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Tesseract, Powerwolf, Queensrÿche, Act Of Defiace |
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Tessseract - Polaris (Cd-2015) |
Tesseract
– Polaris (Cd-2015)
A
Vingança dos Nerds
Banda surgida em 2007
na Inglaterra, é considerada uma das mais emblemáticas do movimento Djent, um rótulo derivado do metal
progressivo para designar bandas como Meshuggah
e Sikth. Não, não espere por algo
tão pesado quanto as bandas citadas, os garotos do Tesseract pegam bem mais leve aqui. O retorno do vocalista Daniel Tompkins não mudou tanto o resultado em relação ao disco anterior,
o que temos aqui é um Metal moderno, bastante técnico, mas sem espaço para exibicionismo.
A mágica progressiva está centrada nos arranjos, que fazem as músicas oscilarem
entre uma beleza quase etérea, baixos pulsantes e peso monolítico quando
necessário. Quando funciona, como em Hexes
e Tourniquet, essa última quase
saindo da seara metálica, ficamos diante de um material que beira a perfeição.
Mas o problema é que nem sempre a
mistura engrena, vide as menos inspiradas Cages,
Dystopia e Utopia, onde a banda aposta num som com vocais rapeados em alguns
momentos, com clara influência de Faith
No More. A faixa de Trabalho, Survival
(ver vídeo abaixo), é outro destaque, e uma boa amostra do que o ouvinte
encontrará em Polaris. Um disco
bastante interessante, mas que passa a impressão que o Tesseract ainda vai lançar sua obra definitiva num futuro não muito
distante.
NOTA:
79
Classifique
como: Prog Metal, Djent
Para
fãs de: Pain Of Salvation, Sikth
Fuja se você for aquele garoto que rouba o
dinheiro do lanche de gente como os garotos do Tesseract
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Hey, cara, devolve nosso lanche!!! Tesseract 2015 |
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Powerwolf - Blessed & Possessed (Cd-2015) |
Powerwolf
– Blessed & Possessed (Cd-2015)
Lobinhos
Do Capeta!
Banda alemã de Power
Metal, o Powerwolf se destaca da
maioria dos seus congêneres por dois pontos: a mistura com música sacra e os
temas também sacros, tratados com muito humor politicamente incorreto. Para
ajudar a dar um tempero à temática, os caras também se utilizam de Corpse Paint e muita pirotecnia. O vocalista Attila Dorn vem de um background
de música erudita, então espere por muito coros e vocalizações operísticas. Mas
espere, esse não é o tipo de coisa que você esperaria encontrar na Cripta né?
Ah sim, uma coisa que me faz gostar do som dos caras é que tudo soa sombriamente
divertido, nada de Happy Metal aqui, e os caras costumam caprichar no peso,
como pode ser checado na faixa de trabalho, Army Of The Night (ver vídeo abaixo).
Bom, eu realmente acho que o som dos
caras lembra bastante o dos suecos do Sabaton,
e tal qual os primos belicosos, uma vez que você compra a proposta musical,
fica difícil encontrar uma música que desagrade. Tudo aqui soa bacana, nada de
novo, mas divertido e com aquela sensação e que deve ser muito legal conferir
os lobos profanos ao vivo.
NOTA:
77
Classifique
como: Power Metal
Para
fãs de: Sabaton, Dream Evil, Grave Digger
Passe
longe se for alérgico a coros e ópera
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Não, cara, não é para rir...é para ter medo. Powerwolf 2015 |
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Queensrÿche - Condition Hüman (Cd-2015) |
Queensrÿche
– Condition Hüman (Cd-2015)
Coitado
do Cotovelo de Tate
Depois do
surpreendente reboot da lendária banda estadunidense com o disco homônimo de
2013 (ver aqui), confesso que pela primeira vez em muito tempo me senti ansioso
em relação a um novo lançamento dos caras. E quem gostou do disco anterior, não
terá do que reclamar de Condition Hüman, pois a fórmula aqui é exatamente
a mesma. O Queensrÿche parece ter
pego uma máquina do tempo e escolhido uma era entre o Rage For Order e o Operation Mindcrime. Até
mesmo o ótimo Todd LaTorre parece uma versão quase
idêntica vocalmente ao Geoff Tate daqueles tempos. Quem se lembra
dos caras como uma banda de vanguarda, sempre inovadora e produzindo trabalhos
diferentes uns dos outros, pode estranhar e questionar a honestidade dessa nova
empreitada. Mas a banda não parecer dar a mínima, fazendo até mesmo uma auto
referência justamente na música de trabalho, a ótima Guardian, na qual a letra brada Revolution Calling na
maior cara de pau no refrão (ver vídeo).
Ainda bem que o material musical aqui é
bem acima da média, contando com ótima produção e boas músicas. Os destaques
ficam por conta de Hourglass e da
Power Ballad oitentista Bulletproof.
Mas nem tudo são flores, a bolachinha cai um pouco na reta final, com a péssima
balada Just Us inaugurando uma trinca para lá de medíocre antes do encerramento
com a boa faixa título. Mais uma bola dentro que só não vai deixar o Geoff Tate careca por que os cabelos já o abandonaram tem tempo (Infelizmente
parece que a inspiração se foi com eles).
NOTA:
79
Classifique
como: Heavy metal, Prog Metal
Para
fãs de: Fates Warning, Queensrÿche antigo
Passe longe se você for o Geoff Tate ![]() |
Tate deve atirar dardos num poster desses |
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Act Of Defiance - Birth And The Burial (Cd-2015) |
Act
Of Defiance – Birth And The Burial (Cd-2015)
Supergrupo
Sem Sal
E isso se repete em boa parte do disco. Você
está batendo cabeça com um riff bem Slayer
e de repente entra uma melodia vocal de ruborizar os caras do Bullet For My Valentine. Não que eu considere isso um
problema por si só. O fato é que a banda carece de boas músicas, a maior parte
do material se destacando mais pela perícia de Broderick em sua guitarra (mas mesmo ele parece se repetir aqui) e
pela ferocidade da bateria de Drover.
Os vocais de Henry Derek tendem a irritar rapidamente,
seja pela falta de inventividade, seja pelo seu timbre rasgado chatinho à
balde. Enfim, Birth And The Burial não chega
perto de ser uma bomba, mas é daqueles discos fadados a catar poeira ou ganhar
um delete em tempo recorde pela simples falta de momentos memoráveis.
NOTA:
68
Classifique
como: Metalcore com elementos de Thrash Metal old school
Para
fãs de: Exodus com Dukes, Metalcore em geral
Passe longe se você tiver pavor da mistura de vocais
urrados e refrões limpos.![]() |
Hm, será que o Mustaine vai nos ouvir? |
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