quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Testament - Brotherhood Of The Snake (Cd-2016)

Testament - Brotherhood of the Snake

Bote Certeiro
Por Trevas

Prólogo - a gestação conturbada da serpente

A gestação de Brotherhood of the Snake acabou por se tornar tão misteriosa e confusa quanto a sociedade secreta que deu nome ao disco ou as inúmeras teorias conspiratórias que permeiam suas letras. A debandada traumática de Greg Christian, os conflitos internos entre Petersen e o resto da banda pela pressa em soltar um novo trabalho que aproveitasse a excelente receptividade a Dark Roots e sua turnê, as reclamações em público de Chuck Billy sobre a falta de tempo para trabalhar as letras e melodias, a citação e Gene Hoglan de que esse seria o trabalho mais pesado da banda...tudo dando a crer que o clima em estúdio não andava lá muito bom.


Mas cá estamos, com a bela arte de capa Eliran Kantor (Kreator, Sodom, Soulfly, Satan) com ajuda do brasuca Marcelo Vasco no encarte (responsável pela última capa do Slayer). A produção ficou ao encargo dos patrões Chuck Billy e Erik Petersen com Juan Urteaga como engenheiro de som e mixagem e masterização nas mãos do mago britânico Andy Sneap (Nevermore, Megadeth, Accept).

No Ninho da Serpente

A avassaladora abertura com a faixa título (cujo início faz acreditar que estamos ouvindo a parte 2 de Legions of the Dead) dá uma bela amostra do que nos espera no restante do álbum, um Thrash virulento e técnico com pitadas de Death Metal e harmonias de guitarra que também fazem referência ao Metal Tradicional. A voz do gigante Chuck Billy, em contrapartida aos lançamentos recentes da banda, está mais próxima ao que ela fazia antes do lançamento de Low. A temática das letras, centrada numa mistura de alienígenas e sociedades secretas permeia essa faixa e todas as outras, ainda que ao que me parece não exista um enredo propriamente dito.


A preocupação em recuperar o senso melódico do passado fica bastante clara em The Pale King, que parece algo (algo inspirado, diga-se) saído das gravações de Souls of Black e jogada através de uma máquina do tempo para a produção de 2016.


Stronghold é um petardo Thrash em sua mais pura essência. Já a boa Seven Seals resgata um pouco o viés mais melódico da banda da era The Ritual, ainda que de maneira mais vigorosa.


Bom, até aí a impressão que eu tive é de que estaríamos diante de mais um clássico moderno dos estadunidenses. Mas confesso que a partir da razoável Born In A Rut (outra que poderia estar em The Ritual) o disco começou a me parecer um pouco menos interessante. Centuries of Suffering é bem veloz, vencendo pela violência e garra, com o rinoceronte Gene Hoglan fazendo a cozinha dos sonhos ao lado do excelente baixista Steve DiGiorgio.

Nem para tirar a foto a patota escondeu a animosidade
Black Jack aposta em sua intensidade, blast beats bem colocados e riffs numa mistura com voz e solos mais tradicionais, num resultado bem legal. Neptune’s Spear tem boas ideias instrumentais desperdiçadas num todo não muito inspirado.


Canna-Business une na mesma música a paixão de Chuck Billy pela erva mardita com o talento do mostro Alex Skolnick numa profusão de solos estonteante. The Number Game fecha os 46 minutos de música de maneira competente.

Saldo Final

Brotherhood of the Snake é o disco mais direto da fase recente do Testament. E é, ao mesmo tempo, o mais afeito ao passado da banda. Infelizmente, é também o menos espetacular desde que the gathering mostrou um novo caminho para o Thrash dos estadunidenses. Seu início avassalador contrasta com sua segunda metade menos inspirada, o que acaba por nos deixar a impressão de que se os caras lapidassem mais o material talvez tivéssemos em mãos um disco quase tão perfeito quanto Dark Roots Of The Earth. Ainda assim um disco suficientemente bom para constar nas listas de melhores do ano ao redor do globo.


