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| Blaze Bayley - Infinite Entanglement |
Um Bom (re)Começo
Por
Trevas
Prólogo – Uma verdadeira
Montanha Russa
O
britânico Bayley Alexander Cooke teve uma década de 1990 bem movimentada: catapultado do
underground onde fazia algum sucesso com o Wolfsbane
ao estrelato ao substituir o mítico Bruce
no Iron Maiden e para ser depois fuzilado pelas críticas e jogado direto ao
ostracismo, Blaze (seu nome
artístico) poderia muito bem ter sucumbido à sensação de fracasso.
Não o fez. Das cinzas,
e amparado por uma boa banda e um baita produtor (Andy Sneap), Blaze lançou uma sequência de álbuns matadores,
com destaque para Silicon Messiah e Tenth Dimension. De
longe muito melhores do que a média do que a Donzela fez desde o previsível retorno
do Bruce.
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| Blaze, fininho e ainda com cabelo, em sua apresentação como novo vocalista da Donzela |
O sucesso comercial não veio junto a aprovação da crítica e por
problemas internos que nunca ficaram lá muito claros, Blaze, a banda, se desmanchou em 2007. Mas ainda havia lenha para
queimar. Já usando o nome Blaze Bayley para sua banda, foi lançado o excelente e pesadíssimo The Man that Would Not Die, seguido do
bom Promise and Terror.
Novamente
a banda se desmancha, sob circunstâncias não explicadas, e dessa vez Blaze decide seguir em frente como um
artista solo, se apresentando ao redor do globo com músicos locais. Em estúdio,
a decisão não pareceu nada acertada, tendo em vista que The King Of Metal é de longe o pior trabalho do vocalista desde que
o pavoroso Virtual XI selou seu destino na maior banda de
metal do planeta. Quando, quatro anos depois, é anunciado o ambicioso Infinite Entanglement, parte de uma sequência de discos conceituais,
confesso que não fiquei nem um pouco empolgado. Mas vamos ao disco.
A faixa título
sobrevive à grandiloquência de seu arranjo (e ao péssimo vídeo, ver acima) e mata a pau, seguida da destruidora
A Thousand Years e da feroz Human (ver os vídeos abaixo). Uma sequência que prometia um
novo clássico do balofo britânico.
Infelizmente a sequência é quebrada pela constrangedora What Will Come, um pavor em
forma de música que traz Blaze
desafinando por quase 5 minutos amparado somente por violão e cordas. Ainda bem
que Stars are Burning e, especialmente,
Solar Winds recolocam o trem de volta aos trilhos.
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| Blaze sensualizando |
Após um curto interlúdio instrumental somos apresentados à boa Calling You Home, seguida da para
lá de Maideniana Dark Energy 256. Convenhamos,
tivesse o Virtual XI duas ou três faixas desse nível,
direta e visceral, e dificilmente a fase Blaze
seria lembrada com tanta repulsa pelos fãs.
Quando
Independence começou com aquela introdução acústica, senti calafrios diante da
lembrança de What Will Come, mas logo a música engrena com peso e grandes momentos,
tornando-se um dos destaques do disco. Work
of Anger tem aquele andamento clássico das composições do Steve
Harris, mas embora promissora, acaba por não alcançar seu potencial devido a um
refrão meio genérico.
Saldo Final
Em
mais um recomeço na carreira, Blaze
conseguiu fabricar um disco que promete uma nova fase repleta de boas ideias. A
voz em off ao final do disco pergunta “shall
we begin?” Se for para trazer mais discos como esse, a resposta é um
sonoro “YES”!
NOTA: 7,94
Pontos positivos: boas
canções mostram um Blaze reencontrando seu caminho
Pontos negativos: What
Will Come...me dá pesadelos!!!
Para fãs de: Metal
tradicional em geral
Classifique como: Heavy Metal








