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| Melhores de 2015 pela Cripta do Trevas |
Olá,
Seres da Cripta
Mais
uma vez me atraso solenemente na elaboração da lista de melhores do ano.
Sim,
fiz o de praxe, escutei tudo o que consegui do material que resenhei em 2015 e
ainda busquei nas listas alheias eventuais belezuras que porventura tivessem
passado desapercebidas pelo meu radar. Avaliei e reavaliei. Alguns discos que
eu tinha como pule de dez no início do ano ficaram de fora, outros que eu só
vim a conhecer recentemente galgaram espaço. Enfim, como em toda lista, decisões
difíceis foram tomadas. Decisões que parecerão acertadas e/ou errôneas dependendo do meu humor ao rever
as bolachinhas escolhidas.
Posso
dizer que esse é o melhor ano em termos de lançamentos de Rock pesado desde que
comecei a escrever a Cripta. Poderia ter feito tranquilamente uma lista com 40
discos, e não ia ter nenhum mais ou menos.
Me
recriminei ao ver o resultado final não incluir nenhuma banda nacional. Angra (sim, Angra. Não, eu não virei gay),
Mad Dragzter e Metalmorphose chegaram a figurar na minha lista preliminar.
Cheguei a pensar em criar uma categoria, melhor lançamento nacional. Mas isso
foge da minha visão, de que música não tem fronteira. Tem gente da Suécia, da
Alemanha, Estados Unidos, Noruega, Canadá, Inglaterra...e não criei uma
categoria para nenhum desses países, certo? Me pareceria uma saída hipócrita.
Enfim,
fazer uma lista é um vício divertido, mas que tem lá dessas “rêbordosas”
Espero
que vocês curtam o resultado, que descubram discos que não conheciam até então,
que fiquem putos, que achem a lista pífia, que me amaldiçoem, que comentem.
E
espero mais ainda que postem aqui suas próprias listas. Quem sabe eu também não
possa descobrir algum grande disco lançado em 2015 que tenha passado longe de
minha busca?
Abraço
a todos
Trevas
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| 20. Royal Thunder - Crooked Doors |
20.
Royal Thunder – Crooked Doors
Não, dessa vez o
Royal Thunder não me conquistou de primeira. Confesso que depois de duas
ouvidas, quase deixei esse Crooked Doors de lado, a catar poeira junto ao
Demolition do Judas Priest e o Virtual XI do Iron. Seria uma tremenda
injustiça. Enveredando muito mais para um crossover entre o rock dos anos 90 com
o psicodelismo de outrora, Mlny e companhia fizeram um disco denso e bonito.
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| 19. Graveyard - Innocence & Decadence |
19.
Graveyard – Innocence & Decadence
Ah, pule de dez,
Graveyard não tem como ser ruim. Na minha enciclopédia, Retro Rock virá com uma
foto desses cabruncos aí. Mais um grande disco que remete à poeira e cogumelos
lisérgicos.
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| 18. Baroness - Purple |
18.
Baroness – Purple
Por falar em
lisérgico, aos 47 do segundo tempo os maluquetes do Baroness soltaram essa
belezura que cavou espaço rapidamente na minha lista. Longe da sonoridade Mastodoniana
de seus primeiros dois discos, essa banda vai se especializando em trazer
trabalhos que conseguem misturar crueza de rock de garagem com sutilezas de gêneros
musicais mais herméticos. Ah, e o patrão ainda manja de arte de capa, sempre
bacana.
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| 17. Thunder - Wonder Days |
17.
Thunder – Wonder Days
Confesso que em sua
época áurea eu não dava a mínima para o Thunder. E para falar a verdade, fora
do Reino Unido, quase ninguém apostava nos caras. Mas eis que eles fizeram um
disco com cara de banda veterana, mas com vigor de iniciante que ainda tem
muito a mostrar. Um discaço de um Hard Rock encardido repleto de influências de
Blues Rock. Ah, e como a voz de Danny Bowes envelheceu bem!
