Para os malucos(as) que como eu tem prazer em destrinchar as histórias que permeiam a trilha sonora que escolhemos para nossas vidas. E quantas histórias interessantes se escondem em cada esquina desse vasto mundo do rock! Vocês encontrarão por aqui resenhas de shows, discos, livros, dvds (blu-rays) e notícias comentadas sobre o mundo do rock. Espero que vocês gostem e visitem sempre ou eventualmente. Eu, certamente, me divertirei muito escrevendo aqui.
O lendário gênio teutônico da
guitarra completa impressionantes 50 anos de carreira, e Immortal é o
disco comemorativo desta marca. Primeiramente, é reconfortante ver o músico
largando os inexplicáveis epítetos que vinha utilizando (Temple Of Rock,
Michael Schenker Fest) para reviver o icônico Michael Schenker Group
(ou MSG). Em segundo lugar, cabe ressaltar que Immortal conta com
um time extenso de convidados (BrianTichy, DerekSherinian,
BarrySparks, SimonPhillips...), muitos deles
parceiros do passado na longa jornada musical do guitarrista. Com produção de Schenker
com MichaelVoss, vamos ao disco.
Como comemorar meus 50 anos de carreira? Que tal Alvin e os Esquilos cantando?
Drilled To Kill começa com o pé no acelerador, mas nem de longe empolga: o competente RalfScheepers soa irritante como sempre e as linhas melódicas são chupadas
de Exciter e Betrayal, de Judas e Halford, respectivamente.
Um pouco melhor se sai Don’t Die On Me Now, com o peruquinha Joe Lynn
Turner no comando. Mas bom mesmo é esbarrar com um músico no topo de seu
jogo, é o caso do onipresente RonnieRomero, que nos brinda com
sua ótima voz na primeira faixa realmente boa do pacote, Knight Of The Dead.
Uma pena que logo depois somos arremessados à voz (ou falta de) de MichaelVoss, que parece saída de algum personagem de Alvin e os Esquilos,
na péssima After The Rain. Scheepers retorna a seu trinado
irritante em Devil’s Daughter e novamente quem vem a nosso socorro é Mr.
Romero, na apoteótica Sail The Darkness, possivelmente a única em
todo o disco merecedora de uma chance no repertório dos shows.
Até por que a coisa aqui definitivamente passa longe da inspiração
demonstrada no último disco: Voss assombra os tímpanos dos incautos com
sua voz de esquilinho na fraquinha The Queen Of Thorns And Roses, e Come
On Over é tão mais ou menos que dessa vez nem Romero deu jeito. SangriaMorte, com Turner novamente no comando, nos traz um pouco de
sangue (oops), mas a escolha de encerrar o disco com uma releitura para In
Search Of The Peace Of Mind tem muito mais de importância histórica do que
meritocracia musical: a riponga e progressiva primeira faixa do então
adolescente Schenker está à anos-luz do que ele produziria em sua
carreira. Um disco confuso para comemorar uma carreira também cheia de altos e
baixos. Schenker pode muito mais do que isso. (NOTA: 6,30)
Cachorro de rua fez
cocô, ninguém limpou, nasce uma biografia do Popoff em cima. Piadas à parte, o grau de produtividade do
jornalista canadense é tamanho que a frase acima passa longe de ser um exagero,
beirando uma centena de livros escritos, sob uma infinidade de bandas e temas
dentro do rock pesado. Mas não é à toa, como fundador e editor sênior da
extinta Brave Words & Bloody
Knuckles, principal revista de metal do Canadá, além de trabalhos com
outras mídias especializadas do ramo, Martin realizou uma gama incontável de
entrevistas com praticamente todo e qualquer artista relevante da cena. E esse
acervo costuma dar credibilidade à suas obras. Lights Out é o segundo livro de Popoff sobre a lendária banda britânica, mas aqui temos uma
pegadinha, pois o “novo” livro nasceu originalmente como um projeto de revisão
de UFO: Shoot Out the Lights,
publicado em 2005. Martin estava
organizando as entrevistas mais recentes sobre a banda e então percebeu ter em
mãos tanto material extra que a revisão ficaria gigantesca e impublicável. O
autor decidiu então desmembrar a obra original em vários volumes, Lights Out sendo o primeiro, centrado
na linha do tempo compreendida entre o primeiro disco dos ingleses até o
lançamento e promoção do mítico Strangers
In The Night, ao final de 1979.