NOTA: 8,37


Pontos positivos: disco direto, com ótima produção e primeira metade avassaladora
Pontos negativos: a segunda metade não é tão perfeita
Para fãs de: Exodus, Metallica, Megadeth e congêneres
Classifique como: Thrash Metal

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Rainbow – Memories In Rock (Box Set – DVD +Blu-Ray + 2Cds – 2016)

Rainbow - Memories In Rock
We Must Be Over The Rainbow, Again!!!
Por Trevas

Prólogo: Mimimi e Dor de Cotovelo

Ritchie Blackmore é um dos músicos mais influentes da história do rock. Compositor de pelo menos 90% do material do Purple até 1993, quando deixou de vez a banda, o cara também nos fez o favor de montar um dos combos mais perfeitos da história do rock quando deixou a banda provisoriamente no meio da década de 1970. O projeto/banda, se chamava Rainbow. Três discos se seguiram com um então pouco conhecido vocalista chamado Ronnie James Dio. Esses três discos se tornaram clássicos quase perfeitos na história do rock.

Rainbow com Cozy Powell e Dio - dream team?
Ah, esqueci só de comentar uma coisa...Blackmore é também reconhecido como um dos caras mais complicados da história do rock. De completo babaca a totalmente maluco e excêntrico, você vai encontrar uma miríade de definições nada bacanas sobre o lendário guitarrista.

Até Eddie tira selfie com Ritchie
Ao tentar angariar o mercado estadunidense, Blackmore acabou abrindo mão dos serviços de Dio em prol de vozes voltadas para o Pop Rock. Com Graham Bonnet lançou um grande disco, Down To Earth e então partiu para uma versão imensamente menos inspirada da banda com o vocalista xarope e peruqueiro Joe Lynn Turner. A banda se arrastou até meados da década de 1980, encerrando as atividades com o retorno do Deep Purple. No meio da década de 1990, Blackmore chegou a reativar o Rainbow, com o escocês Doogie White na voz. Um puta disco se seguiu, mas logo após a turnê (que tive a cagada de conseguir assistir), o Rainbow foi jogado no ostracismo e Ritchie se voltou para um projeto de música de fadinha com sua esposa Candice Night.

Rainbow na década de 1990
Para surpresa de quase todos os seres desse universo, quando nada mais se esperava vindo de Ritchie Blackmore, eis que ela anuncia uma série curta de shows na Alemanha e Inglaterra, com uma formação completamente nova do Rainbow. E aí começou o mimimi. Ah, mas ele só chamou gente desconhecida, ah, fulano tinha que estar nessa, ah, não chamou beltrano.

Deixa eu contar uma coisa para vocês, amiguinhos - O Rainbow nunca foi exatamente uma banda, nunca mesmo.

O Rainbow sempre foi um projeto sinônimo de Ricthie Blackmore. Mais ou menos como o Whitesnake é para David Coverdale. Um canal para o patrão colocar sua criatividade para fora ajudado pelos músicos que bem entender. A maioria também escolhida entre meros "desconhecidos".

Dito isso, Memories In Rock é um lançamento que retrata o primeiro show da polêmica nova encarnação do Rainbow.

Ouvi muita reclamação em especial em relação a escolha do chileno Ronnie Romero como o vocalista desse retorno. Ronnie, vocalista do ótimo combo espanhol Lords of Black (ver resenha aqui) é ainda muito pouco conhecido mundo afora.

Ok, existem milhares de grandes vocalistas que não fariam feio capitaneando o Rainbow. E cada um tem lá seu favorito para o posto. Muitos desses com toneladas de experiência nas costas. Ronnie tem pouco tempo de estrada. Verdade.

Ronnie Romero
Mas o que parece que nenhum dos reclamões gosta de lembrar é que caras como Graham Bonnet, Doogie White e Joe Lynn Turner também não eram figurões mundialmente conhecidos quando foram escolhidos por Blackmore para cantar no Rainbow. Aliás, nem o mestre Dio era um vocalista mundialmente reconhecido até então.  

Escutar gente como os xaropes Mr. Turner e Bonnet chiando do alto de seus cotovelos doloridos que deveriam fazer parte da nova formação?