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| 16. Iron Maiden - The Book Of Souls |
16.
Iron Maiden – The Book Of Souls
Desde que me entendo
por gente o Iron Maiden polariza opiniões dentro dos círculos metálicos.
Outrora minha banda favorita, confesso que já havia até perdido o tesão pela
donzela. O retorno de Bruce não tinha até então gerado nenhum rebento
inspirador de minha admiração. Até agora. The Book Of Souls segue a toada épica
dos trabalhos recentes, só que dessa vez um tom sombrio e um capricho
consideravelmente maior nas composições originou o melhor disco dos britânicos
desde sua era de ouro.
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| 15. Visigoth - The Revenant King |
15.
Visigoth – The Revenant King
Teria o algo
infantilóide True Metal espaço no sofisticado mercado metálico atual? Com
certeza, e os estadunidenses do Visigoth comprovam isso fazendo um disco
irresistível que exibe com galhardia suas raízes oitentistas, em especial ao
destilar o absurdamente bom cover para Necropolis, do Manilla Road!
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| 14. Soilwork - the Ride Majestic |
14.
Soilwork – The Ride Majestic
Depois da
complexidade de The Living Infinite, Strid resolveu botar as botinas um
pouquinho no chão com uma obra bem mais direta, mas ainda assim detentora do
selo de qualidade Soilworkiano. Bom ver que um dos pioneiros do Medolic Death
Metal ainda tenha tanta lenha para queimar.
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| 13. Armored Saint - Win Hands Down |
13.
Armored Saint – Win Hands Down
Uma das bandas mais
legais e subestimadas da história do metal, o Armored Saint apareceu com esse
discaço quando poucos lembravam que eles ainda não haviam encerrado
oficialmente suas atividades. Obrigatório a todos que curtem o metal
oitentista!
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| 12. Ahab - The Boats Of The Glen Carrig |
12.
Ahab – the Boats Of The Glen Carrig
Os Ents, aqueles
gigantes arbóreos da mitologia escandinava que aparecem na obra de Tolkien
devem catalogar as obras do Ahab como Speed Metal. Sim, tudo aqui é lento como
as torturas de Torquemada, pesado como trosoba de baleia azul e denso como
piche. E cara, muito, mas muito bacana (nota do Trevas: descobri esse disco graças à lista de melhores do ano dos colegas do Música Ofensiva).
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| 11. Satan - Atom By Atom |
11.
Satan – Atom By Atom
E quando aquela banda
que parecia fadada a ser lembrada pelo passado, num eterno status cult
simplesmente rompe o silêncio, tal como um fóssil vivo metálico? Bom né? E o
melhor ainda é atestar que o retorno triunfal não fora um mero acidente. O
satan ressurgiu das tumbas com o ótimo Life Sentence e repetiu a dose nesse
Atom By Atom. Será que virá mais um discaço por aí?
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| 10. Eclipse - Armageddonize |
10.
Eclipse – Armageddonize
O Eclipse é uma das
várias bandas europeias que se especializaram em fazer o ultrapassado AOR ser convertido
perfeitamente para uma nova geração, produzindo discos melodiosos e
absolutamente deliciosos. E esse Armageddonize representa até agora o ápice
dessa arte.
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| 09. Enforcer - From Beyond |
09.
Enforcer – From Beyond
Ah, sim, a NWOTHM
gera uma porção de trabalhos que não trazem absolutamente nada de novo ao mundo
do metal. E é exatamente isso que faz com que as bandas desse movimento cativem
tanta gente. Podados alguns excessos vocais, o Enforcer fez seu melhor trabalho
até o momento, num equivalente musical do manjar dos Deuses para os nostálgicos.
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| 08. Europe - War Of Kings |
08.