Popoff, o simpático tiozão da biografia
Quem já leu qualquer coisa de Martin
Popoff já sabe o que esperar, Martin
é muito mais um competente compilador de informações do que um bom contador de
histórias. Em seus livros, cada capítulo espelha um lançamento da banda, com as
informações sobre produção e curiosidades extraídas diretamente das entrevistas
com membros da banda e pessoas próximas. Então a qualidade informativa é sempre
legal, mas muito mais centrada no aspecto musical do que pessoal da coisa. O
que em muitos casos rende livros para lá de burocráticos. Para nossa sorte, o UFO sempre teve em suas formações
músicos para lá de excêntricos, com a língua afiada para quaisquer assuntos,
então a leitura se torna excepcionalmente bem interessante. O legal nesse caso
é o confronto de opiniões e visões sobre os mesmos temas provindos de
personalidades tão distintas quanto Phil
Mogg, Michael Schenker, Paul Raymond e Pete Way. Também temos contribuições do simpático Andy Parker, do tresloucado Paul Chapman, do ácido Danny Peyronel, e dos produtores Leo Lyons e Ron Nevison (que parece ter o ego ainda maior que o dos músicos).
Como todos são bastante falantes, dá até para criar uma espécie de história da
banda na cabeça com o material, ainda que não seja o intuito original. Uma
leitura bem agradável e que dá um panorama bem completo da criação de alguns
dos melhores discos de Rock dos anos 1970. (NOTA:
8,00)
MichaelSchenker, o prodígio alemão que despontou
em precoce idade nas guitarras de monstros sagrados do rock como Scorpions e UFO, não é exatamente conhecido por tomar decisões previsíveis em
sua longa carreira. Tendo passado por um período para lá de turbulento na
segunda metade dos anos 1990 e primeira metade dos anos 2000, fruto do ápice do
vício que alimentou desde os idos do UFO,
Michael parecia inclinado a fazer as
pazes com seus anos de glória frente ao MSG
(MichaelSchenkerGroup) a partir
do lançamento de Tales Of Rock And Roll,
em 2006. Contando com a participação de vários dos (muitos) vocalistas que
gravaram com a banda no passado, talvez esse disco tenha sido a semente para esse
MichaelSchenkerFest.
Obviamente como nada da vida do lelé da cuca alemão parece funcionar numa linha
reta, antes disso ele lançou três bons discos sob o nome MichaelSchenker’sTempleOfRock, trazendo como
vocalista o escocês DoogieWhite (Rainbow, Cornerstone).
Não me pergunte o porquê ele não chama tudo isso de MSG, provavelmente nem ele deve saber. Mas o que importa é que esse
MichaelSchenkerFest (nome
horrível) é fruto de um projeto que nasceu nos palcos com a ideia de unir
músicos e cantores de várias fases do MSG
e que agora tenta a sorte em estúdio.
Os ilustres convidados para a ceia do alemão biruta
Assim que escutei a primeira faixa de trabalho, Warrior, fiquei logo encucado. Escolhida
por trazer os quatro vocalistas envolvidos, confesso que não me cativou nem um
pouco. Soando como algo feito forçosamente para tentar replicar o efeito WeAreTheWorld (ou sua versão metalizada, Stars), mas sem o mesmo carisma nem amparado por melodias
memoráveis, a faixa não é ruim, mas não empolga. Não ajuda em muito a produção
seca e sem dinâmica de Michael
Voss-Schön, que co-assina algumas canções e letras. Temi pelo pior, mas
como fã de carteirinha de Mr. Schenker,
fui conferir a bolachinha assim mesmo. E agruparei as avaliações música a
música de acordo com o vocalista envolvido.