E, esses mesmos xaropes – que nunca fizeram nada de monstuosamente relevante em suas carreiras antes ou depois do Rainbow, ter a cara de pau de dizer que Ronnie Romero não está no lugar certo?

Vai para a puta que o pariu! O único vocalista que teria o direito de se sentir dono da posição no Rainbow já partiu de nossa dimensão. E Ronnie Dio, do alto de sua sabedoria, nunca o fez. Então, Mr. Turner, vai chupar um canavial de rola! 
Bem-vindo, novo Ronnie.
Vamos enfim começar a avaliação do produto, que de fato é o que interessa:

Apresentação:

Memories In Rock foi lançado em vário formatos: Cd duplo, DVD e Blu-Ray. O que está sendo analisado aqui é o supra sumo nesse caso, o EarBook contendo todos os formatos citados anteriormente. 

Trevas segurando o Box, teclado do note ao fundo para dar noção do tamanho
E cara, o cuidado com o lançamento é para lá de louvável. Os quatro discos, cada um impresso com uma cor diferente, estão alojados na parte interna da contracapa, num estojo feito de material aveludado para não arranhar as bolachinhas. 

Contracapa interna com os disquinhos

O miolo do Earbook é composto por 48 páginas de um papel fosco de alta qualidade recheadas de belas fotos da apresentação principal. A única falha é que a ficha técnica não define quais faixas são retiradas de qual das duas apresentações em solo teutônico.

Vista das páginas do EarBook

Vista das páginas do EarBook

Repertório e Execução:

Vai ter gente, como eu, que iria preferir ouvir mais Rainbow e menos Purple no repertório. Afinal, bem ou mal, o Purple ainda está na ativa e não me faz tanta falta ver mais uma versão de Smoke on the Water ou Highway Star ao vivo. Mas dentro das duas horas e blau de show temos belezuras como Stargazer, Spotlight Kid, Since You’ve Been Gone, Sixteenth Century Greensleeves e Catch The Rainbow. E tudo muito bem executado, obrigado.

O novo Ronnie canta muito, mas muito mesmo, e tem carisma.
Sua performance é perfeita? Não.
Mas não por falta de “pedigree”, talento ou carisma e sim por um motivo inusitado: seu inglês.


O chileno se enrola com as letras em parte das músicas, cantando uma ou outra frase que sequer existe na língua da rainha...confesso que me identifiquei. E esse ponto toca em outra característica desse lançamento: a ausência de retoques em estúdio. A banda certamente ainda está verde nos palcos, e claramente vai se soltando ao longo do show. Os erros acontecem, e foram mantidos na edição, cada nota na trave do patrão, cada erro de inglês do chileno, cada pequeno desencontro no fechar das músicas.


Ah, mas então está tudo errado e o show é uma bosta? Não, o show é surpreendentemente bacana, começa meio desengonçado, mas vai crescendo de tal maneira que chega uma hora que você se pega cantando junto com o público e pulando no meio da sua sala, bêbado e feliz. Felicidade inclusive é o que vemos estampado no rosto do público, no geral composto por uma galera mais velha, mas que demonstra imensa emoção em poder escutar e cantar junto alguns dos maiores clássicos do rock.  


E o resto da trupe? Bob Nouveau é um bom baixista e forma uma dupla interessante com David Keith. A escolha obviamente foi por uma execução mais classic rock e menos incendiária, então você não vai ver a bateria pegando pesado não. Mas Keith está longe de ser um perna de pau das baquetas. Jens Johansson tem uma performance contida, bem menos histriônica do que se esperaria dum virtuose de sua estirpe. E o próprio Blackmore está com uma pegada muito mais leve, tocando exatamente como vem fazendo no Blackmore’s Night. Muito foi falado sobre sua forma técnica e não é por acaso. Aos 71 anos de idade e quase 20 anos afastado do Hard/Heavy, era de se esperar que o homem de preto tivesse perdido ao menos em parte seu poder de fogo. E perdeu sim, mas não tanto quanto era de se esperar. Por vezes as notas ficam na trave, nos momentos que exigem uma maior velocidade na execução, mas no geral o patrão se saiu muito melhor do que o também enferrujado Mr. Page no Celebration Day, por exemplo. Duvida? Então pesque a versão da instrumental Difficult to Cure e tire suas próprias conclusões. E já que falei em Celebration Day do Led, aquele lançamento é um bom comparativo para o que vemos aqui. Um show contagiante a despeito de suas imperfeições.



