Head (Cd-2016)

Diamante Errante

Bem, repita aqui a introdução da resenha acima. Temos um disco homônimo tardio de um dos baluartes da NWOBHM. O Diamond Head hoje tem seu nome marcado na história do Rock por sempre ser lembrado pelos estadunidenses do Metallica como uma das suas principais influências nos primórdios da banda. Mas, verdade seja dita, sua carreira nunca sobreviveu ao peso de seu primeiro disco, o excelente Lightning To The Nations. Essa é a segunda tentativa de retorno da banda, com uma formação que traz apenas o guitarrista Brian Tatler de seus primórdios, auxiliado pelo baterista Karl Wilcox, que figurou na encarnação noventista dos caras, além dos novatos Rasmus Bom Andersen (voz), Andy Abberley e Dean Ashton (baixo).


Bones abre o disco de forma vigorosa, mostrando um cruzamento da sonoridade NWOBHM com uma leve e bem-vinda modernidade. Shout At The Devil tem um bom riff prejudicado pela óbvia indução ao clássico homônimo do Motley Crue. A boa Set My Soul On Fire poderia até figurar num disco do Audioslave, não fossem os timbres e algumas sutilezas estilísticas. See You Rise tem aquela rifferama que cheira a AC/DC e bons vocais do competente, mas algo comum, Rasmus Andersen. E talvez aí resida o único problema do disco. É tudo bastante bem tocado, as músicas nunca ficam exatamente enfadonhas, mas o todo carece de personalidade. Tudo soa comum como a voz de Rasmus. Se All The Reasons You Live é outra que bem poderia estar num disco do Audioslave, Wizard Sleeve já é a cara dos primórdios do NWOBHM e talvez mais próxima do que se esperaria da banda. Outras, como Blood on My Hands, remetem ao mediano British Lion do Steve Harris. Ou seja, o ouvinte casual provavelmente irá transitar pelas 11 músicas desse disco sem saber exatamente quem diabos é o Diamond Head. Um disco correto, mas que passa longe de ser essencial.


NOTA: 6,98


Pontos positivos: muito bem produzido
Pontos negativos: algo sem personalidade
Para fãs de: British Lion, Audioslave
Classifique como: Heavy Metal

Diamond Head 2016




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Armored Saint - Saints Will Conquer
Armored Saint – Saints Will Conquer (Cd – 1988/2016)

Desenterrando um Clássico

Saints Will Conquer é o Ep ao vivo que os estadunidenses do Armored Saint soltaram em 1988, registrando 7 faixas nos palcos da turnê de Raising Fear, além de uma música de estúdio inédita. O clássico Ep foi recentemente relançado aqui no Brasil pela Heavy Metal Rock, curiosamente pouco antes da banda lançar seu segundo disco ao vivo na carreira. O material ao vivo da bolachinha é feroz e nada lapidado, e aí reside seu principal charme: todas as versões aqui são superiores às originais de estúdio, graças ao clima quase tosco e à velocidade acelerada das rendições.




Os gang vocals são praticamente jogados nos microfones, John Bush se preocupa muito mais com a garra das interpretações do que com pormenores técnicos. David Pritchard, que morreria dois anos depois, segura muito bem as guitarras sozinho. Gonzo  Sandoval e Joey Vera fazem uma cozinha de respeito, colaborando um bocado para o impressionante peso do resultado final. A oitava faixa é uma até então inédita sobra das gravações da primeira demo dos Saints, datada de 1983. Um imperdível registro de uma era romântica da história do Heavy Metal.


NOTA: CLÁSSICO DA CRIPTA


Pontos positivos: energia pura, ótimas músicas
Pontos negativos: deixa a gente querendo ouvir mais do show
Para fãs de: Riot, Jag Panzer
Classifique como: Heavy Metal


Realce, reaaalce - Armored Saint 1987






domingo, 25 de agosto de 2013

Curtas: Helloween, Killswitch Engage, Kvelertak e Pretty Maids


Curtas: Helloween, Killswitch Engage, Kvelertak e Pretty Maids
Por Trevas
Helloween - Straight out Of Hell
Helloween - Straight Out Of Hell (CD - 2013)

Álbum de número 16 na discografia dos inventores do Power Metal Melódico e novamente produzido por Charlie Bauerfeind, Straight Out Of Hell veio ao mundo com a difícil tarefa de dar uma chacoalhada na carreira da banda, que caminha no modo piloto automático já tem um tempo. A abertura com a épica (e boa) Nabatea dá alguma esperança de que finalmente os teutônicos nos presentearão com um disco de qualidade. Fica na promessa. Novamente carecendo de um senso de direção, a banda alterna investidas no lado mais bobalhão do melódico nas fracas World Of War, Far From The Stars e Years com tiros na direção do metal mais moderno e grudento (com o qual vem acertando a mão desde The Dark Ride) em Live Now, na gratuita Asshole e na ótima Waiting For The Thunder. A balada Hold Me In Your Arms é bacaninha, mas não chega a empolgar como outras do catálogo do grupo. Wanna Be God é uma tentativa assumida (e ruim) de reviver We Will Rock You do Queen.

Helloween 2013 - Uma preguiça só...
Curiosamente é justamente quando a banda encontra o equilíbrio entre o melódico e o Metal moderno que o disco melhora, como nas boas Burning Sun, Make Fire Catch The Fly e na faixa título. No final das contas, entre altos e baixos temos mais um disco para cumprir tabela de uma banda que outrora deu as cartas no metal europeu.