Heart
And Soul abre de maneira consideravelmente mais
empolgante que o primeiro single, tendo o ótimo Robin McAuley à frente e KirkHammett solando com o alemão. Ah, mas
a linha de bateria...Ted McKenna
passa longe de ser um baterista que me agrade e parece fazer a mesma coisa
desde seus tempos com o Rory Gallagher.
Chris Glen está lá listado como
baixista, mas seu instrumento raramente dá de fato as caras na mixagem, e
quando dá parece estar lá só para cumprir tabela. Infelizmente a produção
insossa de Voss-Schön não ajuda e
por vezes faz escolhas inacreditáveis, como detonar o refrão da então
promissora Time Knows When It’s Time
preterindo a voz potente de Robin em
prol de um pavoroso corinho murcho (com Schenker
mostrando que deveria ficar longe dos microfones).
O escocês Doogie
White, vocalista oficial do Temple
Of Rock e MSG na média é o que
se sai melhor. Sua voz ainda soa muito bem, e Take Me To The Church (vídeo) é a melhor faixa do disco, por uma
longa margem. O único a ganhar três músicas no repertório, Doogie também acerta em cheio nas boas The Girl With The Star In Her Eyes e Anchors Aways (com clara referência à clássica Desert Song).
Graham Bonnet e sua voz encardida até acerta a mão na datada, mas
divertida Night Moods, que poderia
muito bem estar lá em Assault Attack
(ou quiçá em algum disco perdido do Alcatrazz).
Mas o clone do Golias ganhou em contrapartida um presente de grego chamado Everest, um verdadeiro pudim de jiló
musicado.
Mesmo tendo gravado os dois primeiros discos do MSG, clássicos absolutos, acho pouco provável que qualquer fã não
considere o simpático Gary Barden o
patinho feio da turma. E de onde menos se esperava...realmente nada de notável
surgiu. Brincadeirinha. Messin’ Around
é realmente fraca, um sub AC/DC com
um irritante Tic-Toc-Tic dando as
caras a cada estrofe, mas Livin’ a Life
Worth Livin’ é bem legal, com Gary
fazendo o melhor que pode com a voz combalida que restou.
The Mad Axeman!
MichaelSchenker ganha seu momento solo na
razoável Salvation, e eu ganhei mais
um momento de xingamento ao outro Michael,
o produtor, por deixar o som de Pó-pó-pó que parece saído do jogo Quackshot na guitarra do patrão no
“refrão” da música. Em todo o resto do disco, o gênio teutônico teve suas bases
e riffs diluídos pela produção sem graça, mas os solos? Esses brilham a
contento, o que tem sido a regra desde que o lelé da cuca se recuperou dos
excessos etílicos (e talvez de outras cositas mas). As vozes retornam na última
faixa, The Last Supper (que
influenciou ou foi influenciada pela bacana arte gráfica). A última ceia também
seria a derradeira chance de redimir a ideia de trazer os 4 vocalistas cantando
juntos. Infelizmente uma chance jogada fora, a despeito da qualidade dos
envolvidos, The Last Supper
definitivamente não faz melhor que Warrior.
Veredito da Cripta
Resurrection retoma a maldição dos Supergrupos: o resultado ficou
definitivamente aquém da soma das partes envolvidas. Com poucas músicas realmente
inspiradas e uma produção algo monocórdia, o disco não emplaca e muito
provavelmente cairá no esquecimento até mesmo entre os fãs Die Hard de MichaelSchenker.
NOTA: 7.02
Gravadora: Shinigami Records (nacional)
Prós: Os solos de Schenker; Doogie e Robin tinindo
Contras: produção murcha; ah, e quem quer escutar a porra do Kirk Hammett num disco do Michael Schenker?!?!?!??!?!
Classifique como: Hard Rock
Para Fãs de: Axel Rudi Pell, Michael Schenker Group, Michael Schenker's Temple Of Rock (sim, estou seno sarcástico...)