Vídeo:

Tanto em Blu-Ray quanto em DVD a qualidade de imagem é absurda, límpida mesmo com a profusão de cores da iluminação. As tomadas são bem bonitas alternando entre as mais abertas, nas quais se vê perfeitamente a interação dos músicos e execução de seus instrumentos e outras mais fechadas, se concentrando nas expressões faciais ou imagens mais “poéticas”. Existem tomadas aéreas também, que pegam a reação do público e a beleza dos arredores bucólicos da cidade onde o festival foi realizado. Enfim, em termos de vídeo, não há nada o que reclamar.

Áudio:

Nos Cds tudo ocorre na maior perfeição, áudio límpido e muito bem mixado, com um bom equilíbrio com o som da plateia, o que é parte importante de um lançamento ao vivo. Na mixagem do Blu-ray e DVD, um problema curioso: o som, ainda que perfeito, está bem baixo, tenho que colocar o volume do meu aparelho lá nas alturas se quiser fazer a apresentação soar como um show de rock na minha sala.

Extras

Adoraria ver nos extras os bastidores dos shows ou da seleção dos músicos e ensaios. Mas, infelizmente temos apenas quatro faixas de uma segunda apresentação na Alemanha, sendo que as mesmas são repetecos do repertório principal. As mesmas faixas bônus estão presentes em Cd também e a qualidade em áudio e vídeo seguem o material principal. Ainda que valham a pena por serem execuções bem diferentes, fica aquela sensação de que podiam ter feito um Making Of.


Saldo Final

Memories In Rock traz em um Box Set de alta qualidade direto para nossa sala um show tão histórico quanto imperfeito, com uma banda por vezes algo desajeitada mas que agarrou os clássicos de maneira tão honesta que você se sente parte do evento. E não seria justamente essa a melhor qualidade de um lançamento ao vivo? Resta torcer para novas datas em 2017, quem sabe ao menos uma por aqui no Brasil?


NOTA: 8,00


Pontos positivos: clássicos em profusão em ótima qualidade de som e imagem
Pontos negativos: um Ritchie algo enferrujado e uma banda ainda se encontrando rendem lá mais erros do que o normal  
Para fãs de: Hard/Heavy stentista
Classifique como: Heavy Metal, Classic Rock

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Glenn Hughes – Resonate: Deluxe Edition (Cd + DVD – 2016)

Glenn Hughes - Resonate
Ressoando, Enfim
Por trevas

Prólogo – Glenn, o inseguro
Vamos colocar dessa maneira, se você não faz ideia de quem é Glenn Hughes, gaste um pouco seu tempo no Google e Youtube, depois faça uma sessão de autoflagelação e só então volte aqui, seu herege!!!! Brincadeiras à parte, a despeito das impecáveis credenciais do britânico nas bandas por onde passou, como um artista solo Glenn Hughes trilha um caminho para lá de confuso.

Glenn Hughes (primeiro à esquerda) e uma promissora banda britânica chamada Deep Purple...
Me considero um fã dos discos solo de Mr. Hughes, mas às vezes tenho a forte impressão e que ele mesmo não tem tanta certeza da excelência de seus produtos. A cada lançamento Glenn faz a mesma bobagem, diz à imprensa que o que o disco novo (ou projeto novo/banda nova) é a melhor coisa desde a invenção da batata frita, e que finalmente ele está se encontrando, para esquecer o que veio antes. Aí ele lança o disco e o material é constantemente ignorado em seus shows, sempre inflados de jams em cima de músicas de seu passado no Trapeze e Deep Purple (não que isso seja exatamente ruim). Enfim, parece que Glenn não entende que tem fãs próprios, que curtem o material que ele faz. E não são poucos. Seria falta de confiança? Não sei. Mas parece que essa insegurança permeia a falta de direcionamento dos discos, que por vezes se perdem no equilíbrio entre as referências à música negra e ao rock de quem ele diz ser a voz. 

