![]() |
| Accept - The Rise Of Chaos |
Chucrute
Requentado
Por Trevas
Décimo quinto disco
de estúdio do combo teutônico de Heavy Metal liderado pelo guitarrista e clone
do Bruce Willis Wolf Hoffman, The Rise Of Chaos veio ao mundo com a perigosa missão de manter o
altíssimo padrão de qualidade dos três discos anteriores, que proporcionaram um
segundo surto de popularidade junto aos fãs antigos e que angariaram uma
tonelada de novos fãs à banda.
![]() |
| Accept detonando em seu retorno |
Só que dessa vez o desafio
ainda se faz maior, já que os colaboradores de longa data Herman Frank e Stephan Schwarzmann resolveram abandonar o barco. Para o lugar deles foram
chamados Uwe Lulis (guitarrista que fez fama junto ao Grave Digger) e o
relativamente desconhecido Christopher
Williams. De resto, temos novamente Tornillo nos vocais, com Peter Baltes no baixo e o patrão nas guitarras e, muito provavelmente (tendo
em vista que não há créditos para as músicas no encarte), assinando as
composições. A produção caiu de novo no colo do mestre Andy Sneap, uma parceria
que vinha funcionando muito bem até o momento.
Die By the Sword é bem menos
frenética que as faixas de abertura que acostumamos escutar nesse glorioso
retorno. No entanto, o bom refrão e o exímio trabalho de guitarras acabam por
vencer e fazem desta um dos destaques do disco.
Mas a dobradinha que vem a seguir faz a empolgação com o novo disco cair
bastante. Hole In the Head até tem uma interessante
interpretação Bon Scottiana nos versos, mas se perde em
um andamento morno e um refrão desinteressante. Já a faixa título, ao que
parece ganhou esse status por que compila o clima distópico que permeia a
maioria das letras do material, uma faixa bem mais ou menos.
Koolaid pode até ter se
inspirado um pouco além da conta em Thunderstruck,
mas é muito mais cativante que suas colegas de repertório, enfim uma boa
música, com o baixo de Baltes e as
boas melodias de Tornillo dando o
tom aqui. No Regrets é outra boa faixa, com refrão bacana e andamento pesadão.
Analog Man inicia com o som de uma fita rebobinando e termina com aquele
velho tom de modem discado, para emoldurar uma letra legal, que fará muito
coroa se identificar. Entretanto, a chupada que o pré-refrão dá em Balls to the Wall só vem evidenciar que talvez a
banda devesse dar um tempo maior em seus lançamentos. Até faixas legais como What is Done is Done e Worlds Colliding tem seu poderio diminuído pela sensação de que a banda
fizera as mesmas músicas de maneira mais inspirada nos discos anteriores.
![]() |
| Accept dessa vez está parecendo aquele meia alemão veterano que não volta para marcar |
A produção de Andy Sneap tentou tornar o produto final menos parecido com seus irmãos
mais velhos, apostando em músicas menos longas, um som um pouco mais dinâmico e
menos pesado e com gang vocals bem mais discretos na mixagem. Mas sem muito
sucesso, Carry the Weight segue a toada
de músicas apenas boazinhas e os 46 minutos da bolachinha se encerram com a
pouco inspirada Race To Extinction.
Saldo
Final
The
Rise Of Chaos é um disco legal, se você for um fissurado por
Heavy Metal tradicional, dificilmente se sentirá incomodado com suas dez
faixas. Mas é impossível não notar uma queda criativa em relação aos discos
anteriores. A continuar nesse caminho, periga o Accept se tornar uma pálida imitação de si mesmo, coisa que o gnomo
do UDO já faz a muito tempo em sua
errática carreira solo, diga-se.
NOTA:
7,40
Gravadora:
Shinigami Records (nacional).
Pontos
positivos: Ainda é Accept e tem bons momentos
Pontos
negativos: começa a soar como comida requentada
Para
fãs de: Accept, UDO, AC/DC
Classifique como: Heavy Metal