A arena lotada de
comportados senhores de meia idade se levanta por um breve momento, cada qual
buscando com os olhos por seu ídolo num palco ainda à penumbra. Percebem
rapidamente que SearchingForFreedom está ali somente em espírito, no som mecânico, que termina
num fade out anticlimático. A banda desajeitadamente toma seu lugar, MichaelSchenker assume o posto de frontman
para anunciar animadamente a instrumental Into
The Arena, e aí você se lembra o que tanto os nipônicos procuravam: um dos
maiores guitarristas da história do rock, em uma de suas melhores fases
técnicas, abrindo uma noite de sonhos para os fãs de sua errática carreira.
Sim, temos o genioso gênio teutônico reunindo na mesma noite três vocalistas de
fases distintas de sua carreira, cercado de ex-membros de encarnações
diferentes do Michael Schenker Group.
Tudo devidamente registrado, em formatos diferentes. Aqui será analisada a
edição em Blu-Ray.
Detalhes do Blu-Ray
Capítulo Gary Barden
Gary Barden é o primeiro dos vocalistas a encarar os
holofotes. E aí já temos uma pequena pista de que talvez a ideia da junção
fique melhor no papel do que na prática. Uma lenta e algo desajeitada versão de
Attack of the Mad Axeman mostra um Barden que se não compromete, também
fica longe de empolgar. Os problemas com o set também dão as caras nesse
momento. Com apenas cinco números a realizar com Barden, o porquê de termos a mediana Victim Of Illusion representada enquanto On and On, Are You Ready To
Rock e Lost Horizons ficam de
fora, me parece um mistério. Cry For The
Nations ganha uma rendição bem caprichada, que nos faz ter aquele lampejo
do poderio que representava o MSG no
início dos anos 1980. Eu disse ali em cima que Mr. Barden não compromete? Sorry, falei cedo demais. Em LetSleepingDogsLie sua performance é muito ruim,
arruinando parcialmente uma das faixas mais emblemáticas daquela encarnação da
banda. Armed And Ready também já não
soa tão bem com nosso simpático vocalista, mas a energia dispensada na
performance faz com que isso seja deixado de lado. Gary se despede abraçado ao patrão. Ficamos na espera que o segundo
ato seja melhor.
Capítulo Graham Bonnet
Após uma ótima
execução de Coast to Coast,
instrumental composta por Michael
para Lovedrive, do Scorpions, chega a hora de Graham Bonnet. Talvez o momento mais
esperado do set, tendo em vista que o excêntrico vocalista conseguiu ser
mandado embora da banda antes de fazer sua estreia nos palcos após lançar o
excelente AssaultAttack. Graham, cada vez mais parecido com o humorista Golias, já chega
chegando: fazendo barulhos para testar a altura de sua voz, sem se importar
disso aparecer no filme, faz o sinal para que aumentem sua voz. Então bem
próximo dos 70 anos de idade, sua performance é curiosa, parece a todo momento
que irá sair do tom ou falhar bizarramente, mas incrivelmente acerta muito mais
do que erra (ah, sim erra também, fique bem claro). Sua presença é
absolutamente magnética, é praticamente impossível descolar os olhos daquele
estranho senhor de terno e gravata que, mesmo sem gostar nem um pouco de rock
pesado, viveu seus poucos momentos de sucesso na carreira atado a esse nicho
musical. AssaultAttack, uma música para lá de
complicada para qualquer cantor desse planeta ficou muito boa, e DesertSong, uma das melhores faixas de todo o material do MSG, ficou absolutamente linda, a
despeito da dancinha supostamente sexy do rotundo e para lá de simpático ChrisGlen. Chris, em conjunto
com TedMckenna traz uma cozinha correta e sólida para o show. O outro
membro fixo vem da era McAuley, SteveMann, dividindo a segunda guitarra e os teclados com a competência e
discrição necessários. A comercial Dancer
fecha o capítulo Bonnet, com auxílio
dos outros dois vocalistas nos backing vocals, uma ajuda bem-vinda ao nosso
herói da terceira idade. Se o primeiro ato havia sido apenas ok, o segundo, divertido
ainda que imperfeito, subiu bastante a qualidade da apresentação.