NOTA: 6,5




Killswitch Engage - Disarm The Descent

Killswitch Engage - Disarm the Descent (CD - 2013)

O futuro de uma das melhores bandas da nova onda do metal Americano parecia incerto. Após o excelente The End Of Heartache ter catapultado o grupo à estratosfera (com As Daylight Dies mantendo o nível), a banda sofreu um baque com a recepção aguada de fãs e críticos para o igualmente aguado disco homônimo. Não bastasse isso, o ótimo vocalista Howard Jones, envolto em sérios problemas de saúde, resolve abandonar a banda. Ah, isso sem contar com os problemas de saúde do guitarrista, produtor e líder Adam Dutkiewicz.

KsE 2013 - Jesse com a camisa do Bad Brains
Em meio ao caos o Killswitch Engage promoveu testes para o posto de vocalista. Entre os postulantes ao cargo, o eleito foi um velho conhecido, Jesse Leach, dono do microfone anteriormente a Howard. Quem, como este escriba, acreditava impossível que Jesse pudesse seguir de onde o trabalho impecável de Howard parou, quebrou solenemente a cara. Disarm The Descent é uma pedrada metalcore do início ao fim. Tudo funciona perfeitamente, desde a produção cristalina e repleta de punch, passando pela cozinha coesa, os riffs matadores e, pasmem, uma performance vocal avassaladora que não nos deixa ter saudades do demissionário HJ. Difícil apontar destaques em um disco tão homogêneo, mas In Due Time, Tribute to The Fallen e You Dont Bleed for Me tem tudo para se tornarem obrigatórias no set da banda. E ainda temos um momento para respirar um pouco com a bela Always, que coroa a evolução vocal de Jesse. Resta torcer para que o KsE mantenha o nível, pois estamos diante de um dos grandes discos de 2013.

NOTA: 9



Kvelertak - Meir
Kvelertak - Meir (CD -2013)

Três anos após os tresloucados noruegueses terem tomado a Europa de assalto com sua estréia homônima, o Kvelertak retorna com Meir, traduzido literalmente como “mais”.  O som da banda é um Punk Rock furioso misturado à Black Metal e elementos de Hard Rock de bandas clássicas como Thin Lizzy. Ah e isso contando com um trio de guitarras e letras escritas exclusivamente na língua natal da banda. Parece estranho? E realmente é. Mas é também incrivelmente grudento e divertido, basta uma breve conferida nos links abaixo, para as faixas Kvelertak (com algo de Hellacopters), Manelyst e principalmente Bruane Brenn, para descobrir o porquê. Esta última, aliás, é uma das faixas mais legais que ouvi nos últimos tempos. 

Kvelertak e sua mascote alada
No meio dessa sonzeira ainda destacaria a pancadaria de Trepan, o Folk porrada de Evig Vandrar e o clima de Jam de Tordenbrak. Cabe ressaltar ainda o belo trabalho gráfico, novamente cortesia de John Baizley, do Baroness. Para quem procura originalidade sem abrir mão do peso, o Kvelertak representa uma ótima pedida!

NOTA: 8,5






Pretty Maids - Motherland
Pretty Maids - Motherland (CD -2013)

Dono de um dos piores nomes já escolhidos para uma banda de rock pesado, o Pretty Maids iniciou sua carreira na Dinamarca em 1981, sendo mais um dos frutos da influência da NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal) pelo continente europeu. Para bem da verdade, o Pretty Maids pode ser considerado um dos artifices do Power Metal Europeu, tendo por característica em seu som o cruzamento desse estilo com o AOR, algo que ficou ainda mais forte ao longo dos anos 1990. A carreira da banda, reerguida pelo cover do Hammerfall para Back To Back, voltara a um viés de baixa. Mas deu uma nova guinada com a assinatura de um contrato com a gravadora italiana Frontiers, especializada em AOR, pela qual lançou o ótimo Pandemonium (2010, seguido por um excelente registro ao vivo). O sucesso de crítica gerou um bocado de expectativa para esse Motherland.

Pretty Maids - Ou seria Ugly Guys?
Mother Of All Lies, a faixa de abertura e primeiro vídeo mostra a banda enterrando os pés no AOR com maestria, uma música que entremeia riffs de guitarra e camas de teclado, sendo sempre guiada pela excelente voz de Ronnie Atkins, que outrora influenciara o timbre de Hansi Kürsch (Blind Guardian) e que é de uma versatilidade e competência impares. To Fool A Nation mantém a pegada AOR, e um ouvinte desavisado poderia bem pensar que o Def Leppard finalmente voltara a fazer boas músicas, tamanha a semelhança, em especial pelo atual timbre de Ronnie. Após uma curta introdução narrada, The Iceman finalmente nos mostra a fusão de Power Metal com AOR típica do Pretty Maids, mais uma boa ideia de Ken Hammer, guitarrista e único membro original da banda (além de Atkins) na formação atual. Sad To See You Suffer e Bullet For You são outras a fazer inveja ao Def Leppard, enquanto Hooligan e Why So Serious representam a pegada mais pesada da banda. A balada Infinity ressalta a excelente produção da bolachinha e a faixa título é mais um postulante a novo clássico da banda, assim como a melancólica Wasted, que encerra de maneira brilhante o disco. Uma audição obrigatória para todos aqueles que curtem AOR!

NOTA: 8,5