Glenn, 2016 - cada vez mais parecido com minha sogra...
Enfim, novamente prometendo “o disco que os fãs querem ouvir” e um “trabalho voltado totalmente para o rock, o disco mais pesado que já fez”, Glenn solta seu primeiro trabalho solo em oito anos. Vamos ver se dessa vez nosso amigo cumpriu a promessa...

Ressoando a bolachinha

Heavy começa o disco de maneira...ehr...pesada...dã. Com a bateria de Chad Smith marcando o ritmo como uma marreta, traz o tio Glenn com um miado soul nos versos só para gastar o gogó de maneira visceral em seu refrão simples, direto e eficiente.


My Town é deliciosa, lembrando um bocado o trabalho do California Breed, mas com um Glenn Hughes soando ainda melhor e mais encorpado. Aqui já sentimos a produção e mixagem perfeitos do guitarrista Soren Andersen junto ao exigente patrão. Flow tem um pouco do material moderno do Ozzy em sua estrutura, com um belo upgrade, claro. Destaque para os Hammond muito bem colocado de Lach Doley (Lach Doley Group).


Let It Shine aparece para nos lembrar de que se trata de um disco do Glenn Hughes, uma ótima faixa que sem o peso da produção poderia bem estar num Feel, por exemplo. Steady começa com uma empolgante introdução no hammond e um ritmo que fez lembrar as participações de Hughes nos discos do Guitar Hero John Norum. O refrão baladesco nos pega de surpresa, mas ainda assim a faixa arrebenta.


God of Money é mais sombria do que a maioria das faixas do material, e talvez por isso, é um dos destaques, excelente de cabo a rabo. E o que dizer da atuação de Soren Andersen? How Long traz mais alguns dos grandes riffs que o sueco tira da cartola com facilidade. Parece aquela mistura Funk/hard do Stormbringer, catapultada para os anos 2000. Excelente. 

Glenn rindo da cara de quem duvidou da qualidade do novo disco
Curiosamente, é justo quando Glenn soa mais próximo de seus trabalhos atuais que a bolachinha cai de produção. When I Fall é para lá de mediana, a despeito da produção ter caprichado no arranjo e Landmines, outra com cara do Feel (e que conta até com solo com talkbox), é boa, mas soa um pouco deslocada no contexto. Stumble and Go faz o disco voltar ao nível do início, um rockão excelente nos moldes do California Breed, com belo solo de Soren e bateria marcante de Pontus Egborg. Pontus, aliás, que volta a perder seu posto para Chad justamente no encerramento com a boa e viajante Long Time Gone.






Saldo Final

Dessa vez não dá para acusar o velho Glenn de mais uma infrutífera estratégia e atrapalhada de marketing. Mr. Hughes prometeu e nos entregou: Resonate é seu disco mais pesado. E, mais que isso, realmente é de longe um dos melhores discos de sua extensa carreira. Resta esperar que a repercussão perante crítica e público seja boa o suficiente e que finalmente o britânico finque as esporas nesse nicho. Pois se ele lançar mais discos como esse, vai ser difícil alguém dizer que ele vive do passado.


NOTA: 8,95


Bônus da Edição Deluxe

A bela edição deluxe, lançada no Brasil, conta com um digipack muito bem feito, uma faixa bônus e um DVD contendo dois videoclipes e um making of. A faixa bônus é uma bela balada com violão e cello. Os vídeos do DVD são bacanas, mas nada que valha o esforço. Já o making of é curto e objetivo, mostrado cenas das gravações do disco no estúdio de Soren Anderssen na Dinamarca entremeadas com entrevistas com os envolvidos. Não há legendas, mas Glenn fala um inglês de fácil compreensão, quase didático. Enfim, um material extra bem-vindo, mas longe de ser obrigatório.


Pontos positivos: um disco pesado e muito bem produzido, trazendo Glenn em plena forma
Pontos negativos: faz você pensar por que diabos ele não lança mais discos nessa pegada  
Para fãs de: Hard Rock
Classifique como: Hard Rock, Classic Rock