Europe – War Of Kings
Um caso raro onde a
banda não só ganha uma segunda chance na carreira e mais raro ainda quando a
segunda vinda supera em muito a primeira. Hoje o Europe é uma banda renascida e
livre das pressões mercadológicas das gravadoras, produzindo efetivamente o
tipo de música que gosta. E dentre os sempre efetivos novos lançamentos, talvez
esse War Of Kings, repleto de elementos de rock setentista fundidos a uma
pegada moderna, seja o melhor. Foda-se a lycra,o laquê e aquela bosta de
Carrie! E viva o novo Europe!
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| 07. Clutch - Psychic Warfare |
07.
Clutch – Psychic Warfare
Os caras não são
novatos e nunca tiveram a intenção de lançar algo que reinventasse a roda. E não
ia ser a essa altura do campeonato que o jogo iria mudar. Podem acusar o Clutch
de capitalizar em cima do inesperado sucesso de Earth Rocker e simplesmente
repetir a fórmula. Mas que a fórmula gera rebentos extremamente divertidos, ah,
gera!
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| 06. Jorn Lande & Trond Holter - Dracula: The Swing Of Death |
06.
Jorn lande & Trond Holter – Dracula: Swing Of Death
Olha, o norueguês
Jorn Lande é um de meus vocalistas favoritos da atualidade, mas confesso que
não confio muito nos seus dotes como compositor. Mas sua parceria com Trond
Holter funcionou muito bem, rendendo diversos pequenos clássicos num ótimo
disco conceitual.
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| 05. Moonspell - Extinct |
05.
Moonspell – Extinct
Depois de decepcionar
um pouco ao exacerbar a dualidade de seu som no trabalho duplo anterior, os
soturnos heróis Lusitanos do Moonspell conseguiram equilibrar com maestria seu
lado extremo com o lado gótico nessa fantástica obra
sorumbaticamente romântica recheada de grandes canções.
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| 04. Amorphis - Under The Red Cloud |
04.
Amorphis – Under The Red Cloud
Bom, não acho que o
Amorphis seja capaz de lançar um disco ruim. Mas confesso que os dois últimos
tiveram um efeito deletério em minha adoração pelos finlandeses. A fonte
parecia estar secando. Só parecia. Under The Red Cloud resgata alguns momentos
da era Space Rock da banda e mistura com perfeição ao Melodeath com Folk dos
trabalhos mais atuais, compilando um material que rivaliza com os melhores que
eles já lançaram.
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| 03. Lucifer - Lucifer I |
03.
Lucifer – Lucifer I
A separação da
promissora The Oath pode ter colocado muito fã de Occult Rock de luto, mas não
por muito tempo. Johanna Sadonis juntou-se a Gaz Jennings, o mestre das seis
cordas do Cathedral (e amigo de seu esposo, o lendário Lee Dorrian) para talhar
essa obra viciante que mistura peso Sabático com piscodelia e muitas
referências aos segredos do além-túmulo.
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| 02. Swallow The Sun - Songs From The North I, II & III |
02.
Swallow The Sun – Songs From the North I, II & III
2015, discos quase
não vendem mais. Mas essa banda finlandesa resolve colocar no mercado um disco
triplo, explorando facetas diferentes de seu som sorumbático. Epic Fail? Porra
nenhuma, simplesmente um trabalho denso e quase perfeito que mesmo bastante
longo não parou de rodar no meu som!
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| 01. Paradise Lost - The Plague Within |
01.
Paradise Lost – The Plague Within
Desde que
redescobriram o gosto pelo peso que marcou o início da carreira da banda, os
pais do Gothic Metal vinham batendo na trave em produzir uma obra de impacto
tão grande quanto um Draconian Times. Talvez o novo disco não alcance tal
status, só o tempo dirá. Mas de uma coisa estou certo, The Plague Within merece
estar em toda e qualquer lista de discos do ano que se preze. Aqui na Cripta,
ganhou o topo!
Resenha para The Plague Within na Cripta
Resenha para The Plague Within na Cripta





