Capítulo Robin McAuley
A fantástica
instrumental CaptainNemo faz as vezes de interseção entre
os atos dessa vez, e confesso que não sabia o que esperar da apresentação com RobinMcAuley, já que o material de sua era pendia muito mais para um HardRock festeiro e farofento e também pouco eu sabia sobre o que o
canadense andava fazendo e como andaria sua voz atualmente. Robin, cuja idade está no meio do
caminho entre os oito anos que separam Graham
(o mais velho) de Gary (o mais novo)
está em muito melhor forma que seus colegas. Com o visual que se esperaria de
um cantor de rock pesado, Robin desfila com maestria entre números de sua fase
(quando a banda atendia por McAuleySchenkerGroup) que tem como trunfo quase nunca figurarem nos repertórios do
guitarrista alemão. Se ThisIsMyheart e Love is Not a Game podem não fazer falta aos ouvidos dos fãs mais
“troo”, acredito que seja impossível a qualquer ser vivo que curta hard/Heavy
passar incólume à excelente e vigorosa Save
Yourself, número em que Michael
Schenker prova que seus dias de dificuldades técnicas fomentadas pelo abuso
de substâncias ficaram bem para trás. De longe o melhor momento da noite. Schenker, aliás, pode ser doido, mas de
bobo não tem nada. Foi exatamente Robin
sua escolha para trabalhar nos clássicos do UFOShootShoot e RockBottom, antes dos
outros vocalistas voltarem para finalizar a festa com uma rendição algo
bagunçada de DoctorDoctor.
Imagem e Som
Sem
grandes arroubos visuais na produção de palco uma iluminação burocrática e
cortes e edição para lá de comportados, o registro visual do show é correto. Há
câmeras suficientes para garantir um produto de qualidade. A imagem é
cristalina a maior parte do tempo, ficando desagradavelmente granulada nos
momentos mais escuros, mas como estes são raros, não chega a ser um grande
incômodo. Se visualmente o show é apenas correto, sonoramente o material é um
tremendo desbunde. Ao menos no modo LPCMStereo, já que não possuo
equipamento para a mixagem em 5.1 disponível no Blu-Ray. Todos os instrumentos estão muito bem representados no mix
e com um punch considerável. Não há tanto da plateia durante as músicas, é
verdade, mas nesse caso fica claro que se deve muito mais ao comportamento
padrão do silenciosamente devoto público nipônico. Ah, e uma curiosidade: todas
as falhas técnicas, seja dos cantores, da banda ou até mesmo do patrão (sim,
poucas, mas existem) foram mantidas na mixagem. Acho pouco provável que existam
overdubs, o que me parece uma
escolha acertada.
Material Bônus
O
Blu-Ray ainda traz uma sequência de
curtos capítulos documentando o evento, desde a saída de Osaka para Tóquio,
mostrando a passagem de som, a expectativa dos fãs e cenas de bastidores. Enfim,
o bônus que se esperaria de qualquer show lançado no formato HomeVideo (mas que nem sempre se faz presente). Ah, não há legendas em
nenhuma língua e o inglês de parte da galera é bem esquisito. Boa sorte.
Saldo Final
Um
cínico bem poderia achincalhar com propriedade o show aqui retratado, seja pela
forma física de alguns dos envolvidos, seja pelas limitações técnicas impostas
pela idade dos mesmos. Mas o que realmente importa é que sete músicos
sessentões, entre erros e acertos, proporcionaram uma noite divertida e
emocionante para uma arena abarrotada. E seja em cima do palco, seja na
plateia, ao final do show não se viu nada além de sorrisos. Isso diz tudo o que
você precisa saber.
NOTA: 8,00
Lançamento:
Inakustik (importado)
Pontos
positivos: Schenker em plena forma tirando poeira de algumas pérolas da sua
discografia e revendo amigos
Pontos
negativos: Gary Barden não anda lá muito inspirado e algumas escolhas do
repertório não agradam.